Depois de o Diário da República n.º 17, I Série, pág. 488 ter determinado a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 no ensino no ano lectivo de 2011-2012, surge a primeira directriz do Ministério da Educação sobre o assunto, num curto texto intitulado “Informação sobre as implicações do Acordo Ortográfico no processo de codificação das provas de aferição e na classificação das provas de exame nacional” (consultado em 04-04-2011): [...] Havendo escolas em que os alunos já contactam com as novas regras ortográficas, uma vez que o Acordo já foi ratificado e dado que qualquer cidadão, nesta fase de transição, pode optar pela ortografia prevista quer no Acordo de 1945, quer no de 1990, são consideradas correctas, na codificação das provas de aferição e na classificação das provas de exame nacional, as grafias que seguirem o que se encontra previsto em qualquer um destes normativos [destacado nosso]. [...]
Mostrar mensagens com a etiqueta língua portuguesa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta língua portuguesa. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 6 de abril de 2011
segunda-feira, 4 de abril de 2011
100 000 entradas (e continua a crescer)
O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (DPLP), a plataforma lexicográfica online da Priberam, ultrapassou recentemente as 100 000 entradas lexicais, incluindo locuções e fraseologias.
Para quem não sabe, o DPLP permite o acesso rápido a vários tipos de pesquisas (com e sem o novo acordo ortográfico), a definições, a sinónimos e antónimos gerais e por acepção, a tipos de uso (através de exemplos explícitos no texto do verbete ou de ocorrências reais em sites de notícias, em blogues ou no Twitter), a remissões para dúvidas linguísticas, à conjugação verbal, aos auxiliares de tradução. Disponibiliza ainda a palavra e a dúvida do dia em destaque. E tudo isto grátis, à distância de um clique.
O trabalho lexicográfico que se faz deste lado conta com um contributo indispensável: o dos próprios utilizadores do DPLP. Desde que o DPLP ficou disponível online, em 2009, inúmeros têm sido os comentários, críticas e sugestões que chegam diariamente (via dicionario@priberam.pt) e que contribuem para a actualização e o melhoramento levados a cabo pela equipa de linguistas.
O DPLP está disponível online mas também faz parte da última versão do pacote de ferramentas linguísticas da Priberam, o FLiP 8. Existem ainda aplicações gratuitas para Windows, Android, iPhone e iPod touch que permitem o acesso ao DPLP. Mais informações, sobre estas e outras aplicações, aqui.
Etiquetas:
aplicações,
dicionário,
FLiP,
língua portuguesa
quarta-feira, 30 de março de 2011
Agenda: Jornada portuguesa do FESTLATINO
A Universidade do Porto acolhe na próxima sexta-feira, dia 1 de Abril, a jornada portuguesa do FESTLATINO, festival internacional de culturas, línguas e literaturas neolatinas, que se realiza anualmente no Recife (Brasil).
O encontro, que conta com a presença da ex-ministra da cultura e professora catedrática, Isabel Pires de Lima, do escritor angolano José Eduardo Agualusa e da presidente do Instituto Camões, Ana Paula Laborinho, entre outros, irá debater o papel das línguas neolatinas no mundo e a internacionalização da língua portuguesa.
Mais informações aqui.
O encontro, que conta com a presença da ex-ministra da cultura e professora catedrática, Isabel Pires de Lima, do escritor angolano José Eduardo Agualusa e da presidente do Instituto Camões, Ana Paula Laborinho, entre outros, irá debater o papel das línguas neolatinas no mundo e a internacionalização da língua portuguesa.
Mais informações aqui.
Etiquetas:
agenda,
Conferência,
FESTLATINO,
Instituto Camões,
língua portuguesa,
Universidade do Porto
quarta-feira, 2 de março de 2011
Serviço Mundial da BBC encerra emissões em português
(Fotografia retirada do artigo da BBC "Critics warn of major impact of World Service cuts", consultado em 02-03-2011)O Serviço Mundial da BBC deixou de emitir em português para África no passado dia 25 de Fevereiro. Na origem da supressão do serviço estão os cortes orçamentais impostos pelo governo britânico ao serviço público.
A emitir regularmente desde 1939 (exceptuando a interrupção entre 1957 e 1963), o serviço em português tinha presentemente uma audiência de um milhão e meio de ouvintes. A BBC pôs assim fim a quase sete décadas de emissões radiofónicas em língua portuguesa, conforme difundido na página da própria emissora pública de rádio e televisão do Reino Unido. O plano de austeridade traçado pela BBC prevê também o encerramento dos serviços de rádio em inglês para as Caraíbas, em albanês, em macedónio e em sérvio.
É caso para dizer, tal como o saudoso Fernando Pessa, jornalista português da BBC que fez a cobertura da segunda guerra mundial a partir de Londres, “E esta, hein?”.
A emitir regularmente desde 1939 (exceptuando a interrupção entre 1957 e 1963), o serviço em português tinha presentemente uma audiência de um milhão e meio de ouvintes. A BBC pôs assim fim a quase sete décadas de emissões radiofónicas em língua portuguesa, conforme difundido na página da própria emissora pública de rádio e televisão do Reino Unido. O plano de austeridade traçado pela BBC prevê também o encerramento dos serviços de rádio em inglês para as Caraíbas, em albanês, em macedónio e em sérvio.
