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quinta-feira, 29 de março de 2012

Millôr Fernandes (1923-2012)

«Meu maior título de glória (quase ninguém sabe, você passa a ser dos poucos informados disso) é ter praticamente inventado a expressão paca, de curso, hoje, nacional. Está registrado no meu livro "Trinta anos de mim mesmo": publicado pela primeira vez no O Cruzeiro em 1957 (!). O Ziraldo me disse: "Essa não sai”. Saiu, e não aconteceu nada, porque pouca gente conhecia a palavra. Que, aliás, dizer a verdade, eu não inventei. Mas era, também, uma household word do meu grupo de meninos no Meyer. Tão usada que fazíamos variações (o cansaço traz, fatalmente, inovações linguísticas): paca, praca, páraca. Tudo maneira de eufemizar euforicamente o proibidíssimo, praticamente criminoso, na época: ”Pra caralho!” Hoje, com a permissividade, paca nem terá surgido: qualquer freira diz, sem ruborizar, a expressão-mãe.»

InUma carta com história[consultado em 29-03-2012]



«Ninguém perguntou mas eu respondo. Sobre a nova ortografia. Pô, no meu tempo de vida já passei por quatro reformas. Durante mais de dez anos combati (ou escrevi irresponsavelmente, vocês decidem) os famigerados "sinais diacríticos diferenciais". Já enchi. Língua é a falada. A língua escrita, ortográfica, procura, mal e mal, registrar isso. Serve pra normatizar, encinar os burocratas a escrever serto.»

InNova ortografia[consultado em 29-03-2012]

quarta-feira, 28 de março de 2012

Últimas sobre o Acordo Ortográfico #3

No âmbito da preparação da reunião de ministros da educação dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que se realiza esta sexta-feira em Luanda, a agência noticiosa angolana ANGOP informa que Angola se declara favorável à utilização do acordo ortográfico mas que irá propor algumas rectificações.

No Brasil, o jornal O Globo refere as dissonâncias da língua a propósito de episódios recentes relativos ao Acordo Ortográfico em Portugal.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Antonio Tabucchi (1943-2012)

«Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
[...]»
Tabacaria”, Álvaro de Campos


«Fernando Pessoa para mim era um desconhecido. E o título [da colecção de poemas de Álvaro de Campos que Tabucchi adquiriu em Paris] era “Tabacaria” [...] E o poema tocou-me tanto, impressionou-me tanto, que eu pensei, bom, caramba, se há uma pessoa no mundo que escreveu um poema assim, eu quero aprender essa língua.»

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Agenda: Pessoa na Gulbenkian


Tem amanhã início em Lisboa, na Fundação Calouste Gulbenkian, e decorre até 30 de Abril, uma exposição dedicada ao escritor português Fernando Pessoa.

Organizada pela Fundação Roberto Marinho e pelo Museu da Língua Portuguesa de São Paulo, onde foi inaugurada em Agosto de 2010, a exposição “Fernando Pessoa, Plural como o Universo”, celebra a vida e obra do escritor nas suas múltiplas escritas (de ortónimo e heterónimos) e assinala também a iniciativa Ano de Portugal no Brasil e Ano do Brasil em Portugal.

Com uma forte componente interactiva e através da apresentação de textos, fotografias, pinturas, vídeos, sons e objectos, os visitantes podem acompanhar o percurso de vida do escritor paralelamente ao da sua vasta e diversificada produção literária.

Em parceria com a Casa Fernando Pessoa, o programa de actividades educativas inclui visitas guiadas, jogos e oficinas de escrita e teatro.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Agenda: Festival Literário de Macau



Começa já no próximo domingo, e decorre até dia 4 de Fevereiro, a primeira edição do festival literário de Macau, The Script Road / Rota das Letras.

O evento, que pretende celebrar literatura, arte, música e cinema, reúne escritores e artistas provenientes da China, Macau, Hong Kong e de países de língua oficial portuguesa, como Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique e Portugal, entre outros.

