As palavras do dia da semana de 09-05 a 15-05 de 2011: pulcrícomo, quiçá, rágade, sucenturiado, tramolhada, uredo e ventaneira.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Palavras da semana
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segunda-feira, 9 de maio de 2011
Palavras da semana
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quinta-feira, 5 de maio de 2011
Dia da Língua Portuguesa

Para celebrar o papel da língua portuguesa, «um vínculo histórico e um património comum resultantes de uma convivência multissecular que deve ser valorizada», haverá eventos em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. A lista dos principais eventos, por país, pode ser consultada aqui.
Em Lisboa, destaque para a exposição de livros de autores em língua portuguesa, para a leitura de textos de autores da CPLP e para a voz de Manuel Freire a cantar poetas da CPLP, no Instituto Camões. No Auditório da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) da Feira do Livro de Lisboa, às 19h30, haverá um debate sobre a internacionalização da língua e cultura lusófonas, com a presença de Ana Paula Laborinho (presidente do Instituto Camões), Domingos Simões Pereira (secretário executivo da CPLP) e Paulo Teixeira Pinto (presidente da APEL).
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terça-feira, 3 de maio de 2011
Palavras da semana
As palavras do dia da semana de 25-04 a 01-05 de 2011: bugiar, conventículo, dactilomancia, eriócomo, farfúncia, guilhoché e horológio.
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quinta-feira, 28 de abril de 2011
Agenda: Feira do livro de Lisboa 2011
Tem início hoje a Feira do Livro de Lisboa, que decorre no Parque Eduardo VII, até dia 15 de Maio.
A 81.ª edição deste certame literário, organizado pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), conta com a presença de 140 participantes, em representação de 450 editoras, e prevê a realização de debates, apresentações, lançamentos e sessões de autógrafos.
Na agenda de debates não há qualquer referência à forma como o Acordo Ortográfico está ou não a ser adoptado pelas editoras. Não seria interessante ver o tema debatido?
A 81.ª edição deste certame literário, organizado pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), conta com a presença de 140 participantes, em representação de 450 editoras, e prevê a realização de debates, apresentações, lançamentos e sessões de autógrafos.
Na agenda de debates não há qualquer referência à forma como o Acordo Ortográfico está ou não a ser adoptado pelas editoras. Não seria interessante ver o tema debatido?
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quarta-feira, 27 de abril de 2011
Num Kindle perto de si
A versão do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa para Kindle foi posta à venda no passado dia 8 de Abril e já ocupa o segundo lugar no top de vendas em língua portuguesa:


O blogue Kindle Portugal destaca esta versão ebook do Dicionário Priberam, disponível na Amazon.com e na Amazon.co.uk (apenas para residentes no Reino Unido), com separador próprio:
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terça-feira, 26 de abril de 2011
Palavras da semana
As palavras do dia da semana de 18-04 a 24-04 de 2011: uracrasia, víspere, waffle, xéu, yield, zamborrada e argirocéfalo.
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quinta-feira, 21 de abril de 2011
Uma Páscoa Feliz e um bom fim-de-semana prolongado
páscoa
in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa.
(latim Pascha, -ae, do hebraico pasach)
s. f.
1. Relig. Festa solene dos hebreus, celebrada no 14.º dia da lua de Março, em memória da sua saída do Egipto. (Geralmente com inicial maiúscula.)
2. Relig. Festa dos cristãos em memória da ressurreição de Cristo. (Geralmente com inicial maiúscula.)
3. Época em que se comemora essa festa (ex.: férias de Páscoa). (Geralmente com inicial maiúscula.)
s. f.
1. Relig. Festa solene dos hebreus, celebrada no 14.º dia da lua de Março, em memória da sua saída do Egipto. (Geralmente com inicial maiúscula.)
2. Relig. Festa dos cristãos em memória da ressurreição de Cristo. (Geralmente com inicial maiúscula.)
3. Época em que se comemora essa festa (ex.: férias de Páscoa). (Geralmente com inicial maiúscula.)
in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa.
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quarta-feira, 20 de abril de 2011
Paciência de Anatoly
À paciência de Job e à paciência de John pode acrescentar-se a paciência de Anatoly.
Segundo o jornal norte-americano Star Tribune, Anatoly Liberman, professor da Universidade de Minnesota, dedica-se há mais de duas décadas a um projecto lexicográfico invulgar: um dicionário etimológico analítico, com a história detalhada de 1000 palavras da língua inglesa usualmente consideradas de “origem obscura”.
Não se trata de um dicionário comum: é uma obra extensa, em vários volumes, que visa descrever detalhadamente a origem de vocábulos ingleses problemáticos do ponto de vista etimológico, como por exemplo girl (rapariga), oat (aveia) ou witch (bruxa).
Em Portugal, a etimologia muito deve a José Pedro Machado (1914-2005), que, com os seus Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa1 e Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa2, foi o principal impulsionador dos estudos etimológicos da língua portuguesa no século XX.
Para além de José Pedro Machado, existe outra obra referencial nos estudos etimológicos portugueses, o Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa3, do brasileiro Antônio Geraldo da Cunha.
Mais recentemente, surgiu o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa4, obra igualmente essencial nesta área de estudos, apesar de colocar, em cada entrada, apenas uma resenha das opiniões dos estudiosos da etimologia, muitas vezes sem proporcionar mais achegas.
Tirando estas obras mais “recentes”, não há publicação de outros estudos sobre os étimos das palavras portuguesas, nomeadamente daquelas que ainda são consideradas de origem obscura.
