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segunda-feira, 10 de abril de 2017

8.º aniversário da “Palavra do dia”

«Há palavras que fazem bater mais depressa o coração - todas as palavras - umas mais do que outras, qualquer mais do que todas. Conforme os lugares e as posições das palavras. Segundo o lado de onde se ouvem - do lado do Sol ou do lado onde não dá o Sol.
Cada palavra é um pedaço do universo. Um pedaço que faz falta ao universo. [...]»
José de Almada Negreiros in A Invenção do Dia Claro, 1921.


No passado dia 8 celebrou-se o 8.º aniversário da “Palavra do dia” do Dicionário Priberam. Pela terceira vez consecutiva, escolhemos palavras de Almada Negreiros (1893-1970) para assinalar essa data, porque “há palavras que fazem bater mais depressa o coração” e porque há 8 anos que a iniciativa da Priberam destaca, nem que seja por um dia, palavras raras, curiosas ou pouco consultadas, escolhidas pela equipa de linguistas e divulgadas diariamente na página do dicionário, no Facebook e no Twitter da Priberam. 

E porque “cada palavra é um pedaço do universo”, deixamos aqui alguns pedaços de universo que, no último ano, tiveram destaque no Dicionário Priberam:


quinta-feira, 23 de março de 2017

Lisbon Machine Learning School 2017



As inscrições para a 7.ª edição da Lisbon Machine Learning School (LxMLS) estão abertas até dia 15 de Abril.

Co-organizada pelo Instituto Superior Técnico (IST), pelo Instituto de Telecomunicações (IT), pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Investigação e Desenvolvimento (INESC-ID), pela Unbabel e pelos Priberam Labs, a LxMLS é uma escola de Verão intensiva que inclui aulas, laboratórios e palestras sobre aprendizagem automática (“machine learning”, em inglês). Pelo sétimo ano consecutivo, o evento conta com o patrocínio da Priberam e terá lugar em Lisboa, de 20 a 27 de Julho, no IST.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Dia Internacional da Língua Materna


Este ano, o Dia Internacional da Língua Materna tem por lema “Rumo a futuros sustentáveis através da educação multilingue”.

Com esta iniciativa, a UNESCO celebra há 17 anos a diversidade linguística e cultural e visa contribuir para a promoção da educação global porque, como se pode ler na mensagem deste ano da sua directora-geral, Irina Bokova, a educação e a informação em língua materna são essenciais para melhorar a aprendizagem e fomentar a confiança e a auto-estima, alguns dos principais motores de desenvolvimento. Por essa razão, a UNESCO faz um apelo para que o potencial da educação multilingue seja reconhecido no mundo inteiro, nos sistemas educativos e administrativos, nas expressões culturais e nos meios de comunicação, no ciberespaço e nas relações comerciais.

Para comemorar esta data, deixamos ainda à reflexão as seguintes palavras do escritor José Eduardo Agualusa: 

«Existem actualmente cerca de seis mil línguas em todo o mundo. Destas, três mil vão desaparecer muito provavelmente nos próximos cem anos. Noventa e seis por cento das línguas do mundo são faladas por apenas quatro por cento da humanidade. Em média, a cada quinze dias desaparece uma língua, e África é o continente mais ameaçado.

Ao contrário do que sugere o mito de Babel, acredito que é mais fácil alcançar Deus, ou seja, o entendimento do mundo, falando muitas línguas, do que comunicando numa única. O pensamento exige palavras. Um pensamento muito complexo exige muitas palavras e diversos idiomas. Quando essas línguas se perdem, o homem fica inevitavelmente mais longe do Absoluto. Há realidades, emoções, certos prodígios e mistérios que só podem ser expressos em determinadas línguas. Uma única língua não é capaz de expressar todas as formas e graus da compreensão humana.»1

1 José Eduardo Agualusa, “A língua portuguesa em Angola – língua materna versus língua madrasta”, in revista Imaginário, n.º 10, USP, pág. 28, 2004/2005. Texto disponível online em http://www.casadasafricas.org.br/wp/wp-content/uploads/2011/08/A-lingua-portuguesa-em-Angola-Lingua-materna-versus-lingua-madrasta.pdf

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Priberam Machine Learning Lunch Seminars (8.ª série)



A nova temporada dos Priberam Machine Learning Lunch Seminars começa já no próximo mês.

Pelo oitavo ano consecutivo, a Priberam patrocina encontros informais que promovem o diálogo entre a academia e a indústria sobre diversas áreas relacionadas com a aprendizagem automática (machine learning, em inglês), como processamento de sinais, visão computacional, processamento em linguagem natural, redes neurais artificiais, biologia computacional, etc.

Os seminários são gratuitos, realizam-se quinzenalmente, à terça-feira, das 13h às 14h, no campus da Alameda do Instituto Superior Técnico, e disponibilizam uma refeição grátis a todos os participantes inscritos. 

Os interessados em fazer apresentações podem declarar a sua disponibilidade aqui ou enviar um email para labs@priberam.pt. Os restantes interessados podem subscrever a lista de contactos

Mais informação aqui (em inglês).