Mais informações sobre o programa podem ser encontradas aqui e aqui.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Últimas sobre o Acordo Ortográfico #2

“Nem grande entusiasmo, nem grande rejeição” – é este o balanço que o jornal Público faz dos primeiros três meses de aplicação do novo Acordo Ortográfico (AO) no ensino oficial em Portugal.

Segundo o artigo publicado no passado dia 17 de Dezembro, apesar de, no geral, o clima de aceitação do AO nas escolas portuguesas ser morno, havendo aceitação e discordância q.b., persistem confusões. Uma delas é esta:

«Algumas bases são extremamente subjectivas”, diz [Edviges Ferreira, presidente da Associação de Professores de Português]. “Sobretudo no que diz respeito ao uso do ‘p’ e do ‘c’, em que, em muitos casos, a pessoa pode escrever conforme lhe apetecer. Se disser Egito escreve sem ‘p’, mas se disser Egipto escreve com ‘p’.
Mas depois o acordo contradiz-se.” E como faz para resolver essas contradições quando está a dar formação? “Explico isso, e aconselho os colegas a ensinar os meninos a escrever como dizem. Nesse caso, o professor não os pode penalizar”.»

Curiosamente, e como já aqui se explicou, a palavra Egito surge no texto legal do AO como um exemplo claro em que a consoante “p” não se pronuncia, pelo que não se trata de um caso de dupla grafia.

Outra confusão é a que diz respeito ao hífen de cor-de-rosa:

«Também Ana Soares diz que as dificuldades que têm surgido resultam de regras cuja lógica nem sempre é perceptível – por exemplo, o hífen, que deixa de existir em cor-de-rosa, mas não em cor-de-laranja [sic]. Curiosamente, é o mesmo exemplo que Fátima Gomes utiliza para lamentar que a questão da hifenização “tenha muitas excepções, e depois excepções dentro das excepções.”»

Contrariamente ao que é dito acima, à luz do novo AO, cor-de-rosa mantém o hífen mas cor-de-laranja perde-o (ver ponto 6.º da Base XV). Esta não é, porém, uma inovação do AO, pois tal incongruência – a escrita de cor-de-rosa com hífen mas de cor de laranja sem hífen – já acontecia na norma anterior (ver alínea b da Base XXVIII do Acordo Ortográfico de 1945 e Tratado de Ortografia da Língua Portuguesa, Coimbra, Atlântida, 1947, p. 202, n.º 2 e p. 243, n.º 4).

Aguarda-se que a publicação do Vocabulário Ortográfico Comum (previsto no art. 2.º do AO), recentemente anunciado para 2014, esclareça de vez estas e outras confusões.

Entretanto, com ou sem confusões, a adopção efectiva do AO na Assembleia da República e em todos os serviços, organismos e entidades dependentes do Governo, bem como no Diário da República, entra em vigor já a partir de 1 de Janeiro de 2012.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Mania de perseguição

A julgar pelo seguinte excerto do jornal online The Telegraph, mais um portuguesismo emigrou para terras anglófonas:


«Perhaps the persecution complex is a phenomenon peculiar to Portuguese managers.

Jose Mourinho, by his perception of enemies in everybody from Pep Guardiola to the Barcelona groundsman, elevates
mania de perseguicao [sic] to the realms of theatrical art.

But Andre Villas-Boas appears to have learned the same repertoire from his mentor.»


Depois de saudade e de desenrascanço, é a vez de a expressão mania de perseguição (ou mania da perseguição) ganhar destaque além-fronteiras. Segundo o referido jornal, trata-se de um fenómeno próprio dos treinadores portugueses...

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Agenda: Homem de palavra[s]


Realiza-se, nos próximos dias 3 e 4 de Novembro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, o colóquio internacional Homem de palavra[s], dedicado ao poeta português Ruy Belo (1933-1978).

No cinquentenário da publicação do seu primeiro livro de poemas, Aquele Grande Rio Eufrates (1961), o encontro pretende homenagear um dos principais nomes da poesia portuguesa da segunda metade do século XX, reunindo estudiosos da obra de Ruy Belo, especialistas em poesia portuguesa e em teoria e crítica literárias.

