Dados gerais
No que diz respeito ao trabalho de actualização e de revisão do DPLP, em 2019 foram redigidos cerca de 900 verbetes novos, criadas mais de 2600 acepções em falta e revistos mais de 5500 verbetes.
Palavras mais pesquisadas
Em Portugal, 2019 foi ano de pesquisar por inerente; no Brasil, foi ano de fazer buscas por nuance. No cômputo geral, a palavra mais pesquisada do ano no DPLP foi pragmático.
Figura 1: Palavras mais pesquisadas em Portugal e no Brasil no Dicionário Priberam em 2019
Nos restantes países de língua oficial portuguesa, as palavras mais procuradas no Dicionário Priberam foram disseminação (Angola), incidental (Cabo Verde), fenómeno (Guiné-Bissau), separação (Moçambique), pontada (São Tomé e Príncipe) e lar (Timor-Leste).
Volta ao mundo
Analisando palavras e expressões pesquisadas por utilizadores de outros países, deparamo-nos com várias curiosidades, algumas das quais apontadas abaixo.
Na figura 1 acima, destaca-se a presença de vagabunda, termo ofensivo que foi a segunda palavra mais pesquisada no Brasil em 2019. Curiosamente, na Suécia, vagabundo foi o termo mais pesquisado no mesmo período. Mas o Brasil e a Suécia não foram os únicos países a procurar por termos clara ou potencialmente ofensivos, como o comprovam as buscas por coninhas (Colômbia, Jordânia, Luxemburgo e Suíça), nhurro (EUA), chungaria (Holanda), songamonga (Líbano), totó (Luxemburgo), bruaca (Macau), burgesso (Malta), cabrão (Maurícia), cagão (Noruega), bunda-mole (Panamá), matumbo (Rússia), jagodes (Senegal) ou javardo (Suíça).
No registo informal, destacam-se termos e expressões das variedades de língua portuguesa, como candonga (Azerbaijão), fornicoques (Bélgica), caolho (Chile), porreiro (Costa do Marfim), lero-lero (Israel), micar (Itália), azucrinar (Emirados Árabes Unidos), calmeirão (Finlândia e Tailândia), chibaria (França, Holanda, Reino Unido e Tailândia devem ter tido espectadores atentos à letra da canção portuguesa no Festival da Eurovisão), galar (França), janado (Holanda), chilique (Hungria), chiça (Iraque), caraças (Itália, Trindade e Tobago), xaropada (Japão), bitaite (Letónia), manguito (Luxemburgo), pirete (Montenegro), descontra (Noruega), cangote (Paraguai), cacata (República Dominicana), bué (Roménia e Rússia), desenrascado (Ruanda), vai à nisga (Rússia), lacrar (Suécia), marimbar (Uruguai) ou praca (Vietname).
A par da linguagem informal, também saltam à vista as buscas relacionadas com determinadas partes do corpo e funções ou acções a elas associadas, como bunda (Costa Rica), catota (Filipinas), bronha (Finlândia), bucaque (Honduras, Roménia e Suíça), xibio (Índia), arriar o calhau (Islândia), berlaitada (Luxemburgo), piroca (Noruega), tesudo (Nova Zelândia), tesão (Rússia), encoxamento (a Turquia, que já em 2018 tinha pesquisado por encoxada, continua a pesquisar sobre o tema) ou senisga (Ucrânia).
Assim de repente, o que têm em comum África do Sul, Camboja e Austrália? É que as suas buscas por galão (África do Sul), papo-seco, carcaça (Camboja) e paio (Austrália) davam para fazer um lanchinho bem português. Outras buscas por comidas, bebidas e alimentos associados à cultura lusófona incluem chila (Espanha), semilhas (ilha de Guernesey), abatanado (ilha de Jersey e Holanda), pimpinela (Hungria), moqueca (Itália), manjua (Letónia), alcagoitas e cimbalino (Luxemburgo), febra (Macau), bagaceira (Paraguai), cocada e bica (Polónia), rabanada (Suíça), barriga-de-freira (Ucrânia) ou chuchu (Vietname). É só petiscar (República Checa) ou enfardar (Reino Unido), conforme o apetite e a vontade de jiboiar (Taiwan).
O ano de 2019 em palavras
Pelo terceiro ano consecutivo em parceria com a agência de notícias Lusa, a Priberam dá a conhecer, no site O Ano em Palavras, as 24 palavras mais pesquisadas no dicionário relativas a eventos que marcaram o ano a nível político, económico, cultural e social.