Esperemos que um dia surja um Anatoly Liberman para a língua portuguesa.
Segundo o jornal norte-americano Star Tribune, Anatoly Liberman, professor da Universidade de Minnesota, dedica-se há mais de duas décadas a um projecto lexicográfico invulgar: um dicionário etimológico analítico, com a história detalhada de 1000 palavras da língua inglesa usualmente consideradas de “origem obscura”.
Não se trata de um dicionário comum: é uma obra extensa, em vários volumes, que visa descrever detalhadamente a origem de vocábulos ingleses problemáticos do ponto de vista etimológico, como por exemplo girl (rapariga), oat (aveia) ou witch (bruxa).
Em Portugal, a etimologia muito deve a José Pedro Machado (1914-2005), que, com os seus Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa1 e Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa2, foi o principal impulsionador dos estudos etimológicos da língua portuguesa no século XX.
Para além de José Pedro Machado, existe outra obra referencial nos estudos etimológicos portugueses, o Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa3, do brasileiro Antônio Geraldo da Cunha.
Mais recentemente, surgiu o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa4, obra igualmente essencial nesta área de estudos, apesar de colocar, em cada entrada, apenas uma resenha das opiniões dos estudiosos da etimologia, muitas vezes sem proporcionar mais achegas.
Tirando estas obras mais “recentes”, não há publicação de outros estudos sobre os étimos das palavras portuguesas, nomeadamente daquelas que ainda são consideradas de origem obscura.
Esperemos que um dia surja um Anatoly Liberman para a língua portuguesa.
1 José Pedro MACHADO, Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa - com a mais antiga documentação escrita e conhecida de muitos dos vocábulos estudados, 3.ª ed., 5 vol., Lisboa: Livros Horizonte, 1977 (1956).
2 José Pedro MACHADO, Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa, 3.ª ed., 3 vol., Lisboa: Livros Horizonte, 2003 (1984).
3 Antônio Geraldo da CUNHA, Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, 4.ª ed., Rio de Janeiro: Lexikkon, 2010 (1982).
4 Antônio HOUAISS, Mauro VILLAR, Dicionário Houaiss da língua portuguesa, Instituto Antônio Houaiss de Lexicografia e Banco de Dados da Língua Portuguesa S/C Ltda., Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2009.
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terça-feira, 19 de abril de 2011
Aurélios e Morais na História do Cerco de Lisboa
Retalhos de lexicografia na obra de José Saramago:
in José SARAMAGO, História do Cerco de Lisboa, Lisboa: Editorial Caminho, 4.ª ed., 1998 (1989), pp. 26-27.
"Aqui, neste escritório onde a verdade não pode ser mais do que uma cara sobreposta às infinitas máscaras variantes, estão os costumados dicionários da língua e vocabulários, os Morais1 e Aurélios2, os Morenos3 e Torrinhas4, algumas gramáticas, o Manual do Perfeito Revisor, vademeco de ofício, mas também estão as histórias da Arte, do Mundo em geral, dos Romanos, dos Persas, dos Gregos, dos Chineses, dos Árabes, dos Eslavos, dos Portugueses, enfim, de quase tudo que é povo e nação particular, e as histórias da Ciência, das Literaturas, da Música, das Religiões, da Filosofia, das Civilizações, o Larousse pequeno, o Quillet resumido, o Robert conciso, a Enciclopédia Política, a Luso-Brasileira, a Britânica, incompleta, o Dicionário de História e Geografia, um Atlas Universal destas matérias, o de João Soares, antigo, os Anuários Históricos, o Dicionário dos Contemporâneos, a Biografia Universal, o Manual do Livreiro, o Dicionário da Fábula, a Biografia Mitológica, a Biblioteca Lusitana, o Dicionário de Geografia Comparada, Antiga, Medieval e Moderna, o Atlas Histórico dos Estudos Contemporâneos, o Dicionário Geral das Letras, das Belas-Artes e das Ciências Morais e Políticas, e, para terminar, não o inventário geral, mas o que mais à vista está, o Dicionário Geral de Biografia e de História, de Mitologia, de Geografia Antiga e Moderna, das Antiguidades e das Instituições Gregas, Romanas, Francesas e Estrangeiras, sem esquecer o Dicionário de Raridades, Inverosimilhanças e Curiosidades, onde, admirável coincidência que vem a matar neste aventuroso relato, se dá como exemplo de erro a afirmação do sábio Aristóteles de que a mosca doméstica comum tem quatro patas, redução aritmética que os autores seguintes vieram repetindo por séculos e séculos, quando já as crianças sabiam, por crueldade e experimentação, que são seis as patas da mosca, pois desde Aristóteles as vinham arrancando, voluptuosamente contando, uma, duas, três, quatro, cinco, seis, mas essas mesmas crianças, quando cresciam e iam ler o sábio grego, diziam umas para as outras, A mosca tem quatro patas, tanto pode a autoridade magistral, tanto sofre a verdade com a lição dela que sempre nos vão dando."
1 António de Morais Silva (1755-1824)
2 Aurélio Buarque de Holanda Ferreira (1910-1989)
3 Augusto Moreno (1870-1955)
4 Francisco Torrinha (1879-1953)
1 António de Morais Silva (1755-1824)
2 Aurélio Buarque de Holanda Ferreira (1910-1989)
3 Augusto Moreno (1870-1955)
4 Francisco Torrinha (1879-1953)
in José SARAMAGO, História do Cerco de Lisboa, Lisboa: Editorial Caminho, 4.ª ed., 1998 (1989), pp. 26-27.
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