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segunda-feira, 8 de abril de 2019

10.º aniversário da “Palavra do dia”

Na semana passada o Dicionário Priberam celebrou o décimo ano da sua existência e hoje celebra o décimo aniversário da “Palavra do dia”.

Trata-se de uma iniciativa da Priberam que, desde Abril de 2009, destaca, nem que seja por um dia, palavras maioritariamente raras, curiosas ou pouco consultadas, escolhidas pela equipa de linguistas e divulgadas diariamente na página do dicionário, no Facebook, no Twitter e no Instagram.

Tudo começou com anverso, a primeira palavra do dia do Priberam, divulgada a 8 de Abril de 2009. Desde então, já foram divulgadas 3652 palavras diferentes, o que corresponde a menos de 3% das palavras do dicionário. É caso para dizer que, em dez anos, já demos cerca de 150 voltas ao abecedário. Mesmo que não adicionássemos mais palavras ao dicionário, ainda temos palavras para mais 355 anos de palavras do dia, mais exactamente até 1 de Setembro de 2374.


segunda-feira, 1 de abril de 2019

10.º aniversário do Dicionário Priberam


A propósito dos 10 anos do Priberam, que hoje se celebram, ocorrem-nos dez coisas sobre este dicionário online de língua portuguesa que, ao longo de uma década, se tornou uma referência para falantes de português em todo o mundo. Como hoje é o dia das mentiras, descubra uma patranha na lista abaixo.

1. O Priberam é serviço público grátis.
2. O Priberam pronuncia-se |pribèrã| e rima com catamarã.
3. O Priberam é um santo.
4. O Priberam é um pagodeiro.
5. O Priberam gosta que lhe dêem música (como esta ou, mais recentemente, esta).
6. O Priberam desperta o lexicógrafo adormecido que há em cada falante de português.
7. O Priberam tem entrada própria no dicionário.
8. O Priberam é um medicamento que combate náuseas e vómitos.
9. O Priberam está ligado a um crime.
10. O Priberam é sinónimo de dicionário.

quinta-feira, 7 de março de 2019

Priberam Machine Learning Seminars (10.ª série)



Há 10 anos que a Priberam disponibiliza seminários e almoços grátis!

Hoje decorre mais uma sessão da décima temporada dos seminários de aprendizagem automática patrocinados pela Priberam, a decorrer agora na primeira e na terceira quinta-feira de cada mês, das 13h às 14h, no anfiteatro PA2 (piso -1, Pavilhão de Matemática) do campus da Alameda do Instituto Superior Técnico.

Os seminários são encontros informais que permitem a apresentação e a discussão de vários tópicos relacionados com a aprendizagem automática (machine learning, em inglês) e disponibilizam uma refeição grátis a todos os participantes inscritos.

Mais informação aqui (em inglês).

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

"Assim não"

Quando Miguel Esteves Cardoso, na crónica “Patuscar Palavras”, e Ricardo Araújo Pereira, no programa Gente que não sabe estar (a partir do minuto 04:37), dois autores, conhecidos pela verve e pelas suas iniciais, confundem a identidade do Dicionário Priberam, até apetece responder "Assim não", lembrando um segmento televisivo  protagonizado por RAP. Qualquer semelhança do texto abaixo com esse segmento é plenamente propositada:

- Professor, o Priberam é um dicionário online da Priberam, não é?
- É!
- Portanto devia ser reconhecido como tal?
- Exacto!
- Mas eu poderia dizer que é da Porto Editora?
- Podia.
- E o que é que me acontecia?
- Nada!
- Mas estava a ir contra a realidade?
- Estava!
- E como é que a realidade me punia?
- De maneira nenhuma!
- Isso não é um bocadinho incoerente?
- Psht! Dizer que o Priberam é da Porto Editora é um engano, mas pode-se fazer, mas é um engano. Mas pode-se fazer! Só que é um engano! O que é que acontece a quem o faz? Nada! É um engano, mas pode-se fazer. É um engano...
- Portanto, posso dizer que o Dicionário Priberam é da Porto Editora, mesmo sendo da Priberam?
- Pode!
- Mas não é um engano?
- É!
- E o que é que me acontece?
- Nada!


sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Números de 2018

Dados gerais
2018 foi o ano em que o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa voltou a bater recordes de acesso, com 37 milhões de utilizadores a perfazerem mais de 132 milhões de consultas.

O balanço geográfico é em tudo idêntico ao do ano anterior, com Brasil, Portugal e Angola no topo das pesquisas por país e Lisboa, São Paulo e Porto no topo das pesquisas por cidade. A principal diferença é que Londres surge agora como a primeira cidade não pertencente a um país da CPLP, seguida de Madrid e de Paris.