Figura 2: Palavras pesquisadas no Dicionário Priberam que reflectem acontecimentos de 2019
O site está estruturado com as palavras apresentadas cronologicamente, de Janeiro a Dezembro, duas por cada mês e, para cada palavra, é possível aceder ao seu significado, bem como ao artigo e à foto da Lusa sobre o evento que motivou as pesquisas no Dicionário Priberam.
Dados gerais
O balanço geográfico é em tudo idêntico ao do ano anterior, com Brasil, Portugal e Angola no topo das pesquisas por país e Lisboa, São Paulo e Porto no topo das pesquisas por cidade. A principal diferença é que Londres surge agora como a primeira cidade não pertencente a um país da CPLP, seguida de Madrid e de Paris.
Palavras mais pesquisadas
Em Portugal, 2018 foi ano de pesquisar por quimera; no Brasil, foi ano de fazer buscas por ranço. Esta última foi também, no cômputo geral, a palavra mais pesquisada do ano.
Figura 1: Palavras mais pesquisadas em Portugal e no Brasil no Dicionário Priberam em 2018
Nos restantes países de língua oficial portuguesa, as palavras mais procuradas no Dicionário Priberam foram bicefalia (Angola), sociocognitivo (Cabo Verde), reteso (Guiné-Bissau), cadeado (Guiné Equatorial), oratura (Moçambique), diesel (São Tomé e Príncipe) e prever (Timor-Leste).
Analisando as buscas feitas no Dicionário Priberam por consulentes de outros países, é impossível não reparar num claro interesse por expressões típicas do registo informal das variedades de língua portuguesa, como treco-lareco (Andorra), acusa-cristos (Austrália), bicho-carpinteiro (Áustria), pespineta e bagunçada (Bélgica), cagarolas (Bielorrússia), esbaldar (Bolívia), lusco-fusco (Bósnia e Camboja), picuinhas (Cabo Verde e Canadá), bifar (Chile), choninha (China), camueca (Colômbia), perrengue (Costa Rica) molenga e vida airada (Dinamarca), chulice, engonhar e népias (Emirados Árabes Unidos), arreda (Equador), bacano (Eslováquia), crocodilagem e truaca (EUA), cusquice (França), estropício (Guatemala), capetinha, chi-coração e ginjeira (Holanda), bitaite, desbunda e mixuruca (Índia), borga (Irlanda), besnico (Israel), não dizer coisa com coisa (Japão), trengo (Luxemburgo e Andorra), cirandar (Marrocos), calhandreiro (Peru), patusco (Quénia), passou-bem (Reino Unido), fixe (Sérvia), chunga (Suécia e Suíça), carolo (Tailândia), choné (Tanzânia), picanço (Ucrânia), tanso (Uruguai) ou zupar (Usbequistão).
Nesta volta ao mundo feita através de pesquisas no Dicionário Priberam, também saltam à vista as buscas por comidas, bebidas e alimentos associados à cultura lusófona, como quizaca (África do Sul), chicha (Alemanha), farnel (Arábia Saudita), pampilho (Austrália), bica (Bósnia), jindungo (Bulgária), magusto (Cabo Verde), muamba e funje (Canadá), açorda e chispe (Colômbia), farófia (Croácia), lingueirão (Cuba), paçoca (Paraguai), chopinho (Peru), carcaça (República Dominicana) ou chanfana e sardinhada (Venezuela).
A procura por africanismos, de que são exemplo quizaca, jindungo, muamba e funje acima, reflecte-se ainda em buscas como cretcheu (Bélgica), chopela (Bolívia), bijagó (Irlanda), jajão (Holanda) ou quitanda (Tanzânia).
No domínio daquelas buscas que podem ferir algumas susceptibilidades, mas que já se tornaram habituais, não há como não reparar em ménage (Dinamarca), siririca (Espanha), galderice (Holanda), meita (Ilha de Jersey), chocha e minete (Luxemburgo), bujão (México), broche e canzana (Nigéria), paneleiro (República Checa), transa (Suécia), lambia-te (Suíça) ou encoxada (Turquia e Ucrânia).
Já as pesquisas por expressões latinas, analisadas pela primeira vez no ano passado, continuam a surpreender. Se já se tornou habitual a busca por expressões mais correntes, como cogito ergo sum (Chile) ou mutatis mutandis (Senegal), também já são comuns buscas por expressões do domínio jurídico, como non bis in idem e quid juris (Emirados Árabes Unidos), res furtiva (Malta), e por expressões do domínio religioso, como mater dolorosa (Coreia do Sul), qui sine peccato est (Tanzânia) ou deus dedit, deus abstulit (Turquia). No entanto, em 2018 destacam-se sobretudo buscas por expressões latinas mais filosóficas, como potius mori quam foedari (Afeganistão), sit pro ratione voluntas (Guatemala), beneficium accipere, libertatem est vendere (Itália), si vis me flere, dolendum est primum ipsi tibi (Panamá) ou honor honestum decorat, inhonestum notat (Sérvia).
