Durante as próximas duas semanas, o evento presta homenagem aos dois autores portugueses com leituras, passeios literários e outras manifestações artísticas, como música, arte urbana ou teatro. Este ano, o programa celebra também os 130 anos do nascimento de Fernando Pessoa e os 20 anos da atribuição do Nobel da Literatura a José Saramago.
A programação detalhada pode ser consultada aqui.
Tem início hoje, dia 16 (data do nascimento de José Saramago), e decorre até dia 30 deste mês (data da morte de Fernando Pessoa), mais uma edição dos Dias do Desassossego.
O evento que celebra o desassossego dos dois escritores portugueses é organizado pela Fundação José Saramago e pela Casa Fernando Pessoa, que, durante duas semanas, animam Lisboa com leituras, mesas-redondas, passeios literários, teatro, concertos, oficinas para crianças e arte urbana.
O programa completo pode ser consultado aqui.
O evento, organizado pela Casa Fernando Pessoa, irá reunir estudiosos pessoanos de vários países, com o intuito de debater investigações recentes sobre a obra do poeta.
Informações sobre o programa detalhado aqui e sobre a inscrição aqui.
Nesta edição dos Dias do Desassossego, evento que tem início na data do nascimento de Saramago (dia 16) e que termina na data do falecimento de Pessoa (dia 30), a Fundação José Saramago e a Casa Fernando Pessoa homenageiam os dois escritores e prometem desassossegar as ruas da cidade com leituras, passeios literários, conversas, concertos, teatro e arte urbana.
A programação detalhada pode ser consultada aqui.
Novembro é mês de desassossego: do desassossego de Saramago, que, nascido neste mês há 93 anos, vivia desassossegado e escrevia para desassossegar, e do desassossego de Fernando Pessoa, falecido neste mês há 80 anos.
Pelo segundo ano consecutivo, a Fundação José Saramago e a Casa Fernando Pessoa unem forças para promover a 3.ª edição dos Dias do Desassossego, em Lisboa. Nas próximas duas semanas, em diversos espaços da cidade, haverá leituras encenadas, teatro, música, cinema, arte urbana, conversas, passeios temáticos e exposições, sempre guiados pelas obras e temáticas dos autores portugueses com os dois pares de óculos mais famosos da língua portuguesa.
Para quem quiser desassossegar(-se), as informações sobre o programa detalhado podem ser consultadas aqui.
«A noite estava ilegível. Não se via céu nem terra — só escuridão. Nem mesmo podia haver pelos sentidos a convicção de que havia céu e terra; a escuridão tirava-lhes os lugares. Só havia a escuridão, sem forma, lugar ou fundo.»
Assim se inicia A Estrada do Esquecimento, conto que dá nome à colectânea que reúne 20 contos inéditos de Fernando Pessoa, publicados pela Assírio & Alvim.
O que partilham José Saramago e Fernando Pessoa, além dos óculos, da nacionalidade, da escrita, da língua portuguesa ou do mês de Novembro (que viu nascer Saramago e morrer Pessoa)? Partilham o desassossego, nome da obra incontornável Livro do Desassossego de Bernardo Soares, heterónimo de Pessoa, e sentimento que habitava Saramago, pois o escritor vivia desassossegado e escrevia para desassossegar. De 15 a 17 deste mês, Saramago e Pessoa partilham também o Dia do Desassossego.
O Dia do Desassossego é uma iniciativa que a Fundação José Saramago tem levado a cabo nas ruas de Lisboa desde 2012, promovendo a leitura de textos de Saramago e de outros autores portugueses. Este ano, o programa conta com a parceria da Casa Fernando Pessoa e apela aos leitores para que se deixem desassossegar pela leitura, seja pela participação em leituras públicas, na troca de livros ou em concertos. Mais informação aqui.
«Minha pátria é a língua portuguesa» é o célebre dito de Bernardo Soares, heterónimo de Fernando Pessoa, presente no fragmento 259 do seu Livro do Desassossego. Menos conhecido é talvez o facto de Fernando Pessoa ter também escrito grande número de poemas em língua inglesa, como estes:
V
I conquered. Far barbarians fear my name.
