Em 2011, o número de acessos aos sites da Priberam revela um aumento significativo relativamente ao ano anterior. O site do FLiP (que inclui auxiliares de tradução, conjugador, corrector ortográfico e sintáctico, conversor para o Acordo Ortográfico, dúvidas linguísticas, gramática e vocabulário), regista uma subida discreta, com mais de 2,5 milhões de visitantes únicos e 4,9 milhões de visitas. O aumento é sobretudo bem visível no site do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, com mais de 25 milhões de visitantes únicos e 66 milhões de visitas (mais 6 milhões do que em 2010!). A lista dos 10 países que mais contribuíram com visitantes inclui, por ordem decrescente, Brasil, Portugal, Estados Unidos da América, Espanha, França, Reino Unido, Alemanha, Angola, Itália e Moçambique. Mas também chegaram visitantes oriundos de zonas tão distintas como Cidade do Vaticano, Fiji, Serra Leoa, Vanuatu, Iémen, Lesoto, Papua Nova Guiné, Djibuti, Turquemenistão, São Pedro e Miquelão, Togo ou Laos. Na proveniência por cidades, regista-se uma hegemonia brasileira, entremeada pelas cidades portuguesas de Lisboa e Porto: São Paulo, Rio de Janeiro, Lisboa, Belo Horizonte, Brasília, Porto, Salvador... e outras cidades brasileiras até à posição 20! Por fim, e como as novas tecnologias permitem aceder ao Dicionário Priberam através de dispositivos móveis, os sistemas mais usados foram iOS (iPhone, iPad, iPod Touch), Android e SymbianOS.
“Nem grande entusiasmo, nem grande rejeição” – é este o balanço que o jornal Público faz dos primeiros três meses de aplicação do novo Acordo Ortográfico (AO) no ensino oficial em Portugal.
Segundo o artigo publicado no passado dia 17 de Dezembro, apesar de, no geral, o clima de aceitação do AO nas escolas portuguesas ser morno, havendo aceitação e discordância q.b., persistem confusões. Uma delas é esta:
«Algumas bases são extremamente subjectivas”, diz [Edviges Ferreira, presidente da Associação de Professores de Português]. “Sobretudo no que diz respeito ao uso do ‘p’ e do ‘c’, em que, em muitos casos, a pessoa pode escrever conforme lhe apetecer. Se disser Egito escreve sem ‘p’, mas se disser Egipto escreve com ‘p’.
Mas depois o acordo contradiz-se.” E como faz para resolver essas contradições quando está a dar formação? “Explico isso, e aconselho os colegas a ensinar os meninos a escrever como dizem. Nesse caso, o professor não os pode penalizar”.»
Curiosamente, e como já aqui se explicou, a palavra Egito surge no texto legal do AO como um exemplo claro em que a consoante “p” não se pronuncia, pelo que não se trata de um caso de dupla grafia.
Outra confusão é a que diz respeito ao hífen de cor-de-rosa:
«Também Ana Soares diz que as dificuldades que têm surgido resultam de regras cuja lógica nem sempre é perceptível – por exemplo, o hífen, que deixa de existir em cor-de-rosa, mas não em cor-de-laranja [sic]. Curiosamente, é o mesmo exemplo que Fátima Gomes utiliza para lamentar que a questão da hifenização “tenha muitas excepções, e depois excepções dentro das excepções.”»
Contrariamente ao que é dito acima, à luz do novo AO, cor-de-rosa mantém o hífen mas cor-de-laranja perde-o (ver ponto 6.º da Base XV). Esta não é, porém, uma inovação do AO, pois tal incongruência – a escrita de cor-de-rosa com hífen mas de cor de laranja sem hífen – já acontecia na norma anterior (ver alínea b da Base XXVIII do Acordo Ortográfico de 1945 e Tratado de Ortografia da Língua Portuguesa, Coimbra, Atlântida, 1947, p. 202, n.º 2 e p. 243, n.º 4).
Aguarda-se que a publicação do Vocabulário Ortográfico Comum (previsto no art. 2.º do AO), recentemente anunciado para 2014, esclareça de vez estas e outras confusões.