O ano de 2018 em palavras
A Priberam faz a análise e divulgação das palavras mais pesquisadas no Dicionário Priberam desde 2010. Em 2018, pelo segundo ano consecutivo, a Priberam associou-se à agência de notícias Lusa para, através do site O Ano em Palavras, dar a conhecer as 24 palavras mais pesquisadas no dicionário relativas a eventos que marcaram o ano a nível político, económico, cultural e social.
Figura 2: Palavras pesquisadas no Dicionário Priberam que reflectem acontecimentos de 2018
O site está estruturado com as palavras apresentadas cronologicamente, de Janeiro a Dezembro e, para cada palavra, é possível aceder ao seu significado, bem como ao artigo e à foto da Lusa sobre o evento que motivou as pesquisas no Dicionário Priberam.
Dados gerais
Geograficamente, o balanço é muito semelhante ao do ano anterior: Brasil, Portugal e Angola continuam no topo das pesquisas por país; Lisboa e São Paulo mantêm os lugares cimeiros nas buscas por cidades, com o Porto a ultrapassar o Rio de Janeiro e a ocupar agora o terceiro lugar que no ano passado pertencia à cidade carioca; a primeira cidade não pertencente a um país da CPLP é Madrid, seguida de Macau e de Londres.
O acesso ao Dicionário Priberam através de dispositivos móveis continua a crescer, representando já mais de 53% das buscas: o acesso a partir de smartphones subiu 74,41% e o acesso a partir de tablets subiu 8,66% face a 2016.
Palavras mais pesquisadas
Em Portugal, 2017 foi novamente ano de resiliência; no Brasil, foi ano de idiossincrasia. Esta última foi também, no cômputo geral, a palavra mais pesquisada do ano.
Figura 1: Palavras mais pesquisadas em Portugal e no Brasil no Dicionário Priberam em 2017
Analisando as buscas feitas por outros países, deparamo-nos com um curioso interesse por expressões típicas do registo informal em língua portuguesa, como forrica na África do Sul, bate-cu em Andorra, gingão na Austrália, atazanar na Áustria, bundudo na Bélgica, rego nas Bermudas, escarafunchar na Bulgária, pumba e supimpa no Catar, bater com o nariz na porta na China, regabofista no Chipre, mangar nos Emirados Árabes Unidos, trampa na Eslováquia, rambóia no Gana, abada em Hong Kong, espelunca na Hungria, caraca na Índia, mitra na Islândia, cagança em Israel, augado na Líbia, litrosa no Listenstaine, refilice em Macau, catano na Namíbia, bulufas na Nigéria, morcão no Senegal, chular na Tailândia, cegada no Togo ou bichona na Ucrânia.
Como não podia deixar de ser, alguns países revelam buscas mais direccionadas para hum... certos interesses, como porno na Argélia e na República Democrática do Congo, enema na Arábia Saudita e cu no Belize, encoxada no Cazaquistão, no Egipto e na Indonésia, boquete e broca nas Filipinas, boceta na Guiana, suruba em Itália, chupar-te em Marrocos, bico no Sri Lanca ou periquita na Suécia.
O ano de 2017 em palavras
Em 2017, uma vez mais, os utilizadores do Dicionário Priberam também pesquisaram por termos relacionados com acontecimentos da actualidade política, desportiva ou económica. Este ano, em parceria com a agência de notícias Lusa, o site O Ano em Palavras apresenta, para cada mês, algumas das palavras mais procuradas dessas áreas no Dicionário Priberam, acompanhadas pelas respectivas notícias e fotografias da Lusa.
Figura 2: Palavras pesquisadas no Dicionário Priberam que reflectem acontecimentos de 2017
Com esta iniciativa, damos a conhecer algumas das palavras mais procuradas em cada mês, passando assim em revista os principais acontecimentos nacionais e internacionais do ano.
Dados gerais
Em 2016, o site do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa registou um acréscimo de 1,11% relativamente ao número de utilizadores contabilizados no ano passado. Por outras palavras, os mais de 25 milhões de utilizadores mantiveram-se fiéis ao Dicionário Priberam.
Brasil, Portugal e Angola ocupam os três primeiros lugares na liderança por países e, na proveniência por cidades, os mesmos lugares pertencem a Lisboa, São Paulo e Rio de Janeiro. A primeira cidade não pertencente a um país da CPLP é Macau (52.º lugar), seguida de Madrid (57.º lugar) e de Londres (58.º lugar).