É caso para dizer, tal como o saudoso Fernando Pessa, jornalista português da BBC que fez a cobertura da segunda guerra mundial a partir de Londres, “E esta, hein?”.
Etiquetas:
BBC,
Fernando Pessa,
língua portuguesa,
Rádio
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Lusofonia é...
... deixar à reflexão o artigo “A Urgência do Crioulo Guineense”, de Catarina Laranjeiro, publicado no portal Buala, dedicado à cultura contemporânea africana.
Etiquetas:
Buala,
crioulo,
guineense,
língua portuguesa,
lusofonia
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Recomendações do colóquio “Língua portuguesa e culturas lusófonas num universo globalizado”
Como aqui se publicitou em Outubro, a União Latina e a Fundação Calouste Gulbenkian realizaram o colóquio internacional “Língua portuguesa e culturas lusófonas num universo globalizado”, dedicado ao papel da língua portuguesa no mundo.
Os participantes do encontro fizeram várias recomendações, agora disponíveis no site da União Latina, e algumas delas saltam à vista, nomeadamente a elaboração de “uma gramática única da língua portuguesa, que reflicta as características de todos os países que compõem a CPLP” e de “um dicionário comum a todas as variantes da língua portuguesa”.
Esperemos que, a passarem de recomendações, estes projectos tenham melhor sorte do que o do vocabulário comum referido no art. 2º do Acordo Ortográfico de 1990.
Os participantes do encontro fizeram várias recomendações, agora disponíveis no site da União Latina, e algumas delas saltam à vista, nomeadamente a elaboração de “uma gramática única da língua portuguesa, que reflicta as características de todos os países que compõem a CPLP” e de “um dicionário comum a todas as variantes da língua portuguesa”.
Esperemos que, a passarem de recomendações, estes projectos tenham melhor sorte do que o do vocabulário comum referido no art. 2º do Acordo Ortográfico de 1990.
Etiquetas:
acordo ortográfico,
agenda,
Conferência,
língua portuguesa
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
O contraditório e os contra-argumentos
Nem sempre a blogosfera permite o contraditório. Mas neste caso permitiu. Assim mesmo.
Helder Guégués argumentou assim:
“«Foi já no Governo que Maria João Seixas o re-encontrou, acedendo ao convite para ser sua assistente» («O mais civil dos militares de Abril», Paulo Chitas, Visão, 13.01.2011, p. 43).
Como já aqui escrevi uma vez, salvo para afirmar, na Base II, n.º 2, b), que o h inicial é suprimido quando, por via de composição, passa a interior e o elemento em que figura se aglutina ao precedente (reabilitar, reaver), nunca o Acordo Ortográfico de 1990 refere o prefixo re-, mas nem mesmo a omissão deixou a salvo a regra que tradicionalmente se observa. Parece que confiaram tudo ao corrector ortográfico Flip 7, da Priberam, que interpretou erradamente a Base XVI do Acordo Ortográfico de 1990 («Do hífen nas formações por prefixação, recomposição e sufixação»). Concretamente, a origem do erro está na interpretação da alínea b), n.º 1, daquela base: «Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento: anti-ibérico, contra-almirante, infra-axilar, supra-auricular; arqui-irmandade, auto-observação, eletro-ótica, micro-onda, semi-interno.»
Os redactores do acordo foram imprudentes ao não referirem as excepções. «Um caso», comentou aqui o leitor Franco e Silva, «é aquele que muito bem comenta, o do prefixo re- quando se segue palavra iniciado com e, em que o bom senso e a antiquíssima e estabilizada tradição vocabular justifica a fusão dos elementos (como em reeditar e reeleger, etc.). Outro caso é o do prefixo sub- quando se segue um elemento vocabular iniciado por r ou b (sub-reptício, sub-roda, sub-base, sub-bibliotecário, etc.) em que o bom senso, a cimentada tradição vocabular e até a orientação de pronunciação justificam a sua manutenção. Causa estranheza que conceituados linguistas aceitem a segunda excepção, mas não a primeira, a contrario do VOLP (ALB), que na nossa opinião muito bem, pontificaram como distracções as lamentáveis omissões da comissão luso-brasileira do A.O. e hifenizaram tais palavras.»
E agora uma experiência: pego na frase da Visão e analiso-a no conversor ortográfico da Porto Editora, gratuito. Resultado: «17 palavras analisadas, 0 modificadas — 0% alteradas». Muito bem, então agora modifico a frase: «Foi já no Governo que Maria João Seixas o reencontrou, acedendo ao convite para ser sua assistente.» Resultado: «17 palavras analisadas, 0 modificadas — 0% alteradas». Poderá haver análises mais científicas, com recurso a algoritmos e não sei que mais, mas eu estou satisfeito.”