A entrada é gratuita (mas sujeita a inscrição) e o evento terá transmissão directa online. Mais informação, aqui.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Agenda: prémios da Casa de Portugal em Macau


Realiza-se amanhã, 5 de Outubro, a entrega dos prémios Casa de Portugal em Macau, que distinguem os melhores alunos do ensino macaense na disciplina de língua portuguesa.

A Priberam associa-se este ano ao evento, através do seu distribuidor em Macau, TechED, oferecendo uma licença do pacote de ferramentas de revisão e auxílio à escrita FLiP 8, a cada um dos premiados.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Lusofonia é...

... deixar à reflexão o artigo “Entre o mel e o veneno: os perigos do doce encanto da língua portuguesa”, do antropólogo e historiador brasileiro Omar Thomaz Ribeiro, publicado no portal Buala.

No âmbito do projecto Terceira Metade, programação do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Omar Ribeiro aborda a questão da lusofonia no Brasil, em Moçambique e em Portugal:

«[...] Uma primeira questão de entrada se impõe: afinal, o que é a lusofonia? A pergunta é tanto mais interessante na medida em que percebemos que por trás desta vaga noção encontramos distintos significados e que seu impacto político, cultural e social é bastante diferenciado nos distintos países que assumem o português como idioma oficial. [...]»

«[...] De forma bastante geral, podemos dizer, sem medo, que no Brasil o debate em torno da lusofonia é nulo. [...]»

«[...] Já em Portugal a coisa é outra: à esquerda e à direita, a lusofonia surge como um objeto de disputa. [...]»

«[...] Se vamos para Moçambique, contudo, tudo muda de figura. [...]»

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Nova Ortografia – Modo de Usar

A Priberam acaba de disponibilizar gratuitamente e online o guia Nova Ortografia – Modo de Usar, destinado a todos aqueles que possam ter dúvidas sobre a nova ortografia ou que pretendam começar a aplicar o Acordo Ortográfico de 1990, que recentemente começou a ser aplicado no sistema educativo em Portugal.

Trata-se de um guia resumido sobre o que muda com o novo Acordo Ortográfico da língua portuguesa. É de acesso gratuito e está disponível no site do FLiP, em formato PDF, para que qualquer pessoa o possa consultar, imprimir ou partilhar.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Centenário da primeira reforma ortográfica em Portugal


«Ministério do Interior – Direcção Geral da Instrução Secundária, Superior e Especial – 1.ª Repartição. – Conformando-se com o parecer da comissão encarregada, por portaria de 15 de Fevereiro de 1911, de estabelecer as bases para a unificação da ortografia que deve ser adoptada nas escolas e nos documentos e publicações oficiais:
Manda o Govêrno da República Portuguesa, pelo Ministro do Interior:
1.º Que o relatório da referida comissão seja publicado no Diário do Govêrno, devendo ser para o futuro adoptada em todas as escolas, e bem assim nos documentos e publicações oficiais, a ortografia proposta pela comissão;
2.º Que se dê a tolerância máxima de três anos, a contar da data da publicação da presente portaria, para a conservação das grafias existentes nos livros didácticos actualmente em uso, a fim de não prejudicar os respectivos autores ou editores;
3.º Que se promova a rápida organização e publicação, pelo preço mais módico possível, de um vocabulário ortográfico e de uma cartilha, especialmente destinada a vulgarizar e exemplificar o sistema de ortografia adoptado;
4.º Que a comissão nomeada por portaria de 15 de Fevereiro de 1911 continue em exercício pelo tempo que se julgar conveniente, a fim de ser ouvida sobre quaisquer dúvidas que se suscitem relativamente à execução da reforma proposta, podendo a referida comissão reùnir-se por iniciativa própria, ou convocada pela Direcção Geral da Instrução Secundária, Superior e Especial, por intermédio da qual serão feitas quaisquer reclamações sôbre o assunto.
Paços do Govêrno da República, em 1 de Setembro de 1911. O Ministro do Interior, António José de Almeida