O tráfego a partir de dispositivos móveis continua a aumentar: o acesso ao Dicionário Priberam através de smartphones cresceu 23,51% face ao ano passado, enquanto a percentagem de acessos a partir de tablets e desktop desceu.
Palavras mais pesquisadas
Em Portugal, a palavra mais pesquisada em 2016 foi arrendatário, seguida de exangue e de resiliência. No Brasil, a palavra mais pesquisada foi gitana, seguida de resiliência e de saruê.
Se já nos resignámos a que resiliência conste das buscas da Priberam (no cômputo geral, é a palavra mais pesquisada pelo terceiro ano consecutivo), são sobretudo de estranhar as buscas por arrendatário em Portugal, que talvez estejam ligadas às alterações à lei do arrendamento. As buscas por gitana e saruê no Brasil justificam-se por serem termos usados na novela Velho Chico.
Figura 1: Palavras mais pesquisadas no Dicionário Priberam em 2016
Se o FLiP* da Priberam dá a volta ao texto, o Dicionário Priberam permite dar uma volta ao mundo. Analisando palavras e expressões pesquisadas por utilizadores de outros países, deparamo-nos com algumas buscas curiosas.
Por exemplo, há aquelas buscas possivelmente relacionadas com o que acontece ou pode acontecer em determinados destinos turísticos, como esbardalhar em Andorra, romance e dolce far niente nas Maldivas, tosquenejar na Namíbia ou chorrica (!) na República Dominicana. Os utilizadores provenientes de países com comunidades portuguesas mostram a ligação da diáspora portuguesa à actualidade do país e à sua língua materna, como atestam buscas por geringonça na Suíça ou carapau de corrida na Bélgica, morcão e o seu feminino morcona em França e no Luxemburgo, perrice no Canadá ou lazeira na Irlanda. A pesquisa por termos próprios da cultura lusófona também esteve presente, como mostram as buscas por regueifa no Camboja, vinha-d’alho na Indonésia ou chopinho na China. O mesmo interesse despertam palavras e expressões típicas da língua portuguesa, como se afere a partir das buscas por circuncisfláutico na Suécia, jajão na Hungria, lamechas na Islândia, maneirinho no Ruanda, mãos-atadas na Ucrânia e ou coisa que o valha em Singapura. Por fim, há aquelas pesquisas assim para o coiso, como as buscas por bundudo nas Filipinas, chupão no Japão, gostosa no Líbano ou trepada na Estónia.
O ano de 2016 em palavras
Os acontecimentos marcantes deste ano tiveram reflexo nas buscas do Dicionário Priberam:
Figura 2: Palavras pesquisadas no Dicionário Priberam que reflectem acontecimentos de 2016
O site O Ano em Palavras, divulgado pela Priberam na semana passada, apresenta algumas das palavras que estiveram no top das consultas no Dicionário Priberam e que se podem associar a notícias ou eventos, nacionais ou internacionais, de um determinado dia.
* O FLiP é um conjunto de ferramentas linguísticas de auxílio à escrita em língua portuguesa que inclui correctores sintácticos e estilísticos, correctores ortográficos (com opção de utilização da grafia segundo o Acordo Ortográfico de 1990), conversores para o Acordo Ortográfico de 1990, nove dicionários temáticos, hifenizadores, dicionários de sinónimos, conjugadores de verbos para o português europeu e para o português do Brasil e o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa em versão offline. Mais informação em www.flip.pt.
A Priberam divulga os dados de acesso ao Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, sobretudo as palavras mais pesquisadas, nos primeiros dias de cada ano, desde 2010.
Segundo o diário espanhol ABC, a Real Academia Espanhola (RAE) fez o mesmo em Fevereiro, divulgando os dados de acesso do ano passado ao seu Diccionario de la Lengua Española, disponível online em www.rae.es.
Se, em 2015, no Dicionário Priberam, o primeiro lugar das pesquisas pertence a resiliência, no dicionário da RAE esse lugar pertence a cultura:
Curioso é o facto de haver pesquisas comuns a ambos os dicionários, tais como amor, paradigma ou procrastinar/procrastinação:
Figura 2: Palavras mais pesquisadas no Dicionário Priberam em 2015.
O que poderá explicar esta semelhança? Será por causa da latinidade? Será da natureza humana? Ou será um mero acaso?