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

4.º Congresso Internacional Fernando Pessoa


Decorre de 9 a 11 de Fevereiro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, o 4.º Congresso Internacional Fernando Pessoa

O evento, organizado pela Casa Fernando Pessoa, irá reunir estudiosos pessoanos de vários países, com o intuito de debater investigações recentes sobre a obra do poeta. 

Informações sobre o programa detalhado aqui e sobre a inscrição aqui.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Números de 2016

Dados gerais
Em 2016, o site do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa registou um acréscimo de 1,11% relativamente ao número de utilizadores contabilizados no ano passado. Por outras palavras, os mais de 25 milhões de utilizadores mantiveram-se fiéis ao Dicionário Priberam

Brasil, Portugal e Angola ocupam os três primeiros lugares na liderança por países e, na proveniência por cidades, os mesmos lugares pertencem a Lisboa, São Paulo e Rio de Janeiro. A primeira cidade não pertencente a um país da CPLP é Macau (52.º lugar), seguida de Madrid (57.º lugar) e de Londres (58.º lugar).

O tráfego a partir de dispositivos móveis continua a aumentar: o acesso ao Dicionário Priberam através de smartphones cresceu 23,51% face ao ano passado, enquanto a percentagem de acessos a partir de tablets e desktop desceu.


Palavras mais pesquisadas
Em Portugal, a palavra mais pesquisada em 2016 foi arrendatário, seguida de exangue e de resiliência. No Brasil, a palavra mais pesquisada foi gitana, seguida de resiliência e de saruê.

Se já nos resignámos a que resiliência conste das buscas da Priberam (no cômputo geral, é a palavra mais pesquisada pelo terceiro ano consecutivo), são sobretudo de estranhar as buscas por arrendatário em Portugal, que talvez estejam ligadas às alterações à lei do arrendamento. As buscas por gitana e saruê no Brasil justificam-se por serem termos usados na novela Velho Chico.

Figura 1: Palavras mais pesquisadas no Dicionário Priberam em 2016

Nos restantes países de língua oficial portuguesa, as palavras mais procuradas no Dicionário Priberam foram: amnistia, pormenorizar e reborar (Angola); azáfama, embaixador e biónico (Cabo Verde); translineação, minúsculas e panorama (Guiné-Bissau); PALOP, abordagens e adormecer (Guiné Equatorial); monopartidarismo, obstar e pasteleira (Moçambique); lacuna, apropriação e comprometimento (São Tomé e Príncipe); mestre, contentores e enumerável (Timor-Leste).

Se o FLiP* da Priberam dá a volta ao texto, o Dicionário Priberam permite dar uma volta ao mundo. Analisando palavras e expressões pesquisadas por utilizadores de outros países, deparamo-nos com algumas buscas curiosas. 

Por exemplo, há aquelas buscas possivelmente relacionadas com o que acontece ou pode acontecer em determinados destinos turísticos, como esbardalhar em Andorra, romance e dolce far niente nas Maldivas, tosquenejar na Namíbia ou chorrica (!) na República Dominicana. Os utilizadores provenientes de países com comunidades portuguesas mostram a ligação da diáspora portuguesa à actualidade do país e à sua língua materna, como atestam buscas por geringonça na Suíça ou carapau de corrida na Bélgica, morcão e o seu feminino morcona em França e no Luxemburgo, perrice no Canadá ou lazeira na Irlanda. A pesquisa por termos próprios da cultura lusófona também esteve presente, como mostram as buscas por regueifa no Camboja, vinha-d’alho na Indonésia ou chopinho na China. O mesmo interesse despertam palavras e expressões típicas da língua portuguesa, como se afere a partir das buscas por circuncisfláutico na Suécia, jajão na Hungria, lamechas na Islândia, maneirinho no Ruanda, mãos-atadas na Ucrânia e ou coisa que o valha em Singapura. Por fim, há aquelas pesquisas assim para o coiso, como as buscas por bundudo nas Filipinas, chupão no Japão, gostosa no Líbano ou trepada na Estónia. 


O ano de 2016 em palavras
Os acontecimentos marcantes deste ano tiveram reflexo nas buscas do Dicionário Priberam:

Figura 2: Palavras pesquisadas no Dicionário Priberam que reflectem acontecimentos de 2016

site O Ano em Palavras, divulgado pela Priberam na semana passada, apresenta algumas das palavras que estiveram no top das consultas no Dicionário Priberam e que se podem associar a notícias ou eventos, nacionais ou internacionais, de um determinado dia.



O FLiP é um conjunto de ferramentas linguísticas de auxílio à escrita em língua portuguesa que inclui correctores sintácticos e estilísticos, correctores ortográficos (com opção de utilização da grafia segundo o Acordo Ortográfico de 1990), conversores para o Acordo Ortográfico de 1990, nove dicionários temáticos, hifenizadores, dicionários de sinónimos, conjugadores de verbos para o português europeu e para o português do Brasil e o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa em versão offline. Mais informação em www.flip.pt.






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