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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Números de 2015

Dados gerais

No ano de 2015, o site do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa contabilizou mais de 25 milhões de utilizadores e viu o número de acessos aumentar em todos os países da CPLP, à excepção do Brasil. Curiosidade: o maior crescimento registou-se no Quénia, onde o número de acessos mais do que quadruplicou, tornando-se no 11.º país do ranking.

A proveniência dos mais de 25 milhões de consulentes do Dicionário Priberam é diversificada, com o Brasil na liderança, logo seguido de Portugal e dos Estados Unidos da América. Na proveniência por cidades, Lisboa fica à frente de São Paulo e do Rio de Janeiro. Curiosidade: no ranking, a primeira cidade não pertencente a um país da CPLP é Nova Deli, em 56.º lugar, seguida de Madrid, em 60.º, e de Londres, em 62.º.


Figura 1: Proveniência dos utilizadores do Dicionário Priberam por cidade


Verificou-se ainda um aumento de 46% no número de acessos ao Dicionário Priberam a partir de dispositivos móveis (smartphones e tablets), seja directamente ao site, seja através das aplicações do dicionário para Android, iOS e Windows Phone, tendência iniciada no ano anterior.



Palavras mais pesquisadas

A palavra mais pesquisada no Dicionário Priberam em Portugal foi resiliência, logo seguida de indigitar e de paradigma.

Figura 2: Palavras mais pesquisadas no Dicionário Priberam em 2015

Se o elevado número de pesquisas por resiliência se percebe em tempos de austeridade, a busca por indigitar explica-se pelas indigitações de um e, poucas semanas depois, de outro primeiro-ministro em Portugal.

No Brasil, a palavra mais pesquisada no Dicionário Priberam foi igualmente resiliência, seguida de procrastinação e de inerente.

As palavras mais pesquisadas nos restantes países de língua oficial portuguesa incluem pormenorizar, orientação e adenda em Angola; monitorização, instigar e requerer em Cabo Verde; lenda, vimos e baptizado na Guiné-Bissau; fanatismo, enlace e interacção em Moçambique; concomitantemente, leviandade e cantábrico em São Tomé e Príncipe; contra-ordenacional, equídeos e mandatários em Timor-Leste.



O ano de 2015 em palavras

As palavras mais pesquisadas no site do Dicionário Priberam surgem agrupadas diariamente numa “nuvem” visível no lado direito da página da Internet:
Figura 3: Nuvem de palavras mais pesquisadas do dia 24 de Novembro de 2015

A análise dessa nuvem ao longo das semanas e dos meses permite verificar que vários acontecimentos em Portugal, no Brasil e no resto do mundo tiveram impacto nas pesquisas efectuadas no Dicionário Priberam em 2015 (para saber quais, basta clicar nas palavras com hiperligação abaixo).

Em Janeiro, após o atentado terrorista contra o jornal francês Charlie Hebdo, jiadismo destacou-se na nuvem durante várias semanas; em Fevereiro foi a vez de iconoclasta, atributo associado ao então novo ministro das finanças grego Yanis Varoufakis; Março foi mês de pesquisar por babilônia, nome de telenovela estreada nesse mês no Brasil, e por deliberadamente, após a queda de um avião nos Alpes franceses; em Abril, o anúncio das memórias do ex-líder madeirense Alberto João Jardim colocou bilhardice na nuvem e mesma sorte teve xenofobia, na sequência de protestos contra a xenofobia na África do Sul; em Maio destacou-se doleira, no seguimento da investigação policial brasileira Operação Lava Jato; em Junho chegou jajão; em Julho impôs-se pan-americano, devido à realização dos Jogos Pan-Americanos; Agosto foi mês de emigrantes, sobretudo em Portugal; em Setembro, a onda de refugiados sírios na Europa fez disparar novamente as buscas por xenofobia; Outubro foi mês de abstenção e de indigitação (de um primeiro-ministro) por causa dos resultados das eleições legislativas em Portugal; Novembro voltou a ser mês de indigitação (de outro primeiro-ministro), mas também de bataclã, após novo atentado terrorista em Paris, e ainda de grelo, a propósito de um festival do grelo na Galiza que, por erro de tradução automática, foi publicitado como festival do clitóris em espanhol; finalmente, em Dezembro, a nuvem deu destaque ao pedido de impeachment contra a presidente brasileira Dilma Rousseff e à criminalização do piropo com carácter de proposta sexual em Portugal.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Agenda: Língua Portuguesa: Uma Língua de Futuro