Dados gerais
No ano de 2015, o site do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa contabilizou mais de 25 milhões de utilizadores e viu o número de acessos aumentar em todos os países da CPLP, à excepção do Brasil. Curiosidade: o maior crescimento registou-se no Quénia, onde o número de acessos mais do que quadruplicou, tornando-se no 11.º país do ranking.
A proveniência dos mais de 25 milhões de consulentes do Dicionário Priberam é diversificada, com o Brasil na liderança, logo seguido de Portugal e dos Estados Unidos da América. Na proveniência por cidades, Lisboa fica à frente de São Paulo e do Rio de Janeiro. Curiosidade: no ranking, a primeira cidade não pertencente a um país da CPLP é Nova Deli, em 56.º lugar, seguida de Madrid, em 60.º, e de Londres, em 62.º.
Figura 1: Proveniência dos utilizadores do Dicionário Priberam por cidade
Verificou-se ainda um aumento de 46% no número de acessos ao Dicionário Priberam a partir de dispositivos móveis ( smartphones e tablets), seja directamente ao site, seja através das aplicações do dicionário para Android, iOS e Windows Phone, tendência iniciada no ano anterior.
Palavras mais pesquisadas
A palavra mais pesquisada no Dicionário Priberam em Portugal foi resiliência, logo seguida de indigitar e de paradigma.
Figura 2: Palavras mais pesquisadas no Dicionário Priberam em 2015
Se o elevado número de pesquisas por resiliência se percebe em tempos de austeridade, a busca por indigitar explica-se pelas indigitações de um e, poucas semanas depois, de outro primeiro-ministro em Portugal.
No Brasil, a palavra mais pesquisada no Dicionário Priberam foi igualmente resiliência, seguida de procrastinação e de inerente.
As palavras mais pesquisadas nos restantes países de língua oficial portuguesa incluem pormenorizar, orientação e adenda em Angola; monitorização, instigar e requerer em Cabo Verde; lenda, vimos e baptizado na Guiné-Bissau; fanatismo, enlace e interacção em Moçambique; concomitantemente, leviandade e cantábrico em São Tomé e Príncipe; contra-ordenacional, equídeos e mandatários em Timor-Leste.
O ano de 2015 em palavras
As palavras mais pesquisadas no site do Dicionário Priberam surgem agrupadas diariamente numa “nuvem” visível no lado direito da página da Internet:
Figura 3: Nuvem de palavras mais pesquisadas do dia 24 de Novembro de 2015
A análise dessa nuvem ao longo das semanas e dos meses permite verificar que vários acontecimentos em Portugal, no Brasil e no resto do mundo tiveram impacto nas pesquisas efectuadas no Dicionário Priberam em 2015 (para saber quais, basta clicar nas palavras com hiperligação abaixo).
Em Janeiro, após o atentado terrorista contra o jornal francês Charlie Hebdo, jiadismo destacou-se na nuvem durante várias semanas; em Fevereiro foi a vez de iconoclasta, atributo associado ao então novo ministro das finanças grego Yanis Varoufakis; Março foi mês de pesquisar por babilônia, nome de telenovela estreada nesse mês no Brasil, e por deliberadamente, após a queda de um avião nos Alpes franceses; em Abril, o anúncio das memórias do ex-líder madeirense Alberto João Jardim colocou bilhardice na nuvem e mesma sorte teve xenofobia, na sequência de protestos contra a xenofobia na África do Sul; em Maio destacou-se doleira, no seguimento da investigação policial brasileira Operação Lava Jato; em Junho chegou jajão; em Julho impôs-se pan-americano, devido à realização dos Jogos Pan-Americanos; Agosto foi mês de emigrantes, sobretudo em Portugal; em Setembro, a onda de refugiados sírios na Europa fez disparar novamente as buscas por xenofobia; Outubro foi mês de abstenção e de indigitação (de um primeiro-ministro) por causa dos resultados das eleições legislativas em Portugal; Novembro voltou a ser mês de indigitação (de outro primeiro-ministro), mas também de bataclã, após novo atentado terrorista em Paris, e ainda de grelo, a propósito de um festival do grelo na Galiza que, por erro de tradução automática, foi publicitado como festival do clitóris em espanhol; finalmente, em Dezembro, a nuvem deu destaque ao pedido de impeachment contra a presidente brasileira Dilma Rousseff e à criminalização do piropo com carácter de proposta sexual em Portugal.
Em 2014, o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa recebeu mais de 70 milhões de visitas de consulentes das mais diversas proveniências, com a liderança a pertencer ao Brasil, logo seguido de Portugal e dos Estados Unidos da América. Ao todo, houve mais de 200 milhões de visualizações de páginas do Dicionário Priberam.