É com este texto, publicado no Diário do Govêrno n.º 206, de 4 de Setembro de 1911, pág. 5-6, que se aprova o primeiro acto legislativo sobre a ortografia da língua portuguesa. De acordo com o chefe do gabinete de revisão da Imprensa Nacional de Lisboa na altura, a regulação da ortografia era premente uma vez que “tais variedades de grafias trazem para a Imprensa [Nacional] não só descrédito mas também prejuízos pecuniários”, pois as emendas que eram necessárias fazer aquando da transição para outras publicações periódicas, “além de estabelecerem confusão no espírito do compositor, avolumam de uma maneira assombrosa a despesa da composição, e impedem a rapidez da impressão” (p. 3).
Na base desta portaria estão as Bases da Ortografia Portuguesa, obra escrita em 1885 pelo romanista Gonçalves Viana e pelo orientalista Vasconcelos Abreu.

Cem anos e algumas reformas ortográficas depois, com as consequentes discussões académicas (e não tão académicas), inúmeras interpretações e muita polémica, confirma-se que a questão da ortografia continua a ser “um dos capítulos mais atormentados da história linguística portuguesa”, como escreve Giuseppe Tavani em A Demanda da Ortografia Portuguesa (Lisboa: Edições João Sá da Costa, 1987, p. 201). Será que vai continuar a sê-lo nos próximos cem anos?

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Lusofonia é...

... o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (DPLP) ter passado a permitir quatro opções de consulta em termos da ortografia: português europeu e português do Brasil, antes e depois do Acordo Ortográfico de 1990.

A nova versão do DPLP já está disponível online. O trabalho de adaptação do conteúdo, do software e da interface do DPLP permite agora a consulta numa das duas normas, além de se manter a possibilidade de visualizar o conteúdo na grafia pré ou pós-Acordo Ortográfico:

Para escolher uma das variedades do português, o utilizador só tem de clicar no ícone da bandeira portuguesa ou da bandeira brasileira. Todo o conteúdo dos verbetes reflectirá a grafia da opção seleccionada.

Foram ainda introduzidas outras melhorias, entre as quais botões para partilhar as palavras nas redes sociais Facebook, Google+1 e Twitter que, mesmo antes de serem divulgados, já estavam a ser largamente utilizados.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Agenda: Festa Literária Internacional de Paraty 2011

Para quem não sabe, o FLiP não é a Flip. Confuso?

O FLiP, pacote de ferramentas linguísticas da Priberam para auxiliar na escrita em língua portuguesa, não está sozinho no mundo dos acrónimos. Do outro lado do Atlântico chega-nos a Flip, Festa Literária Internacional de Paraty, no estado do Rio de Janeiro.

A 9.ª edição da Flip, que tem hoje início e que decorre até 10 de Julho, conta com a participação de vários autores nacionais e internacionais e tem na agenda conferências, exposições, oficinas, exibições de filmes e outros eventos, sem descurar a programação destinada aos mais jovens. Mais informações, aqui.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

FLiP:mac 3 e FLiP:mac 3 Brasil

Já estão disponíveis na loja online da Priberam as novas versões do pacote de ferramentas linguísticas FLiP para Macintosh.

O FLiP:mac 3 compreende um corrector ortográfico, nove dicionários temáticos, um dicionário de sinónimos, um hifenizador para o português europeu e permite seleccionar variedades do português de Angola, Cabo Verde, Galiza, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, São Tomé e Timor.


O FLiP:mac 3 Brasil inclui um corrector ortográfico, nove dicionários temáticos, um dicionário de sinónimos e um hifenizador para o português do Brasil.


Ambas as versões permitem escrever de acordo com as regras do Acordo Ortográfico de 1990 ou com as regras anteriormente em vigor e são compatíveis com o Apple Mac OS X versão 10.5 (Leopard), versão 10.6 (Snow Leopard) ou versão 10.7 (Lion)*, com o Microsoft Office 2008 e 2011 e com todas as aplicações que recorram ao corrector ortográfico de sistema para verificarem os textos, tais como o editor de texto de sistema, o Safari, o OpenOffice.org e aplicações do iWork como o Pages ou o Keynote.



* Não estando ainda disponível a versão final do Mac OS X Lion, foram feitos testes com a versão "Developer Preview 4".