E a Priberam contra-argumentou assim:
“No seu blogue, que a Priberam preza e acompanha com regularidade, numa publicação de 29-01-2011 com o título de “O prefixo «re-» no AOLP” [post 4372], afirma que o FLiP 7, da Priberam, “interpretou erradamente a Base XVI do Acordo Ortográfico de 1990 («Do hífen nas formações por prefixação, recomposição e sufixação»).” Mais refere que “a origem do erro está na interpretação da alínea b), n.º 1, daquela base: «Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento: anti-ibérico, contra-almirante, infra-axilar, supra-auricular; arqui-irmandade, auto-observação, eletro-ótica, micro-onda, semi-interno.»”.
Relativamente a este assunto, a Priberam gostaria de manifestar respeito pela sua opinião e partilhar consigo os fundamentos das nossas opções sobre o assunto da sua publicação.
Segundo o disposto na Base XVI, 1.º, alínea b) do Acordo Ortográfico de 1990, utiliza-se o hífen “nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento”. É esta regra que justifica, por exemplo, a nova grafia de sobre-endividamento, cujo prefixo surge no exemplário apresentado no ponto 1º da referida base. O texto do Acordo Ortográfico é inequívoco relativamente ao uso de hífen com um prefixo que termina na mesma vogal com que se inicia o elemento seguinte, pelo que esta regra deveria ser também aplicada ao prefixo re-. Para este ponto, o texto legal estabelece uma única excepção, na nota à alínea b) do ponto 1.º da Base XVI, referindo-se apenas ao prefixo co-, que deverá ser usado sempre sem hífen. Com o Acordo de 1990, as regras para o uso do hífen nos casos de prefixação passam a ser gerais e contextuais, ao contrário do Acordo de 1945, que aplicava regras específicas a um prefixo ou a um grupo fechado de prefixos.
Foi este o entendimento inicial da Priberam, uma vez que outra interpretação contraria claramente a letra e o espírito do Acordo Ortográfico, estabelecendo uma excepção não prevista. A Priberam entendeu que seria ilógico tomar a excepção prevista para co- como modelo para re-, uma vez que as excepções devem estar explícitas no texto e não ser obtidas por dedução. Também a "Nota Explicativa" (ponto 6.3) reitera o que é referido na base XVI, 1.º, alínea b): "uniformiza-se o não emprego do hífen, do modo seguinte: (...) Nos casos em que o prefixo ou o pseudoprefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente daquela, as duas formas aglutinam-se, sem hífen". Como este não é o caso nas sequências re-e..., o hífen deveria ser usado neste contexto.
Apesar disto, no Brasil, a Academia Brasileira de Letras (ABL), no seu Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (São Paulo: Global, 2009) [VOLP], entendeu que deveria instituir uma excepção para o prefixo re-. A única justificação apresentada pela Comissão de Lexicologia e Lexicografia da ABL na "Nota explicativa" (pp. LI a LIII) do referido Vocabulário é que uma das medidas tomadas foi "incluir, por coerência e em atenção à tradição lexicográfica, os prefixos re-, pre- e pro- à excepcionalidade do prefixo co-". Se para os prefixos pre- e pro- parece haver uma justificação, não pela alínea b) do ponto 1.º da Base XVI, mas pela alínea f), o mesmo não acontece com o prefixo re-. Por outro lado, é invocada a tradição lexicográfica quando se trata de um tópico sobre o qual o Acordo Ortográfico se pronuncia, alterando justamente a tradição lexicográfica e as indicações prescritas pelo Acordo Ortográfico anterior.
Em Portugal, o Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC), cujo Vocabulário Ortográfico do Português (VOP) foi recentemente adoptado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011, publicada em 25 de Janeiro de 2011 no Diário da República n.º 17, I Série, pág. 488, seguiu a mesma interpretação da ABL. A Priberam manteve a sua interpretação inicial de grafar re-e... até à data em que o VOP passou a ser indicado nesta resolução como uma obra lexicográfica de referência em Portugal, nomeadamente no ensino, a partir do ano lectivo de 2011/2012. Os recursos linguísticos da Priberam têm vindo a ser alterados desde 25 de Janeiro de 2011 para seguir a excepção instituída pelo VOLP da ABL e seguida pelo VOP do ILTEC.
Sublinhe-se que esta é uma opção que decorre da publicação do VOLP e do VOP e não da aplicação da letra e do espírito do Acordo Ortográfico, cujo texto altera inúmeros outros casos de grafias tradicionalmente estáveis. Como exemplo de grafias em que o AO vai contra a tradição lexicográfica, pode referir-se novamente o prefixo sobre-, que já em obras do século XVIII (como o Vocabulario Portuguez & Latino, de Raphael Bluteau [1728] ou o Diccionario da lingua portugueza, de Antonio de Moraes Silva [1789]) ou do início do século XX (como o Novo Diccionário da Língua Portuguesa, de Cândido de Figueiredo [1913]) era sempre grafado sem hífen quando o elemento seguinte se iniciava com a letra e. Em determinados pontos em que o AO é omisso ou não explicita regras gerais (como, por exemplo, no caso de alforge/alforje ou de connosco/conosco), a tradição do registo lexicográfico de certas palavras poderá ser um argumento invocável, uma vez que não há outra maneira de se saber ou inferir qual a ortografia a adoptar. Se a tradição lexicográfica pudesse ser invocada constantemente como argumento para a manutenção de determinadas grafias, os acordos ortográficos deixariam de fazer sentido, uma vez que o objectivo destes é precisamente a alteração ou simplificação de determinadas grafias e regras ortográficas (por vezes divergentes), preconizadas durante décadas por obras lexicográficas.