Palavras mais pesquisadas
Em Portugal, 2018 foi ano de pesquisar por quimera; no Brasil, foi ano de fazer buscas por ranço. Esta última foi também, no cômputo geral, a palavra mais pesquisada do ano.
Figura 1: Palavras mais pesquisadas em Portugal e no Brasil no Dicionário Priberam em 2018

Nos restantes países de língua oficial portuguesa, as palavras mais procuradas no Dicionário Priberam foram bicefalia (Angola), sociocognitivo (Cabo Verde), reteso (Guiné-Bissau), cadeado (Guiné Equatorial), oratura (Moçambique), diesel (São Tomé e Príncipe) e prever (Timor-Leste).

Analisando as buscas feitas no Dicionário Priberam por consulentes de outros países, é impossível não reparar num claro interesse por expressões típicas do registo informal das variedades de língua portuguesa, como treco-lareco (Andorra), acusa-cristos (Austrália), bicho-carpinteiro (Áustria), pespineta e bagunçada (Bélgica), cagarolas (Bielorrússia), esbaldar (Bolívia), lusco-fusco (Bósnia e Camboja), picuinhas (Cabo Verde e Canadá), bifar (Chile), choninha (China), camueca (Colômbia), perrengue (Costa Rica) molenga e vida airada (Dinamarca), chulice, engonhar e népias (Emirados Árabes Unidos), arreda (Equador), bacano (Eslováquia), crocodilagem e truaca (EUA), cusquice (França), estropício (Guatemala), capetinha, chi-coração e ginjeira (Holanda), bitaite, desbunda e mixuruca (Índia), borga (Irlanda), besnico (Israel), não dizer coisa com coisa (Japão), trengo (Luxemburgo e Andorra), cirandar (Marrocos), calhandreiro (Peru), patusco (Quénia), passou-bem (Reino Unido), fixe (Sérvia), chunga (Suécia e Suíça), carolo (Tailândia), choné (Tanzânia), picanço (Ucrânia), tanso (Uruguai) ou zupar (Usbequistão).
Nesta volta ao mundo feita através de pesquisas no Dicionário Priberam, também saltam à vista as buscas por comidas, bebidas e alimentos associados à cultura lusófona, como quizaca (África do Sul), chicha (Alemanha), farnel (Arábia Saudita), pampilho (Austrália), bica (Bósnia), jindungo (Bulgária), magusto (Cabo Verde), muamba e funje (Canadá), açorda e chispe (Colômbia), farófia (Croácia), lingueirão (Cuba), paçoca (Paraguai), chopinho (Peru), carcaça (República Dominicana) ou chanfana e sardinhada (Venezuela).

A procura por africanismos, de que são exemplo quizaca, jindungo, muamba e funje acima, reflecte-se ainda em buscas como cretcheu (Bélgica), chopela (Bolívia), bijagó (Irlanda), jajão (Holanda) ou quitanda (Tanzânia).

No domínio daquelas buscas que podem ferir algumas susceptibilidades, mas que já se tornaram habituais, não há como não reparar em ménage (Dinamarca), siririca (Espanha), galderice (Holanda), meita (Ilha de Jersey), chocha e minete (Luxemburgo), bujão (México), broche e canzana (Nigéria), paneleiro (República Checa), transa (Suécia), lambia-te (Suíça) ou encoxada (Turquia e Ucrânia).

Já as pesquisas por expressões latinas, analisadas pela primeira vez no ano passado, continuam a surpreender. Se já se tornou habitual a busca por expressões mais correntes, como cogito ergo sum (Chile) ou mutatis mutandis (Senegal), também já são comuns buscas por expressões do domínio jurídico, como non bis in idem e quid juris (Emirados Árabes Unidos), res furtiva (Malta), e por expressões do domínio religioso, como mater dolorosa (Coreia do Sul), qui sine peccato est (Tanzânia) ou deus dedit, deus abstulit (Turquia). No entanto, em 2018 destacam-se sobretudo buscas por expressões latinas mais filosóficas, como potius mori quam foedari (Afeganistão), sit pro ratione voluntas (Guatemala), beneficium accipere, libertatem est vendere (Itália), si vis me flere, dolendum est primum ipsi tibi (Panamá) ou honor honestum decorat, inhonestum notat (Sérvia). 


O ano de 2018 em palavras
A Priberam faz a análise e divulgação das palavras mais pesquisadas no Dicionário Priberam desde 2010. Em 2018, pelo segundo ano consecutivo, a Priberam associou-se à agência de notícias Lusa para, através do site O Ano em Palavras, dar a conhecer as 24 palavras mais pesquisadas no dicionário relativas a eventos que marcaram o ano a nível político, económico, cultural e social. 

