Em 2011, o Google, em nome dos seus clientes, vai doar 20 milhões de dólares a diversas organizações de solidariedade. O dinheiro será aplicado na construção de escolas, em cursos de estudo ambiental, na prevenção da sida ou em vacinas contra a poliomielite, por exemplo.
A doação do Google conta indirectamente com o contributo da Priberam e dos utilizadores dos seus serviços online, nomeadamente do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, que inclui anúncios do Google AdSense:
É possível gostar da língua portuguesa de muitas maneiras: uns gostam dela sem erros ortográficos ou sem pontapés na gramática, sem palavrões, sem estrangeirismos, sem sexismos; outros, sem variedades geográficas, sociais ou temporais e outros ainda sem o acordo ortográfico de 1990. Até há quem goste dela sem acordo de 1945, pelo menos em Portugal. Para todos os “sem” anteriores, há também quem goste dela com os correspondentes “com”: com erros ortográficos, com pontapés na gramática, com palavrões, com estrangeirismos, etc. Na Priberam, gostamos dela, ponto final. É por essa razão que o nosso trabalho contribui para a sua difusão, através dos nossos produtos e serviços linguísticos, o mais conhecido dos quais é o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa(DPLP).
Fruto dos tempos contestatários e reivindicativos que se vivem (ou talvez não...), agora há também quem goste da língua portuguesa através da causa “Por uma Língua Portuguesa sem publicidade”. Não é o nosso caso. Porquê? Porque esta é uma causa que tem de se colocar em causa, já que confunde muitas coisas, confundindo nomeadamente a língua portuguesa com dicionários de língua, a julgar pelos seguintes comentários, da autoria de João Filipe Ferreira: “A língua Portuguesa não é do Priberam, é do povo Português! O portal da priberam não se tornou num dicionário, tornou-se num portal semítico-financeiro sem o propósito primordial de revelar o significado da palavra. Cinjamo-nos ao verbete! Por uma Língua Portuguesa Livre de Publicidade e de adereços prescindíveis!” [citação retirada em 24-11-2010].
Para que não haja dúvidas, uma língua é uma língua, um dicionário é um dicionário. Quanto à língua portuguesa, ela é dos seus falantes, tenham eles a nacionalidade que tiverem. Como é óbvio, a Priberam nunca a reclamou como sua, mas reclama seu o investimento que tem feito no DPLP, que não é um dicionário qualquer.
Como é referido na secção "Sobre o dicionário", o DPLP é a plataforma lexicográfica online da Priberam, lançada em 2009, após aquisição, em 2008, dos direitos do Novo Dicionário Lello da Língua Portuguesa (Porto, Lello Editores, 1996 e 1999), também conhecido apenas por Lello. O Lello foi o ponto de partida mas já não pode ser comparado ao DPLP, pois a Priberam fez a adaptação a um formato electrónico, a actualização da estrutura e conteúdo do dicionário e o enriquecimento com outro tipo de informação linguística. O DPLP disponibiliza, para além dos blocos de anúncios, a palavra e a dúvida do dia em destaque, o acesso rápido a vários tipos de pesquisas (com e sem o novo acordo ortográfico), a definições, a sinónimos e antónimos gerais e por acepção, a exemplos de uso (através de exemplos explícitos no texto do verbete ou de ocorrências reais no Twitter), a remissões para dúvidas linguísticas, à conjugação verbal, aos auxiliares de tradução. Tudo isso, sem qualquer custo para os consulentes, mas, sublinhe-se, com custos para a Priberam.
A causa “Por uma Língua Portuguesa sem publicidade” insurge-se contra o espaço ocupado pela publicidade na página do DPLP mas, apesar do que possa parecer, a publicidade do DPLP não paga as despesas que a Priberam tem com a sua manutenção, nomeadamente os custos com recursos humanos, servidores, software, conectividade, actualizações contínuas do conteúdo, respostas a dúvidas, etc. Talvez não fosse má ideia lançar uma causa para mais pessoas consultarem o DPLP para que a Priberam possa mantê-lo gratuito e com o nível de serviço e actualização que actualmente disponibiliza. Relembramos que a Priberam é uma empresa privada que não depende de subsídios ou subvenções nem tem verbas inscritas em orçamentos de Estado.
Por fim, ficam aqui algumas sugestões de outras causas, quiçá mais prementes: - pela disponibilização gratuita e online das obras lexicográficas da Academia das Ciências de Lisboa, instituição pública e com funções estatutárias de defesa da língua portuguesa; - pela edição de um vocabulário comum autorizado, tal como previsto pelo acordo ortográfico de 1990; - pelo combate à iliteracia; - pelo incentivo à prática regular da leitura; - pela melhoria da qualidade e das condições de ensino da língua portuguesa nas escolas e nas universidades.