Nos próximos dias 2, 3 e 4 decorre em Coimbra o congresso internacional Língua Portuguesa: Uma Língua de Futuro

Organizado pela Universidade de Coimbra, no âmbito das comemorações do seu 725.º aniversário, o evento irá abordar temas como o ensino da língua portuguesa, a sua presença na era digital e na sociedade de informação, as dinâmicas da sua evolução, a sua pluralidade e diversidade, incluindo também eventos culturais.

Informações sobre o programa aqui.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Agenda: Dias do desassossego 2015



Novembro é mês de desassossego: do desassossego de Saramago, que, nascido neste mês há 93 anos, vivia desassossegado e escrevia para desassossegar, e do desassossego de Fernando Pessoa, falecido neste mês há 80 anos. 

Pelo segundo ano consecutivo, a Fundação José Saramago e a Casa Fernando Pessoa unem forças para promover a 3.ª edição dos Dias do Desassossego, em Lisboa. Nas próximas duas semanas, em diversos espaços da cidade, haverá leituras encenadas, teatro, música, cinema, arte urbana, conversas, passeios temáticos e exposições, sempre guiados pelas obras e temáticas dos autores portugueses com os dois pares de óculos mais famosos da língua portuguesa.

Para quem quiser desassossegar(-se), as informações sobre o programa detalhado podem ser consultadas aqui.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Agenda: Ortografia e bom senso


O Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Língua Portuguesa, órgão da Academia das Ciências de Lisboa, promove nos próximos dias 9 e 10 um colóquio que irá abordar questões relacionadas com a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990. 

A programação detalhada do evento, que terá lugar no salão nobre da Academia das Ciências, pode ser consultada aqui. A entrada é gratuita mas os interessados em participar devem enviar uma mensagem para o endereço illlp@acad-ciencias.pt.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

FLiP 10


A Priberam comemora 20 anos de FLiP, acrónimo de “Ferramentas para a Língua Portuguesa”, com o lançamento do FLiP 10

Nestes 20 anos, a gama FLiP tem vindo a crescer – hoje é constituída por um vasto conjunto de produtos, disponíveis para várias plataformas (Windows, Mac) e aplicações (Office, OpenOffice, LibreOffice, InDesign, Milenium, etc.), tanto para o português europeu como para o português do Brasil – e tem reforçado a sua posição enquanto referência em termos de correcção ortográfica e sintáctica da língua portuguesa.

O FLiP 10 é um conjunto de ferramentas linguísticas de auxílio à escrita em língua portuguesa que inclui correctores sintácticos e estilísticos, correctores ortográficos (com opção de utilização da grafia segundo o Acordo Ortográfico de 1990), conversores para o Acordo Ortográfico de 1990, nove dicionários temáticos, hifenizadores, dicionários de sinónimos, conjugadores de verbos para o português europeu e para o português do Brasil e uma nova edição do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. O FLiP 10 inclui ainda auxiliares de tradução e um editor de texto, bem como correctores ortográficos para francês e italiano e um corrector sintáctico e estilístico para espanhol.

Compatível com o Windows 10, com o Office 2016 e com as versões mais recentes de aplicações da Adobe (como é o caso do InCopy e do InDesign), o FLiP 10 é a primeira versão do programa disponível para compra apenas por download, sendo disponibilizados suportes físicos (CD) somente para Angola e Moçambique.

Esta versão tem igualmente uma edição específica para o mercado brasileiro (FLiP 10 Brasil), onde, pela primeira vez, a Priberam irá permitir o pagamento do programa através de “Boleto Bancário”, um dos mais populares métodos de pagamento utilizados no Brasil.

O FLiP 10 pode ser obtido a partir de www.priberam.pt/store/loja.aspx. O seu preço é de €59,99. O preço para actualização a partir das versões 7, 8 e 9 é de €39,99.

Para mais informações, consulte www.flip.pt

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Agenda: FOLIO - Festival Literário Internacional de Óbidos



De 15 a 26 de Outubro, realiza-se a primeira edição do FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos.