O texto do Acordo de 1990 não prevê soluções para muitos dos problemas que cria e é lacunar, ambíguo ou incoerente em alguns aspectos, pelo que foi necessário definir linhas gerais explícitas e fornecer ao utilizador a explicação de algumas opções tomadas pela Priberam, que estiveram sempre disponíveis ao público (cf. http://www.priberam.pt/docs/CriteriosFLiPAO.pdf), desde o primeiro produto com opção de correcção e consulta segundo a nova grafia.
A reflexão acima, ainda que longa, pretende apenas apresentar uma posição que entendemos defensável (não podendo ser qualificada de erro), pois as várias versões do FLiP que incluem a ortografia segundo o Acordo Ortográfico de 1990 foram desenvolvidas ao longo de vários anos, com um trabalho contínuo baseado no texto legal, dada a ausência de instrumentos lexicográficos reguladores autorizados, nomeadamente o "vocabulário ortográfico comum da língua portuguesa", previsto no art.º 2.º do texto do Acordo, que permitam substituir as obras tidas como referência maior na lexicografia portuguesa, de que são exemplo o Tratado de Ortografia e o Vocabulário da Língua Portuguesa de Rebelo Gonçalves.”
Etiquetas:
acordo ortográfico,
lexicografia,
língua portuguesa
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Últimas sobre o Acordo Ortográfico em Portugal #1
O Diário da República n.º 17, I Série, pág. 488 publicou ontem a Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011, aprovada em 9 de Dezembro de 2010, a qual:
- determina a aplicação do Acordo Ortográfico (AO) no ensino no ano lectivo de 2011-2012;
- determina a aplicação do AO, a partir de 1 de Janeiro de 2012, em todos os serviços, organismos e entidades governamentais, bem como na publicação do Diário da República, o jornal oficial da República Portuguesa;
- adopta o Vocabulário Ortográfico do Português e o conversor Lince como ferramenta de conversão ortográfica de texto para a nova grafia, ambos desenvolvidos pelo Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC);
- prevê a realização de iniciativas de informação, sensibilização e divulgação de conteúdos de esclarecimento da aplicação do Acordo Ortográfico no sítio da Internet de cada departamento governamental.
A Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011 refere ainda que “O Acordo Ortográfico visa dois objectivos: reforçar o papel da língua portuguesa como língua de comunicação internacional e garantir uma maior harmonização ortográfica entre os oito países que fazem parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). [...] a harmonização ortográfica nos países da CPLP é fundamental para que os cerca de 250 milhões de falantes, presentes em comunidades portuguesas no estrangeiro, nos países de língua oficial portuguesa ou, ainda, integrados no crescente número de pessoas que procuram a língua portuguesa por outras razões, possam comunicar utilizando uma grafia comum” [destacado nosso].
Considerando os objectivos do AO acima referidos, a presente resolução não faz porém qualquer referência ao “vocabulário ortográfico comum da língua portuguesa", previsto no art.º 2.º do Acordo Ortográfico de 1990, mas torna o Vocabulário Ortográfico do Português uma referência para o português europeu. No Brasil, a obra de referência é o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras.
Etiquetas:
acordo ortográfico,
língua portuguesa,
Ministério da Educação
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Agenda: Colóquio Internacional sobre Sophia de Mello Breyner Andresen

Janeiro é mês de Sophia.
No dia 26, realiza-se a cerimónia de entrega do espólio de Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004) à Biblioteca Nacional de Portugal, que acolhe também uma exposição sobre a escritora.
Nos dias 27 e 28 de Janeiro decorre, na Fundação Calouste Gulbenkian, o colóquio internacional “Sophia de Mello Breyner Andresen”. Mais informações sobre o programa, aqui.
No dia 26, realiza-se a cerimónia de entrega do espólio de Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004) à Biblioteca Nacional de Portugal, que acolhe também uma exposição sobre a escritora.
Nos dias 27 e 28 de Janeiro decorre, na Fundação Calouste Gulbenkian, o colóquio internacional “Sophia de Mello Breyner Andresen”. Mais informações sobre o programa, aqui.
Etiquetas:
agenda,
Conferência,
língua portuguesa,
Sophia de Mello Breyner Andresen
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
O FLiP, o Português, o seu Acordo Ortográfico, a Priberam e o administrador dela1
A Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP) disponibilizou no seu site a entrevista concedida pelo engenheiro Carlos Amaral, administrador da Priberam, no âmbito do II Seminário de Lexicologia da AGLP, em 25 de Setembro de 2010.
1 Título inspirado no filme do realizador britânico Peter Greenaway, The Cook, the Thief, His Wife & Her Lover - O cozinheiro, o ladrão, a sua mulher e o amante dela (1989).
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Lusofonia é...