Relativamente ao ano anterior, a principal diferença quanto ao número de visitas e de visitantes reside no aumento substancial do número de acessos a partir de dispositivos móveis ( smartphones e tablets), seja directamente ao site, seja através das aplicações do dicionário para Android, iOS e Windows Phone.
A palavra mais pesquisada no Dicionário Priberam em Portugal foi epígrafe, seguida de resiliência e de paradigma, como se pode ver na figura 1 abaixo.
Figura 1: As dez palavras mais pesquisadas (Portugal)
No Brasil, a palavra mais pesquisada no Dicionário Priberam foi rebu, seguida de ressabiado e de ascensão, como se pode ver na figura 2 abaixo.
Figura 2: As dez palavras mais pesquisadas (Brasil)
As palavras mais pesquisadas nos restantes países de língua oficial portuguesa incluem varonil, extinguiu e acutilante em Angola; desdobrável, biela e migrações em Cabo Verde; formal, multidão e circular na Guiné-Bissau; fanatismo, dezassete e colmo em Moçambique; administrativo, biodegradável e retidão em São Tomé e Príncipe; solicitar, corolário e amável em Timor-Leste.
No cômputo geral, e sem olhar a proveniências geográficas, as palavras mais pesquisadas foram resiliência, rebu e paradigma, como se pode ver na figura 3 abaixo.
Figura 3: As dez palavras mais pesquisadas (geral)
Se o elevado número de pesquisas por resiliência se percebe em tempos de crise, a busca por rebu explica-se pela difusão da novela brasileira intitulada “O Rebu”, estreada em Portugal e no Brasil em Julho.
Outros acontecimentos tiveram impacto nas pesquisas efectuadas no Dicionário Priberam (para saber quais, basta clicar nas palavras com hiperligação abaixo). Entre muitas outras, Janeiro foi mês de pesquisas por câmara-ardente, a propósito da morte do futebolista Eusébio; Fevereiro foi mês de pesquisar por consanguinidade, devido ao abate de uma girafa num zoo dinamarquês; Março foi mês de pesquisar por coadoção (em Portugal) e por fulecar (no Brasil); Abril viu disparar as pesquisas por estuprada após o surgimento da campanha #eunãomereçoserestuprada no Brasil; Maio foi mês de pesquisar por dogma, depois de o Papa Francisco se ter pronunciado sobre o celibato; em Junho chegaram as buscas por malévola, título de um filme da Disney no Brasil, e começaram as buscas incessantes por rebu; Julho foi o mês do Mundial de Futebol e as buscas por tetracampeão chegam depois da derrota do Brasil frente à Alemanha; Agosto foi mês de pesquisar por vários termos decorrentes do debate entre os candidatos às eleições presidenciais brasileiras, como fulanizar, paliativo ou criacionismo; a aprovação de uma lei mexicana contra a transfobia aumentou as pesquisas pelo termo em Setembro; em Outubro um episódio de um reality show português fez crescer as buscas por ósculo e por oscular; Novembro teve Dia da Consciência Negra no Brasil e subida das buscas por afro-brasileiro; Dezembro viu chegar o Natal e com ele a busca por termos da época, como advento, consoada ou próspero.
Figura 4: Os dez erros ortográficos mais pesquisados (geral)
Por fim, e porque o Dicionário Priberam é muitas vezes utilizado para saber como se escreve uma palavra da qual até se conhece o significado, os erros mais frequentemente pesquisados foram *concerteza (com certeza), *erradiação (irradiação) e *compania (companhia), como se pode ver na figura 4 acima.
Durante o ano de 2013, o Dicionário Priberam recebeu mais de 62 milhões de visitas que, com o tempo médio de mais de 4 minutos de permanência no site, perfizeram o equivalente a mais de... 491 anos! Ao todo foram visualizadas 200 milhões de páginas. Estes números não incluem os acessos a partir das aplicações do dicionário para Android, iOS e Windows Phone. Os acessos a partir da aplicação para Android registaram um aumento de 380% face a 2012. Apesar dos aumentos registados na utilização das aplicações, as consultas ao site do dicionário continuam a representar cerca de 80% dos acessos.

Tal como já tinha acontecido em 2012, a palavra mais pesquisada pelos portugueses foi poder. Em 2.º lugar ficou a palavra ser e em 3.º resiliência. Já no Brasil, a palavra mais consultada foi atemporal, tendo o amor subido para a 3.ª posição (em 2012, ocupava a 8.ª posição). À semelhança de anos anteriores, o maior número de acessos foi feito a partir de Brasil e Portugal. O número de visitantes a partir de Angola e Moçambique duplicou face a 2012. Em Portugal registou um aumento de 20%.