«A palavra caralho, dita no meio de uma discussão, pode dar que fazer a um juiz. Tanto que uma conversa entre dois militares da GNR - um cabo e o seu comandante - andou 14 meses em análise, primeiro por um juiz de instrução e depois no Tribunal da Relação de Lisboa. Todos os magistrados estiveram de acordo: o termo pode ser "ético-socialmente deselegante", mas não justifica "reprovação penal militar". Está dentro do que o juiz relator Calheiros da Gama designa por "linguagem de caserna", trocada num âmbito restrito e em sinal de "mera virilidade verbal". [...] Para a decisão contou a forma como os dois militares em causa continuam a relacionar-se, não tendo valorizado o incidente já ultrapassado. E contou também o contexto e a expressão exacta utilizada. Socorrendo-se dos dicionários da Priberam e da Porto Editora, o juiz relator sublinha que "dizer para alguém ''vai para o caralho'' é bem diferente de afirmar perante alguém e num quadro de contrariedade ''ai o caralho'' ou simplesmente ''caralho'', como parece ter sucedido na situação em apreço". No primeiro caso a expressão será ofensiva, enquanto no segundo será sinal de espanto, impaciência, irritação ou indignação.»
O texto do acórdão de que fala a notícia acima está disponível aqui. Não se aconselha a sua leitura a pessoas sensíveis ao jargão jurídico, à linguagem obscena ou à combinação explosiva dos dois.
Sabendo que todas elas contribuem, de uma forma ou de outra, para o melhoramento do dicionário. Nem que seja por fazerem sorrir os lexicógrafos que nele trabalham:
... descobrir na nuvem das palavras mais pesquisadas do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa algumas das que foram usadas no primeiro debate da segunda volta para as eleições presidenciais brasileiras:
(imagem captada em 11-10-2010)
Lusofonia é também descobrir, via Twitter, que tantos outros descobriram o mesmo:
O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa tem uma funcionalidade que permite ver o uso de cada palavra no Twitter. Na semana passada, houve uma palavra do dia que foi claramente a estrela maior do nosso firmamento lexical, a julgar pelo número de comentários sobre ela:
O estranhamento inicial foi sincero:
Logo seguido de entusiasmado entranhamento:
Do entranhamento à reflexão e à invenção foi um pequeno passo:
Será caso para dizer que primeiro estranha-se mas come-se e que depois entranha-se e descome-se?
É sabido que Portugal deu ontem 7-0 à Coreia do Norte*. Já a Priberam, mesmo sem cristianos ronaldos, deu mais de 650 000 downloads gratuitos do gadget do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa!
O gadget da Priberam é uma aplicação que permite a consulta rápida do dicionário directamente no Windows ou numa página do Internet Explorer, apenas com um clique. Com mais de 650 000 downloads, o gadget mantém-se assim no 1.º lugar dos seus congéneres em português para o Windows Vista e o Windows 7, estando agora em 79.º lugar dos 8722 gadgets disponíveis em todas as línguas.
* Já agora, que nome dar a uma derrota por 7-0? Heptagoleada, septabada? Aceitam-se sugestões de neologismos.
Sobretudo quando, no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, os gráficos de sussurrare gritar, consultados em 18-Mai-2010, parecem espelhar o significado geral de cada um dos verbos:
No final de uma semana de emoções fortes, alimentadas pelo ânimo futebolístico e religioso, os portugueses devem ter finalmente caído em si e reparado no anúncio da subida dos impostos, porque austeridade surge hoje na nuvem das palavras mais pesquisadas no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa.
«Não digo que o seja já, mas dentro de pouco o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa será o equivalente do Aulete Digital: o maior repositório lexical da língua portuguesa.» inAssim Mesmo
Como é referido na sua descrição, o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (DPLP) tem por base o Novo Dicionário Lello da Língua Portuguesa (Porto: Lello Editores, 1996 e 1999), licenciado em 2008 e adaptado para formato electrónico pela Priberam. Desde que o DPLP ficou disponível online, inúmeros têm sido os comentários, críticas e sugestões que chegam diariamente (via dicionario@priberam.pt) e que contribuem para a actualização e melhoramento levados a cabo pela equipa de linguistas. Foi por isso gratificante deparar com a frase acima no blogue Assim Mesmo, a qual a Priberam agradece, tal como agradece o contributo de todos quantos têm enviado os seus comentários e sugestões! Continuem a fazê-lo, por favor; a lexicografia também agradece.
O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa apresenta uma nuvem onde se aglomeram as palavras mais procuradas diariamente. Uma das mais pesquisadas, quase sempre visível na nuvem, é a palavra amor. Analisando o gráfico logo abaixo da respectiva entrada, relativo às pesquisas das últimas 46 semanas, verifica-se que, no espaço de quinze dias, atingiu-se o ponto mais baixo (15-02-2010) e o ponto mais alto (01-03-2010) desde o início do ano! Não há dúvidas: o amor tem altos e baixos. Curioso é o facto de o ponto mais baixo ter ocorrido um dia após o dia dos namorados.
O Dicionário Priberam da Língua Portuguesatem uma opção de pesquisa (ver Pesquisar nas definições) que permite, por exemplo, descobrir palavras com a mesma terminação. É uma forma rápida de encontrar uma palavra de que não nos lembramos (no caso, era actinomancia). Com um simples asterisco (ex.:*mancia), facilmente se encontra a palavra pretendida na lista apresentada. Esta é também uma boa forma de enriquecer o nosso léxico. Ou de dar umas quantas gargalhadas.
Afinal, quantas pessoas é que sabem que à arte de adivinhar “por meio da ordem em que um galo vai apanhando os grãos dispostos num alfabeto” se dá o nome de alectoromancia? Ou que a tiromancia é a arte de adivinhar “por meio do queijo”? A listagem das palavras que resultam desta pesquisa pode ser vista aqui. Nunca se sabe quando é que uma dessas técnicas de adivinhação pode ser útil...