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Muda-se o Governo, mantém-se o Acordo Ortográfico

“O Governo acompanhará a adopção do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa garantindo que a sua crescente universalização constitua uma oportunidade para colocar a Língua no centro da agenda política, tanto interna como externamente.” lê-se na p. 121 do programa do Governo entregue ontem na Assembleia da República Portuguesa.

O intuito do novo Governo português é confirmado pelas palavras do Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, em declarações publicadas hoje no Diário Digital: “O acordo ortográfico é uma nova norma do acordo a que se chegou e é para ser implementado. Vamos prosseguir o trabalho de implementação porque é um caminho sem retorno.”

Mantêm-se assim as disposições e as datas (ver aqui) previstas pelo anterior Governo para a aplicação do novo Acordo Ortográfico em organismos e serviços governamentais portugueses.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Acordo Ortográfico no Jornal Oficial da União Europeia

De acordo com o Diário de Notícias, o Jornal Oficial da União Europeia, o principal órgão divulgador da legislação europeia, publicado diariamente nas línguas oficiais dos países membros da União Europeia, vai adoptar o novo Acordo Ortográfico da língua portuguesa a partir de Janeiro de 2012.

Tal como aqui já tinha sido referido, Janeiro de 2012 é a data para o início da aplicação do novo Acordo Ortográfico ao Diário da República, o jornal oficial da República Portuguesa, e aos restantes organismos e serviços governamentais portugueses.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Dia da Língua Portuguesa


Para celebrar o papel da língua portuguesa, «um vínculo histórico e um património comum resultantes de uma convivência multissecular que deve ser valorizada», haverá eventos em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. A lista dos principais eventos, por país, pode ser consultada aqui.

Em Lisboa, destaque para a exposição de livros de autores em língua portuguesa, para a leitura de textos de autores da CPLP e para a voz de Manuel Freire a cantar poetas da CPLP, no Instituto Camões. No Auditório da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) da Feira do Livro de Lisboa, às 19h30, haverá um debate sobre a internacionalização da língua e cultura lusófonas, com a presença de Ana Paula Laborinho (presidente do Instituto Camões), Domingos Simões Pereira (secretário executivo da CPLP) e Paulo Teixeira Pinto (presidente da APEL).

terça-feira, 12 de abril de 2011

Agenda: XV Colóquio da Lusofonia



O Instituto Politécnico de Macau acolhe o 15.º Colóquio da Lusofonia e o 6.º Encontro Açoriano da Lusofonia, a decorrer até ao próximo dia 15 de Abril, em Macau.

O encontro, que conta com a participação dos professores João Malaca Casteleiro e Evanildo Bechara, irá debater temas como o ensino da língua portuguesa na Ásia ou a entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990.

Mais informações sobre o programa, aqui.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Palavras que faltam na língua portuguesa

A propósito das 100 000 entradas do Dicionário Priberam, o vídeo que se segue para além de questionar a falta de originalidade dos títulos de dicionários*, permite reflectir sobre lacunas lexicais e sobre inclusão de novas palavras em dicionários.

Com o contributo do Gato Fedorento, ficamos a saber que algumas das palavras que faziam falta na língua portuguesa foram já criadas, nomeadamente as que designam a “sensação irritante de ter o peúgo dentro do sapato e enrugado na zona do calcanhar” ou a “frustração decorrente do facto de abrir o frigorífico para beber um copo de leite e dar conta que o leite acabou”. Quem quiser saber que palavras devemos usar para designar estas e outras realidades, é só clicar no vídeo:




*Uma rápida pesquisa bibliográfica revela a existência de vários dicionários com os termos “novo” e “língua portuguesa”, de ambas as margens lexicográficas do Atlântico:

Lexilello: Novo Dicionário de Língua Portuguesa (Porto: Lello & Irmão Editores, 1989).
Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa (Curitiba: Editora Positivo, 2004).
Novo Dicionário da Língua Portuguesa Conforme Acordo Ortográfico (Lisboa: Texto Editores, 2007).
Novo Dicionário Lello da Língua Portuguesa (Porto: Lello Editores, 1999).





Priberamt
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