... ver suprida a falta de informação sobre o estado actual da língua portuguesa em Macau com o suplemento especial “Português em Macau – Língua ao Alto”, do jornal macaense Hoje Macau. O suplemento, disponível online, é dedicado ao português, uma das línguas oficiais do território de Macau, e surge no 11.º aniversário do estabelecimento da Região Administrativa Especial de Macau.
Etiquetas:
Hoje Macau,
imprensa,
língua portuguesa,
lusofonia,
Macau
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Pela língua portuguesa
É possível gostar da língua portuguesa de muitas maneiras: uns gostam dela sem erros ortográficos ou sem pontapés na gramática, sem palavrões, sem estrangeirismos, sem sexismos; outros, sem variedades geográficas, sociais ou temporais e outros ainda sem o acordo ortográfico de 1990. Até há quem goste dela sem acordo de 1945, pelo menos em Portugal. Para todos os “sem” anteriores, há também quem goste dela com os correspondentes “com”: com erros ortográficos, com pontapés na gramática, com palavrões, com estrangeirismos, etc. Na Priberam, gostamos dela, ponto final. É por essa razão que o nosso trabalho contribui para a sua difusão, através dos nossos produtos e serviços linguísticos, o mais conhecido dos quais é o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (DPLP).
Fruto dos tempos contestatários e reivindicativos que se vivem (ou talvez não...), agora há também quem goste da língua portuguesa através da causa “Por uma Língua Portuguesa sem publicidade”. Não é o nosso caso. Porquê? Porque esta é uma causa que tem de se colocar em causa, já que confunde muitas coisas, confundindo nomeadamente a língua portuguesa com dicionários de língua, a julgar pelos seguintes comentários, da autoria de João Filipe Ferreira: “A língua Portuguesa não é do Priberam, é do povo Português! O portal da priberam não se tornou num dicionário, tornou-se num portal semítico-financeiro sem o propósito primordial de revelar o significado da palavra. Cinjamo-nos ao verbete! Por uma Língua Portuguesa Livre de Publicidade e de adereços prescindíveis!” [citação retirada em 24-11-2010].
Para que não haja dúvidas, uma língua é uma língua, um dicionário é um dicionário. Quanto à língua portuguesa, ela é dos seus falantes, tenham eles a nacionalidade que tiverem. Como é óbvio, a Priberam nunca a reclamou como sua, mas reclama seu o investimento que tem feito no DPLP, que não é um dicionário qualquer.
Como é referido na secção "Sobre o dicionário", o DPLP é a plataforma lexicográfica online da Priberam, lançada em 2009, após aquisição, em 2008, dos direitos do Novo Dicionário Lello da Língua Portuguesa (Porto, Lello Editores, 1996 e 1999), também conhecido apenas por Lello. O Lello foi o ponto de partida mas já não pode ser comparado ao DPLP, pois a Priberam fez a adaptação a um formato electrónico, a actualização da estrutura e conteúdo do dicionário e o enriquecimento com outro tipo de informação linguística. O DPLP disponibiliza, para além dos blocos de anúncios, a palavra e a dúvida do dia em destaque, o acesso rápido a vários tipos de pesquisas (com e sem o novo acordo ortográfico), a definições, a sinónimos e antónimos gerais e por acepção, a exemplos de uso (através de exemplos explícitos no texto do verbete ou de ocorrências reais no Twitter), a remissões para dúvidas linguísticas, à conjugação verbal, aos auxiliares de tradução. Tudo isso, sem qualquer custo para os consulentes, mas, sublinhe-se, com custos para a Priberam.
A causa “Por uma Língua Portuguesa sem publicidade” insurge-se contra o espaço ocupado pela publicidade na página do DPLP mas, apesar do que possa parecer, a publicidade do DPLP não paga as despesas que a Priberam tem com a sua manutenção, nomeadamente os custos com recursos humanos, servidores, software, conectividade, actualizações contínuas do conteúdo, respostas a dúvidas, etc. Talvez não fosse má ideia lançar uma causa para mais pessoas consultarem o DPLP para que a Priberam possa mantê-lo gratuito e com o nível de serviço e actualização que actualmente disponibiliza. Relembramos que a Priberam é uma empresa privada que não depende de subsídios ou subvenções nem tem verbas inscritas em orçamentos de Estado.
Por fim, ficam aqui algumas sugestões de outras causas, quiçá mais prementes:
- pela disponibilização gratuita e online das obras lexicográficas da Academia das Ciências de Lisboa, instituição pública e com funções estatutárias de defesa da língua portuguesa;
- pela edição de um vocabulário comum autorizado, tal como previsto pelo acordo ortográfico de 1990;
- pelo combate à iliteracia;
- pelo incentivo à prática regular da leitura;
- pela melhoria da qualidade e das condições de ensino da língua portuguesa nas escolas e nas universidades.