Estes são os erros mais frequentes na consulta do Dicionário Priberam, que muitas vezes é usado apenas para saber como se escreve uma palavra da qual até se conhece o significado. Sempre que possível, são apresentadas sugestões de correcção para as sequências digitadas não reconhecidas. As listas de erros mais frequentes, que variam de país para país, são usadas para melhorar os correctores da Priberam.
Todos os dias é seleccionada uma palavra que surge destacada na página do Dicionário Priberam, sendo também publicitada diariamente no Facebook e no Twitter. A escolha da palavra do dia, que já tem motivado vários comentários e perguntas relativamente aos critérios seguidos, é da responsabilidade da equipa de linguistas da Priberam e recai, geralmente, sobre palavras raras, curiosas ou pouco consultadas, às quais se procura dar algum destaque, nem que seja por um dia. As cinco palavras acima foram as mais visualizadas das 365 palavras do dia de 2013.
Apesar de alguns palavrões se encontrarem todos os anos entre as palavras mais consultadas, ficam aqui, como curiosidade, apenas os três mais pesquisados, devidamente disfarçados para não ferir susceptibilidades.
As pesquisas no Dicionário Priberam chegam em maior número de Portugal e do Brasil, mas há outras proveniências, algumas das quais destacadas acima. A lista completa das principais pesquisas inclui quase uma centena de países a partir dos quais o Dicionário Priberam foi consultado em 2013.
Com um aumento de 70% no número de visitas em relação ao ano anterior, Angola é o grande destaque. As palavras mais pesquisadas pelos visitantes angolanos no Dicionário Priberam foram inextricável, abichar e inefável.
Dependendo do lado do Atlântico em que se esteja, a palavra mais pesquisada foi poder (em Portugal) ou nostalgia (no Brasil; esta é aliás uma pesquisa reincidente, pois nostalgia foi a palavra mais consultada em 2011). No segundo lugar, Portugal e Brasil coincidem nas buscas por paradigma. No terceiro lugar volta a haver divisão, pois Portugal preferiu lusa (feminino de luso) e o Brasil preferiu cognoscente. A maior curiosidade deste Portugal versus Brasil parece ser o facto de amor (palavra mais consultada em 2010) ser a 8.ª palavra mais pesquisada no Brasil mas apenas a 20.ª em Portugal, logo depois de puta... Serão efeitos da crise?
Ao esmiuçar algumas das palavras mais consultadas mensalmente em 2012, verifica-se que as pesquisas reflectem sobretudo os acontecimentos mais recentes dos dois lados do Atlântico (para saber quais, basta clicar nas palavras com hiperligação abaixo).
Assim, em Janeiro, os consulentes portugueses tiveram uma epifania (2.ª) e foram procurar o significado de maçonaria (5.ª). Em Fevereiro, foram apelidados de piegas (6.ª) e puseram-se a olhar para o céu (3.ª). Em Março, questionaram o paradigma (1.ª) da equidade (9.ª). Em Abril, todos se renderam à clinomania (1.ª), palavra do dia escolhida pela equipa de linguistas da Priberam. Em Maio e em Junho, andaram às voltas com a verborreia (3.ª) de alguém. Em Julho, chegou a curica (1.ª), do Brasil. Em Agosto, juntou-se-lhe o peculato (1.ª). Em Setembro, muitos resolveram aprovisionar (1.ª). Em Outubro, alguns preferiram mitigar (9.ª). Em Novembro, os consulentes brasileiros surpreenderam com foleco (1.ª) e fulecar (6.ª). E em Dezembro, aproximando-se o fim do ano, foi a vez de fazer contas com cômputo (1.ª).
A análise dos dados de acesso aos sites da Priberam 1 e do FLiP 2 relativos a 2012 não apresenta grandes alterações relativamente ao ano passado.
Quanto ao número de visitas e de visitantes, a principal diferença diz respeito ao aumento de acessos a partir de dispositivos móveis ( smartphones e tablets), seja directamente aos sites, seja através das aplicações gratuitas disponibilizadas pela Priberam.
Quanto à proveniência, Brasil e Portugal mantêm a liderança por países e por cidades. Neste último caso, a principal novidade é o facto de Luanda, na posição n.º 64, quebrar a hegemonia luso-brasileira, sendo seguida depois por Macau (n.º 91) e Maputo (n.º 95).