 Figura 2: Palavras pesquisadas no Dicionário Priberam que reflectem acontecimentos de 2018

O site está estruturado com as palavras apresentadas cronologicamente, de Janeiro a Dezembro e, para cada palavra, é possível aceder ao seu significado, bem como ao artigo e à foto da Lusa sobre o evento que motivou as pesquisas no Dicionário Priberam.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Agenda: Dias do Desassossego 2018




De 16 a 30 de Novembro, a Fundação José Saramago e a Casa Fernando Pessoa promovem a quarta edição em conjunto dos Dias do Desassossego, evento que traz literatura às ruas da cidade de Lisboa. 

Durante as próximas duas semanas, o evento presta homenagem aos dois autores portugueses com leituras, passeios literários e outras manifestações artísticas, como música, arte urbana ou teatro. Este ano, o programa celebra também os 130 anos do nascimento de Fernando Pessoa e os 20 anos da atribuição do Nobel da Literatura a José Saramago.

A programação detalhada pode ser consultada aqui.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Dicionário Priberam na cozinha?


Batatas, cebolas, folhas, hortelã, manjericão, tomates... Que receita terá levado os consulentes do Dicionário Priberam a deixarem a nuvem das mais pesquisadas de hoje neste preparo? 

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Lisbon Machine Learning School 2018



Termina amanhã a 8.ª edição da Lisbon Machine Learning School (LxMLS), escola de Verão intensiva sobre aprendizagem automática que conta com o patrocínio da Priberam e é organizada conjuntamente pelo Instituto Superior Técnico, pelo Instituto de Telecomunicações, pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Investigação e Desenvolvimento em Lisboa, pela Unbabel e pelos Priberam Labs.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

M de mudança

O ano é 1813. A obra é a 2.ª edição do Diccionario da Lingua Portugueza, recompilado por António de Morais Silva, referência maior da lexicografia portuguesa1. O verbete consultado é mulher (pág. 327):
MULHÉR, s. f. Femea da especie humana. § Matrona, oposto a marido. § Mulher do mundo: meretriz. Eufr. I. 3. Mulher de partido; o mesmo. Costa, Terenc.2 

Avancemos um século, para 1913. A obra é a 2.ª edição do Novo Diccionário da Língua Portuguesa, de Cândido de Figueiredo, outra referência da lexicografia portuguesa. O verbete consultado é novamente mulher (pág. 1342):
mulhér f. Pessôa do sexo feminino, depois da puberdade. Espôsa: minha mulhér está doente. Fam. Pessôa do sexo feminino, pertencente ás classes inferiores da sociedade: vão alli duas mulheres. Fig. Homem mulherengo. * Pop. Espécie de jôgo popular. (Do lat. mulier)

Avancemos outro século e um tantinho mais, para chegarmos a 2018. A obra é agora o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, dicionário online com mais de 33 milhões de utilizadores3. O verbete consultado continua a ser mulher, mas aconselha-se a sua visualização aqui, por ser bem mais extenso do que os dois acima. A presente versão resulta de uma iniciativa que, à luz do actual papel da mulher na sociedade, questionou o retrato redutor e pouco abonatório que dela é feito em alguns dicionários, incluindo o Dicionário Priberam pelas razões aqui expostas, desafiando os portugueses a contribuírem para a sua revisão.

Como se chegou até aqui? Um dicionário de língua regista o uso que dela é feito em determinada época e por determinado público. Ao percorrer rapidamente dois séculos de inúmeras transformações, verificamos que o mundo mudou, a sociedade mudou, o papel da mulher mudou e o do dicionário também, sendo por isso natural que o verbete mulher reflicta tais mudanças.

Em mais de 200 anos, o progresso e a necessidade de designar novos conceitos e realidades fizeram surgir termos e significados novos, na língua geral e nas mais diversas áreas, e os dicionários dão conta dessa evolução (ex.: astronauta, biodiversidade, caravanismo, digitalizar, esquizofrenia, futebol, genoma, helicóptero, internet, jazz, kickboxing, ludoteca, microfauna, nuclear, óvni, piza, radar, sida, televisão, uquelele, vitamina, wi-fi, xilitol, zoo, etc.).

A evolução implica também mudanças sociais e culturais e o papel da mulher é disso um exemplo: do acesso ao voto e à educação até à sua emancipação profissional e sexual, incluindo questões de identidade de género, muito mudou para a mulher, sobretudo nas últimas décadas. Veja-se o caso da feminização dos nomes de algumas profissões, decorrente do acesso da população feminina a tais cargos, que está na origem de termos como árbitra, bombeira, cirurgiã, embaixadora, mecânica, tatuadora, vice-ministra, etc. Note-se, ainda, a adequação de género gramatical em casos como presidente, chefe, dentista, jornalista ou terapeuta, vocábulos em tempos dicionarizados apenas como substantivos masculinos, e agora como substantivos de dois géneros (ex.: a presidente, o presidente), porque eram desempenhados maioritariamente por pessoas do sexo masculino. A mulher deixou de ser fêmea, esposa ou meretriz no dicionário? Não, mas os dicionários descrevem hoje o que ela é para além dessa visão, combatendo assim a perpetuação de estereótipos.