Fruto dos tempos contestatários e reivindicativos que se vivem (ou talvez não...), agora há também quem goste da língua portuguesa através da causa “Por uma Língua Portuguesa sem publicidade”. Não é o nosso caso. Porquê? Porque esta é uma causa que tem de se colocar em causa, já que confunde muitas coisas, confundindo nomeadamente a língua portuguesa com dicionários de língua, a julgar pelos seguintes comentários, da autoria de João Filipe Ferreira: “A língua Portuguesa não é do Priberam, é do povo Português! O portal da priberam não se tornou num dicionário, tornou-se num portal semítico-financeiro sem o propósito primordial de revelar o significado da palavra. Cinjamo-nos ao verbete! Por uma Língua Portuguesa Livre de Publicidade e de adereços prescindíveis!” [citação retirada em 24-11-2010].
Para que não haja dúvidas, uma língua é uma língua, um dicionário é um dicionário. Quanto à língua portuguesa, ela é dos seus falantes, tenham eles a nacionalidade que tiverem. Como é óbvio, a Priberam nunca a reclamou como sua, mas reclama seu o investimento que tem feito no DPLP, que não é um dicionário qualquer.
Como é referido na secção "Sobre o dicionário", o DPLP é a plataforma lexicográfica online da Priberam, lançada em 2009, após aquisição, em 2008, dos direitos do Novo Dicionário Lello da Língua Portuguesa (Porto, Lello Editores, 1996 e 1999), também conhecido apenas por Lello. O Lello foi o ponto de partida mas já não pode ser comparado ao DPLP, pois a Priberam fez a adaptação a um formato electrónico, a actualização da estrutura e conteúdo do dicionário e o enriquecimento com outro tipo de informação linguística. O DPLP disponibiliza, para além dos blocos de anúncios, a palavra e a dúvida do dia em destaque, o acesso rápido a vários tipos de pesquisas (com e sem o novo acordo ortográfico), a definições, a sinónimos e antónimos gerais e por acepção, a exemplos de uso (através de exemplos explícitos no texto do verbete ou de ocorrências reais no Twitter), a remissões para dúvidas linguísticas, à conjugação verbal, aos auxiliares de tradução. Tudo isso, sem qualquer custo para os consulentes, mas, sublinhe-se, com custos para a Priberam.
A causa “Por uma Língua Portuguesa sem publicidade” insurge-se contra o espaço ocupado pela publicidade na página do DPLP mas, apesar do que possa parecer, a publicidade do DPLP não paga as despesas que a Priberam tem com a sua manutenção, nomeadamente os custos com recursos humanos, servidores, software, conectividade, actualizações contínuas do conteúdo, respostas a dúvidas, etc. Talvez não fosse má ideia lançar uma causa para mais pessoas consultarem o DPLP para que a Priberam possa mantê-lo gratuito e com o nível de serviço e actualização que actualmente disponibiliza. Relembramos que a Priberam é uma empresa privada que não depende de subsídios ou subvenções nem tem verbas inscritas em orçamentos de Estado.
Por fim, ficam aqui algumas sugestões de outras causas, quiçá mais prementes:
- pela disponibilização gratuita e online das obras lexicográficas da Academia das Ciências de Lisboa, instituição pública e com funções estatutárias de defesa da língua portuguesa;
- pela edição de um vocabulário comum autorizado, tal como previsto pelo acordo ortográfico de 1990;
- pelo combate à iliteracia;
- pelo incentivo à prática regular da leitura;
- pela melhoria da qualidade e das condições de ensino da língua portuguesa nas escolas e nas universidades.
Etiquetas:
dicionário,
lexicografia,
língua portuguesa,
Priberam,
publicidade
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Agenda: II Congresso Internacional Fernando Pessoa

A Casa Fernando Pessoa realiza na próxima semana, de 23 a 25 de Novembro, no Teatro Aberto, em Lisboa, o II Congresso Internacional Fernando Pessoa. O evento visa o diálogo entre estudiosos da obra do autor e criadores (cineastas, músicos, poetas, pintores) que nela se inspiram.
Mais informações sobre o programa e as inscrições, aqui.
Etiquetas:
agenda,
Casa Fernando Pessoa,
Fernando Pessoa,
língua portuguesa
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Novo sítio do Observatório da Língua Portuguesa

Foi hoje apresentado, na Fundação Cidade de Lisboa, o novo sítio da Internet do Observatório da Língua Portuguesa, associação sem fins lucrativos que tem por objectivo contribuir para o conhecimento, divulgação e promoção do idioma português no mundo.
O novo sítio (http://www.observatorio-lp.sapo.pt/pt) pretende reunir numa mesma plataforma informações e ferramentas sobre a língua portuguesa. Algumas dessas ferramentas incluem recursos linguísticos desenvolvidos pela Priberam e disponibilizados de forma gratuita online.
Etiquetas:
língua portuguesa,
Observatório da Língua Portuguesa,
Priberam
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Agenda: EXPOLINGUA PORTUGAL – 20.º Salão Português de Línguas e Culturas
Realiza-se entre 3 e 5 de Novembro, no Centro de Congressos de Lisboa (antiga FIL), a EXPOLINGUA 2010, 20.º salão português de línguas e culturas. O evento visa promover a língua e cultura portuguesas no mundo e divulgar as línguas e culturas estrangeiras em Portugal. A edição deste ano tem como convidado de honra a União Europeia e dá especial destaque à diversidade linguística e cultural da Europa.As actividades da EXPOLINGUA decorrem no salão de expositores, que reúne agentes do ensino e aprendizagem de línguas, e nas salas dos eventos paralelos (conferências, debates, workshops) do programa cultural. A entrada é gratuita.