Relativamente aos navegadores de Internet utilizados, o Chrome destronou pela primeira vez o Internet Explorer, que antecede o Firefox. Nos acessos por smartphones e tablets, o sistema operativo móvel mais utilizado foi o iOS, seguido de muito perto pelo Android e só depois pelo SymbianOS (Nokia), pelo Blackberry e pelo Windows Phone. Já nos acessos através das redes sociais, o Facebook ganhou claramente ao Blogger e ao Twitter no reencaminhamento de tráfego para o site da Priberam.
Por fim, e como curiosidade, a duração média das visitas ao site da Priberam foi de 4 minutos.
Ainda em balanços relativos a 2011, averiguou-se (sem recurso a votações...) quais as palavras mais consultadas no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa durante o ano passado. Os números, referentes ao período de 1 de Janeiro de 2011 a 31 de Dezembro de 2011, estão disponíveis nos gráficos abaixo. Em mais de 220 milhões de consultas feitas ao longo do ano, verificou-se que a palavra mais consultada no Dicionário Priberam em 2011 foi nostalgia, com mais de 185 mil consultas. Será um reflexo da recente vaga de emigração ( portuguesa e não só)? Ou será porque a UNESCO distinguiu o fado com o estatuto de património imaterial da humanidade? A segunda palavra mais consultada foi amor, que alcançou o primeiro lugar em 2010, mas cujas buscas, no entanto, foram diminuindo ao longo deste ano. O que terá acontecido ao amor no segundo semestre de 2011? Em terceiro lugar, surge a palavra escopo. O gráfico geral mostra ainda que o par mal / mau, frequentemente pronunciado no Brasil de modo semelhante, continua no topo das palavras mais consultadas no Dicionário Priberam.
Os números acima não mostram que no dia 21 de Setembro de 2011 foram feitas mais de 880 mil consultas, o maior número registado num só dia. Também não mostram que os erros ortográficos mais consistentemente pesquisados foram *excessão, *concerteza, *compania, *quizer e *buceta.
Em 2011, o número de acessos aos sites da Priberam revela um aumento significativo relativamente ao ano anterior. O site do FLiP (que inclui auxiliares de tradução, conjugador, corrector ortográfico e sintáctico, conversor para o Acordo Ortográfico, dúvidas linguísticas, gramática e vocabulário), regista uma subida discreta, com mais de 2,5 milhões de visitantes únicos e 4,9 milhões de visitas. O aumento é sobretudo bem visível no site do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, com mais de 25 milhões de visitantes únicos e 66 milhões de visitas (mais 6 milhões do que em 2010!). A lista dos 10 países que mais contribuíram com visitantes inclui, por ordem decrescente, Brasil, Portugal, Estados Unidos da América, Espanha, França, Reino Unido, Alemanha, Angola, Itália e Moçambique. Mas também chegaram visitantes oriundos de zonas tão distintas como Cidade do Vaticano, Fiji, Serra Leoa, Vanuatu, Iémen, Lesoto, Papua Nova Guiné, Djibuti, Turquemenistão, São Pedro e Miquelão, Togo ou Laos. Na proveniência por cidades, regista-se uma hegemonia brasileira, entremeada pelas cidades portuguesas de Lisboa e Porto: São Paulo, Rio de Janeiro, Lisboa, Belo Horizonte, Brasília, Porto, Salvador... e outras cidades brasileiras até à posição 20! Por fim, e como as novas tecnologias permitem aceder ao Dicionário Priberam através de dispositivos móveis, os sistemas mais usados foram iOS (iPhone, iPad, iPod Touch), Android e SymbianOS.
Na continuação do balanço anterior, apresentamos agora as estatísticas em relação às buscas no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. As palavras mais pesquisadas no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa encontram-se agrupadas por trimestre na tabela abaixo. São dados referentes ao período de 1 de Janeiro de 2010 a 30 de Dezembro 2010.
2010 | Palavra | Pesquisas | Janeiro-Março | avatar | 118796 | | homofóbico | 47871 | | amor | 47867 | Abril-Junho | amor | 51352 | | paradigma | 43866 | | exce(p)ção | 41735 | Julho-Setembro | indubitavelmente | 57983 | | amor | 43960 | | exce(p)ção | 41601 | Outubro-Dezembro | amor | 41172 | | exce(p)ção | 40468 | | mau | 35899 |
O ano de 2010 começou com muitas buscas pela palavra avatar, devido ao filme homónimo realizado por James Cameron, estreado em Portugal no início deste ano. Mas, como facilmente se verifica (e como aqui também já transparecia), a busca mais constante do ano foi por... amor! Esperamos que os utilizadores do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa o tenham encontrado; a todos aqueles que ainda não o encontraram, desejamos melhor sorte em 2011 :)
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