Em mais de 200 anos, mudou também o formato do dicionário e o seu papel. Numa altura em que a ideia de mudança linguística era por vezes sinónimo de instabilidade, ou mesmo de corrupção, os dicionários impressos do século XIX assumiram um papel normativo, de autoridade, e estabilizaram um pouco a língua. As suas fontes centravam-se em obras literárias (de que são exemplo Eufrosina e Terencio, no verbete mulher de 1813, acima), através das quais se aferia o bom uso de determinado termo ou expressão. É a visão do dicionário como guia do uso correcto da língua4.

Na segunda metade do século passado, porém, esse papel começou a mudar e o paradigma normativo deu lugar a novos modelos de dicionário, mais orientados para o utilizador e para a descrição do uso real da língua5. O desenvolvimento tecnológico e computacional acelerou essa revolução lexicográfica, pois permitiu criar e gerir bases de dados de dicionários, bem como compilar e analisar largas quantidades de informação, dos mais variados domínios e registos de língua, que atestam o seu uso efectivo. O dicionário foi perdendo o estatuto de texto prescritivo, assumindo uma abordagem descritiva na selecção das palavras e na forma como as define. Por fim, quando o suporte físico do papel dá lugar ao suporte electrónico e digital, a informação contida em volumes impressos, pesados e ao alcance de apenas alguns, passa a estar rapidamente acessível através de um toque de dedos e disponível para todos.

O Dicionário Priberam chega ao grande público em plena era digital, como obra online e de acesso gratuito. Sem os condicionamentos de espaço típicos dos dicionários em papel, o Priberam constitui-se uma plataforma lexicográfica inovadora que, para além do conteúdo habitual de um dicionário, facilita a busca, permite pesquisas nas definições, apresenta informação relacionada, como conjugação, parónimos, palavras parecidas e relacionadas, dúvidas linguísticas, propostas de tradução e até evidência do uso real, contextualizado e autêntico da palavra pesquisada em blogues e no Twitter. O dicionário é agora uma ferramenta de consulta, mais próxima do utilizador, com quem permite interacção, e mais dinâmica. O dicionário não ignora o desenvolvimento recente de novos usos linguísticos reveladores de atitudes e realidades contemporâneas. Veja-se o exemplo de casal ou casamento, termos que já não se definem exclusivamente em relação a elementos de sexos diferentes.

O papel do dicionário, como o entendemos, é registar, de forma controlada, os usos da língua e o seu dinamismo. Por essa razão, no Dicionário Priberam haverá sempre espaço para melhoramentos, sugestões de inclusão, de correcção ou comentários que possam beneficiar o seu conteúdo. Os mesmos podem ser enviados para o endereço do costume: dicionario@priberam.pt. Estamos no entanto conscientes de que, por mais palavras e sentidos que um dicionário registe, nenhum dicionário regista todos os vocábulos e sentidos de uma língua e o Dicionário Priberam não é excepção. A língua é uma entidade viva que não se contém nas páginas de um dicionário e a sua mudança é inevitável:

«It is a great pity that language cannot be the exact, finely attuned instrument that deep thinkers wish it to be. But the facts are, as we have seen, that the meaning of practically any word is susceptible to change of one sort or another, and some words have so many individual meanings that we cannot really hope to be absolutely certain of the sum of these meanings.»6

Terminamos com duas perguntas: se avançarmos mais um século, qual será a definição de mulher em 2118? E que tipo de dicionários teremos daqui a cem anos?

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Notas:
2 Eufr. é abreviatura de Eufrosina, comédia de Jorge Ferreira de Vasconcelos (1616). Costa, Terenc. é abreviatura da obra As primeiras quatro comedias de Publio Terencio Africano, traduzida por Leonel da Costa (1788).
4 B. T. Atkins, Michael Rundell (2008), The Oxford Guide to Practical Lexicography, Oxford: O.U.P., pág. 2.
5 R. R. K. Hartmann, Gregory James (2002), Dictionary of Lexicography, London & New York: Routledge, pp. viii-ix.
6 Thomas Pyles, John Algeo (1993), The Origins and Development of the English Language, 4.ª ed., Fort Worth: Harcourt Brace Jovanovich College Publishers, pág. 256.





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