Etiquetas:
agenda,
EXPOLINGUA,
língua portuguesa
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Agenda: Seminário de homenagem a Henrique de Senna Fernandes (1923-2010)
O CETAPS (Centre for English, Translation and Anglo-Portuguese Studies) organiza amanhã, dia 29 de Outubro, a partir das 14h30, na Casa de Macau de Lisboa, um seminário de homenagem a Henrique de Senna Fernandes, falecido este mês. Mais informação sobre o programa aqui.
O escritor e advogado macaense Henrique de Senna Fernandes foi autor de obras como Nam Van, A Trança Feiticeira e Amor e Dedinhos de Pé, tendo estas duas últimas sido adaptadas ao cinema pelas mãos dos realizadores Cai Yuan-Yuan e Luís Filipe Rocha.
Henrique de Senna Fernandes exercia advocacia, mas sempre afirmou serem a escrita e o ensino as suas verdadeiras vocações. Depois da passagem da administração do território macaense para a China, em 1999, decidiu continuar a residir em Macau, onde faleceu no dia 4 deste mês.
Nas suas obras, Senna Fernandes, além do valor literário, deixa aos lexicógrafos abonações para o léxico do português de Macau, algumas delas presentes no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa (Lisboa: Academia das Ciências de Lisboa / Editorial Verbo, 2001).
O escritor e advogado macaense Henrique de Senna Fernandes foi autor de obras como Nam Van, A Trança Feiticeira e Amor e Dedinhos de Pé, tendo estas duas últimas sido adaptadas ao cinema pelas mãos dos realizadores Cai Yuan-Yuan e Luís Filipe Rocha.
Henrique de Senna Fernandes exercia advocacia, mas sempre afirmou serem a escrita e o ensino as suas verdadeiras vocações. Depois da passagem da administração do território macaense para a China, em 1999, decidiu continuar a residir em Macau, onde faleceu no dia 4 deste mês.
Nas suas obras, Senna Fernandes, além do valor literário, deixa aos lexicógrafos abonações para o léxico do português de Macau, algumas delas presentes no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa (Lisboa: Academia das Ciências de Lisboa / Editorial Verbo, 2001).
Etiquetas:
agenda,
Henrique de Senna Fernandes,
língua portuguesa,
literatura
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Agenda: “Língua portuguesa e culturas lusófonas num universo globalizado”
Decorre nos próximos dias 25 e 26 de Outubro, na Fundação Calouste Gulbenkian, o colóquio internacional "Língua portuguesa e culturas lusófonas num universo globalizado".
A União Latina e a Fundação Calouste Gulbenkian organizam este encontro para reflectir sobre o lugar da língua portuguesa no mundo, sobre o seu valor económico e sobre o uso da Internet e das novas tecnologias como forma de divulgação da língua.
De acordo com a informação divulgada pela União Latina, “este colóquio será um fórum de reflexão e de propostas concretas, e abordará os temas que permitam salientar os valores da lusofonia, identificando os pontos fracos a superar, e metas a alcançar. O colóquio contará com personalidades e instituições nacionais e internacionais, decisores políticos e económicos, universitários, editores, criadores e profissionais da comunicação social.”
A inscrição é gratuita e pode ser feita até dia 22 de Outubro.
A União Latina e a Fundação Calouste Gulbenkian organizam este encontro para reflectir sobre o lugar da língua portuguesa no mundo, sobre o seu valor económico e sobre o uso da Internet e das novas tecnologias como forma de divulgação da língua.
De acordo com a informação divulgada pela União Latina, “este colóquio será um fórum de reflexão e de propostas concretas, e abordará os temas que permitam salientar os valores da lusofonia, identificando os pontos fracos a superar, e metas a alcançar. O colóquio contará com personalidades e instituições nacionais e internacionais, decisores políticos e económicos, universitários, editores, criadores e profissionais da comunicação social.”
A inscrição é gratuita e pode ser feita até dia 22 de Outubro.
Etiquetas:
agenda,
Conferência,
língua portuguesa
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Aníbal Pinto de Castro (1938-2010)
Faleceu, no passado dia 8 de Outubro, o catedrático Aníbal Pinto de Castro (1938-2010). Professor jubilado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, investigador em literatura portuguesa (com vasta obra publicada sobre Padre António Vieira ou Luís de Camões, por exemplo) e sócio efectivo da Academia das Ciências de Lisboa (ACL), Aníbal Pinto de Castro era ainda supervisor científico da equipa que preparava a nova edição do vocabulário da Academia das Ciências de Lisboa.