Óbidos, conhecida como a vila do chocolate, pretende assim consolidar também a designação de vila literária. O festival, de vocação lusófona, inspira-se na Festa Literária Internacional de Paraty, a FLIP (não confundir com o FLiP, pacote de ferramentas de auxílio à escrita em português :) ), e reúne perto de 200 autores, portugueses e estrangeiros. 

Debates, apresentações de livros, sessões de autógrafos, workshops para grupos escolares e sessões de leitura fazem parte da programação, bem como exposições, tertúlias, concertos, cinema, teatro e aulas abertas ao público. Por exemplo, no dia 18 de Outubro, os escritores José Eduardo Agualusa e Mia Couto dão uma aula sobre literatura africana e, no dia 22, Gonçalo M. Tavares dá uma aula sobre a cegueira na literatura e nas artes, partindo da obra Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago.


Os bilhetes para os eventos pagos – aulas, concertos, teatro ou conversas, como a do escritor brasileiro Luís Fernando Veríssimo com o humorista português Ricardo Araújo Pereira, no dia 24 – já podem ser adquiridos online.

Mais informação sobre a programação aqui ou aqui.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Aniversário Priberam: 26 anos

Hoje é dia de Feliz Aniversário para a Priberam, que comemora 26 anos!

Estamos de parabéns por mais um ano de trabalho, e por isso agradecemos aos nossos utilizadores, clientes, parceiros e seguidores, que, com as suas sugestões e críticas, contribuem para a actualização e melhoramento dos nossos produtos e serviços.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Agenda: 24.º Colóquio da Lusofonia



De 24 a 27 de Setembro decorre na ilha Graciosa, nos Açores, o 24.º Colóquio da Lusofonia.

O encontro, que reúne académicos e escritores, é de entrada livre e irá debruçar-se sobre temas relacionados com lusofonia, literatura, língua portuguesa, açorianidade e estudos de tradução.

Mais informação aqui.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Agenda: Exposição «Quanto Fui, Quanto Não Fui, Tudo Isso Sou»


O verso «Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou», do poema abaixo transcrito “Sou eu, eu mesmo, tal qual resultei de tudo”, de Álvaro de Campos, heterónimo de Fernando Pessoa (1888-1935), dá nome à exposição de pintura e escultura com que o artista plástico Norberto Nunes homenageia a obra do poeta português.

A exposição, de entrada gratuita, está patente no Palácio de São Bento, em Lisboa, até ao dia 30 de Setembro. Mais informações aqui.


“Sou eu, eu mesmo, tal qual resultei de tudo,  
Espécie de acessório ou sobresselente próprio,  
Arredores irregulares da minha emoção sincera,  
Sou eu aqui em mim, sou eu. 

Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou.  
Quanto quis, quanto não quis, tudo isso me forma. 
Quanto amei ou deixei de amar é a mesma saudade em mim.

E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco inconsequente, 
Como de um sonho formado sobre realidades mistas, 
De me ter deixado, a mim, num banco de carro eléctrico, 
Para ser encontrado pelo acaso de quem se lhe ia sentar em cima.

E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco longínqua,  
Como de um sonho que se quer lembrar na penumbra a que se acorda,  
De haver melhor em mim do que eu.

Sim, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco dolorosa,  
Como de um acordar sem sonhos para um dia de muitos credores,  
De haver falhado tudo como tropeçar no capacho,  
De haver embrulhado tudo como a mala sem as escovas,  
De haver substituído qualquer coisa a mim algures na vida. 

Baste! É a impressão um tanto ou quanto metafísica, 
Como o sol pela última vez sobre a janela da casa a abandonar, 
De que mais vale ser criança que querer compreender o mundo — 
A impressão de pão com manteiga e brinquedos 
De um grande sossego sem Jardins de Proserpina, 
De uma boa-vontade para com a vida encostada de testa à janela, 
Num ver chover com som lá fora 
E não as lágrimas mortas de custar a engolir.

Baste, sim baste!  Sou eu mesmo, o trocado, 
O emissário sem carta nem credenciais, 
O palhaço sem riso, o bobo com o grande fato de outro, 
A quem tinem as campainhas da cabeça 
Como chocalhos pequenos de uma servidão em cima.

Sou eu mesmo, a charada sincopada 
Que ninguém da roda decifra nos serões de província.

Sou eu mesmo, que remédio!…”

Álvaro de Campos





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