Entretanto, com ou sem confusões, a adopção efectiva do AO na Assembleia da República e em todos os serviços, organismos e entidades dependentes do Governo, bem como no Diário da República, entra em vigor já a partir de 1 de Janeiro de 2012.
A julgar pelo seguinte excerto do jornal online The Telegraph, mais um portuguesismo emigrou para terras anglófonas: « Perhaps the persecution complex is a phenomenon peculiar to Portuguese managers.
Jose Mourinho, by his perception of enemies in everybody from Pep Guardiola to the Barcelona groundsman, elevates mania de perseguicao [sic] to the realms of theatrical art.But Andre Villas-Boas appears to have learned the same repertoire from his mentor.» Depois de saudade e de desenrascanço, é a vez de a expressão mania de perseguição (ou mania da perseguição) ganhar destaque além-fronteiras. Segundo o referido jornal, trata-se de um fenómeno próprio dos treinadores portugueses...
Já estão disponíveis no site TechTalks.TV os vídeos das palestras da primeira edição da "Lisbon Machine Learning School" (LxMLS), que contou com o patrocínio da Priberam e que decorreu no Instituto Superior Técnico, de 20 a 25 de Julho de 2011. A LxMLS é uma escola internacional de Verão que inclui aulas, laboratórios e palestras sobre aprendizagem automática (“machine learning”). A escola destina-se a estudantes, investigadores e profissionais das áreas de linguística computacional e de aprendizagem automática. Subordinada ao tema “Learning for the Web”, a LxMLS 2011 contou com mais de uma centena de participantes. A próxima edição está já em preparação. Mais informação, aqui.
O regime jurídico do processo de inventário foi aprovado pela Lei nº 29/2009, de 29 de Junho. Entre as diversas previsões, consagrou-se a competência dos serviços de registos e cartórios notariais para a tramitação do processo de inventário, com o controlo geral de um juiz, com vista ao descongestionamento dos tribunais. A referida lei no seu artigo 87º nº 1, na redacção originária, previa a entrada em vigor do indicado regime para o dia 18 de Janeiro de 2010, tendo sido prorrogada para o dia 18 de Julho do mesmo ano pela Lei nº 1/2010, de 15 de Janeiro. Porém, a Lei nº 44/2010, de 3 de Setembro, veio alterar novamente essa norma dispondo que “A presente lei produz efeitos 90 dias após a publicação da portaria referida no nº 3 do artigo 2.º" . Perante esta disposição legal verifica-se que o regime aprovado já entrou em vigor, mas ainda não produz efeitos, o mesmo é dizer, não é exequível. Continua por publicar a referida portaria que virá regulamentar a tramitação processual do processo de inventário, pelo que se verifica uma lacuna legislativa grave. Muitos têm sido os esclarecimentos proferidos pelas entidades competentes nessa matéria, e inclusive já existe jurisprudência, designadamente o acórdão do Tribunal Constitucional – Acórdão 327/2011, de 20 de Setembro de 2011 – a definir que se mantém em vigor o regime anterior, pelo que os tribunais judiciais serão os competentes para receber o processo de inventário.
O Corretor do FLiP para o Acordo Ortográfico é a versão simplificada do módulo de correcção ortográfica do pacote de ferramentas FLiP da Priberam. Trata-se do produto mais económico desta gama e tem como objectivo apoiar todos aqueles que pretendem escrever ao abrigo do novo Acordo Ortográfico. Este corrector não possui a possibilidade de verificação ortográfica pré-Acordo nem inclui os dicionários temáticos e todas as outras ferramentas que fazem parte dos restantes produtos da gama FLiP.  Para quem não usa o Microsoft Office, preferindo os programas gratuitos LibreOffice ou OpenOffice, estão também disponíveis as versões do pacote de ferramentas de revisão e auxílio à escrita da Priberam, o FLiP para LibreOffice e o FLiP para LibreOffice Brasil.  Ambas as versões incluem corrector ortográfico, corrector sintáctico, dicionário de sinónimos, dicionários temáticos, hifenizador e configurador. Os novos produtos da gama FLiP já estão disponíveis na loja online da Priberam.