Esta notícia é divulgada também na página de entrada do site da ACL. O texto da ACL avança, porém, uma informação que carece de comprovação, nomeadamente que o “novo Vocabulário da Língua Portuguesa” foi “publicado em 2009 pela Academia das Ciências de Lisboa”:
Esta notícia é divulgada também na página de entrada do site da ACL. O texto da ACL avança, porém, uma informação que carece de comprovação, nomeadamente que o “novo Vocabulário da Língua Portuguesa” foi “publicado em 2009 pela Academia das Ciências de Lisboa”:
Até à data, são desconhecidas as datas de conclusão e de publicação do vocabulário da ACL.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Lusofonia é...
... descobrir na nuvem das palavras mais pesquisadas do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa algumas das que foram usadas no primeiro debate da segunda volta para as eleições presidenciais brasileiras:
(imagem captada em 11-10-2010)Lusofonia é também descobrir, via Twitter, que tantos outros descobriram o mesmo:
Etiquetas:
dicionário,
língua portuguesa,
lusofonia,
Twitter
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990 em Portugal: a data que faltava
Versão curta: 13 de Maio de 2009.
Versão não tão curta: Em 2008, Portugal ratificou o Acordo do Segundo Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, desempoeirando assim o tema do Acordo Ortográfico (AO) na imprensa e na opinião pública. Nessa altura, a Priberam explicou aqui que, sendo o AO uma convenção internacional, a sua publicação e a dos respectivos avisos de ratificação é obrigatória no Diário da República. A falta de publicação desta informação no jornal oficial da República Portuguesa pode implicar ineficácia jurídica.
Com ajuda do LegiX, as bases de dados jurídicas desenvolvidas pela Priberam, procurou-se, em vão, o Diário da República que contivesse os avisos de publicação referentes ao depósito das ratificações do Brasil (2004), de Cabo Verde (2006) e de São Tomé e Príncipe (2006). Na ausência desta informação, não havia como saber qual a data clara de entrada em vigor do AO. Questionado então pela Priberam sobre este assunto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) não se pronunciou. Até hoje. Passados dois anos, eis que a resposta chega através do aviso n.º 255/2010 do MNE, publicado em 17 de Setembro de 2010 no Diário da República n.º182, I Série, pág. 4116, que torna público que “O depósito do respectivo instrumento de ratificação foi efectuado em 13 de Maio 2009, tendo o referido Acordo entrado em vigor para Portugal nesta data.”
Versão pedagógica: A data de 13 de Maio de 2009 é importante porque só agora foram delimitados os prazos oficiais para efectiva aplicação do AO (isto é, o AO já estava em vigor desde 13 de Maio de 2009, mas só agora isso é oficialmente publicado). É a partir desta data (13 de Maio de 2009) que começa a ser contado em Portugal o período de transição de 6 anos previsto por lei, o que significa que 2015 é o prazo limite para a adopção oficial da nova ortografia. A nível escolar estão ainda por definir prazos e orientações oficiais.
Versão longa e em aberto: Era uma vez um acordo ortográfico da língua portuguesa, vários académicos, uns quantos políticos, muitas opiniões, polémica e burocracia. Um dia [continua, embora não se saiba bem como]...
Versão não tão curta: Em 2008, Portugal ratificou o Acordo do Segundo Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, desempoeirando assim o tema do Acordo Ortográfico (AO) na imprensa e na opinião pública. Nessa altura, a Priberam explicou aqui que, sendo o AO uma convenção internacional, a sua publicação e a dos respectivos avisos de ratificação é obrigatória no Diário da República. A falta de publicação desta informação no jornal oficial da República Portuguesa pode implicar ineficácia jurídica.
Com ajuda do LegiX, as bases de dados jurídicas desenvolvidas pela Priberam, procurou-se, em vão, o Diário da República que contivesse os avisos de publicação referentes ao depósito das ratificações do Brasil (2004), de Cabo Verde (2006) e de São Tomé e Príncipe (2006). Na ausência desta informação, não havia como saber qual a data clara de entrada em vigor do AO. Questionado então pela Priberam sobre este assunto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) não se pronunciou. Até hoje. Passados dois anos, eis que a resposta chega através do aviso n.º 255/2010 do MNE, publicado em 17 de Setembro de 2010 no Diário da República n.º182, I Série, pág. 4116, que torna público que “O depósito do respectivo instrumento de ratificação foi efectuado em 13 de Maio 2009, tendo o referido Acordo entrado em vigor para Portugal nesta data.”
Versão pedagógica: A data de 13 de Maio de 2009 é importante porque só agora foram delimitados os prazos oficiais para efectiva aplicação do AO (isto é, o AO já estava em vigor desde 13 de Maio de 2009, mas só agora isso é oficialmente publicado). É a partir desta data (13 de Maio de 2009) que começa a ser contado em Portugal o período de transição de 6 anos previsto por lei, o que significa que 2015 é o prazo limite para a adopção oficial da nova ortografia. A nível escolar estão ainda por definir prazos e orientações oficiais.
Versão longa e em aberto: Era uma vez um acordo ortográfico da língua portuguesa, vários académicos, uns quantos políticos, muitas opiniões, polémica e burocracia. Um dia [continua, embora não se saiba bem como]...
Etiquetas:
acordo ortográfico,
legislação,
língua portuguesa
Subscrever:
Mensagens (Atom)