A propósito deste post, que aponta a falta de sentido de marketing na escolha do nome do dicionário Priberam, por se confundir, por exemplo, com Primperan, medicamento que combate náuseas e vómitos, talvez seja útil divulgar as seguintes informações:
1. O que é o Priberam® e para que é utilizado?
2. Antes de usar o Priberam®.
3. Como usar o Priberam®.
4. Efeitos secundários do Priberam®.
5. Apresentação.
6. Outras informações.
1. O que é o Priberam® e para que é utilizado?
O Priberam® é o dicionário de língua portuguesa mais consultado na Internet, de acesso gratuito.
É um dicionário de português contemporâneo, com cerca de 105 000 entradas lexicais, que permite a consulta de definições, com sinónimos e antónimos por acepção. É também possível consultar informação sobre a origem de algumas palavras e a sua pronúncia.
O seu uso é recomendado no esclarecimento de dúvidas de natureza ortográfica, etimológica, semântica ou sintáctica em relação ao português.
2. Antes de usar o Priberam®.
Não há nenhum cuidado especial a ter antes de usar o Priberam®. No entanto, é aconselhável a leitura das secções “ Sobre o Dicionário” e “ Como consultar”.
O Priberam® pode afectar a forma como outros produtos actuam. Pode ocorrer uma interacção com:
- Os auxiliares de tradução de e para português, espanhol, francês ou inglês;
- O conjugador de verbos;
- A secção de dúvidas linguísticas.
3. Como usar o Priberam®.
Use e abuse, a qualquer hora do dia ou da noite.
4. Efeitos secundários do Priberam®.
O Priberam® pode alterar a forma como escreve.
O Priberam® é geralmente bem tolerado e não são conhecidos efeitos secundários indesejáveis. Em alguns casos, porém, foram observadas reacções de salutar dependência.
5. Apresentação.
O Priberam® apresenta-se sob a forma de uma página da Internet, de consulta gratuita.
O Priberam® apresenta-se também sob a forma de diversos suplementos, como widgets para o Mac OS X, gadgets para o Windows Vista e o Windows 7, fornecedores de pesquisa para o Internet Explorer e o Firefox, aplicações para o Android, o iPhone, o iPod Touch e o Windows Phone 7.
O Priberam® está também disponível sob a forma de ebook para o Kindle e de uma aplicação para Windows, que permitem a sua consulta sem necessidade de ligação à Internet.
6. Outras informações.
Priberam® é também o nome da empresa que disponibiliza o dicionário homónimo.
A Priberam é uma empresa especialista na concepção e desenvolvimento de software e conteúdos digitais, com produtos e serviços em quatro áreas distintas: processamento computacional da língua, sistemas de gestão de conhecimento jurídico, motores de pesquisa semânticos e saúde.
 Na celebração dos 750 anos do nascimento do rei Dom Dinis, o Trovador, a Biblioteca Nacional de Portugal apresentou, no passado dia 28 de Outubro, o site Cantigas Medievais Galego-Portuguesas, realizado no âmbito do projecto Littera – Edição, actualização e preservação do património literário medieval português. Trata-se de uma base de dados online, de consulta gratuita, que reúne as 1680 cantigas medievais dos cancioneiros galego-portugueses e, sempre que disponíveis, as respectivas imagens dos manuscritos e a música (a medieval ou versões mais contemporâneas, através de ficheiros áudio). Para além da informação sobre autores, personagens e lugares referidos nas cantigas, o texto editado fornece informações para facilitar o seu enquadramento histórico e interpretação, como glossário, notas explicativas ou notas de leitura. Quanto à ortografia do texto editado, que pode ser confrontado com o texto original manuscrito, procedeu-se à normalização ortográfica, como se refere no ponto 3.3. Critérios ortográficos da secção de apresentação. 
 Realiza-se, nos próximos dias 3 e 4 de Novembro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, o colóquio internacional Homem de palavra[s], dedicado ao poeta português Ruy Belo (1933-1978). No cinquentenário da publicação do seu primeiro livro de poemas, Aquele Grande Rio Eufrates (1961), o encontro pretende homenagear um dos principais nomes da poesia portuguesa da segunda metade do século XX, reunindo estudiosos da obra de Ruy Belo, especialistas em poesia portuguesa e em teoria e crítica literárias. A entrada é gratuita (mas sujeita a inscrição) e o evento terá transmissão directa online. Mais informação, aqui.
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