Men were dice in my game,
But to my throw myself did lesser come:
I threw dice, Fate the sum.
VI
Some were as love loved, some as prizes prized.
A natural wife to the fed man my fate
I was sufficient to whom I sufficed.
I moved, slept, bore and aged without a fate.
Fernando Pessoa, “Inscriptions”, English Poems, Lisboa: Olisipo, 1920, p. 18.
Para debater o tema da poesia inglesa do poeta português, decorre amanhã em Lisboa, na Casa Fernando Pessoa, um encontro que irá reunir vários estudiosos. A entrada é livre. Mais informações aqui.
O que têm em comum o português Fernando Pessoa e o argentino Jorge Luis Borges? Ficam aqui algumas pistas, que serão provavelmente abordadas no encontro Pessoa e Borges em Lisboa:
“Para além de vorazes leitores de Omar Khayyam e de William Shakespeare ou de poetas que souberam cultivar o universal no realismo local (Cesário Verde e Evaristo Carriego), Jorge Luis Borges e Fernando Pessoa partilharam numerosas paixões literárias. Sem sabê-lo, talvez, ambos viriam a corresponder-se com escritores espanhóis como Isaac del Vando Villar, entre outros; e em Maio de 1924 até caminharam nas ruas da mesma cidade, Lisboa [...]”.
O evento, de entrada livre, realiza-se no próximo dia 24, segunda-feira, na Casa Fernando Pessoa, e contará com a presença de vários críticos literários que irão analisar semelhanças entre as obras destes dois autores.
O evento, organizado pela Casa Fernando Pessoa, comemora os 125 anos do escritor português com a presença de “investigadores, críticos, tradutores e criadores de variados países que encontram neste escritor universal alento e inspiração para os seus percursos académicos ou artísticos”.
Mais informações sobre o programa, aqui.
 A Casa Fernando Pessoa realiza na próxima semana, de 23 a 25 de Novembro, no Teatro Aberto, em Lisboa, o II Congresso Internacional Fernando Pessoa. O evento visa o diálogo entre estudiosos da obra do autor e criadores (cineastas, músicos, poetas, pintores) que nela se inspiram. Mais informações sobre o programa e as inscrições, aqui.
 A partir deste mês, é possível aceder gratuitamente e online à biblioteca particular de Fernando Pessoa. Os mais de 1000 livros que compõem a biblioteca multilingue do poeta, reunida entre 1898 e 1935, foram digitalizados e podem agora ser consultados, página a página, na biblioteca digital Fernando Pessoa. Nas palavras da escritora Inês Pedrosa, actual directora da Casa Fernando Pessoa: « Entendemos que uma biblioteca desta importância devia tornar-se património da humanidade – e não apenas dos que podem deslocar-se a esta Casa onde Fernando Pessoa viveu os últimos quinze anos da sua vida. [...] Procurámos tornar acessível e simples a compreensão da biblioteca no seu todo – que está classificada por categorias temáticas – e a consulta de cada livro. Destacámos páginas que incluem manuscritos do próprio Pessoa – ensaios e poemas escritos nas páginas de guarda dos livros. Trata-se de uma biblioteca aberta ao infinito da interpretação – bela, surpreendente e instigante, como tudo o que Fernando Pessoa criou. Usufruam-na.» O processo de digitalização foi levado a cabo por uma equipa internacional de investigadores, no âmbito de uma colaboração entre a Casa Fernando Pessoa e o Centro de Linguística da Universidade de Lisboa. Para além do acesso aos livros, disponíveis na íntegra em formato PDF e JPG, a biblioteca digital de Fernando Pessoa disponibiliza informação sobre a constituição da biblioteca, sobre as anotações feitas pelo próprio Pessoa, sobre as dedicatórias constantes de alguns volumes ou sobre outros estudos feitos sobre a biblioteca do autor. A Casa Fernando Pessoa disponibiliza também online a obra poética de Fernando Pessoa e dos seus principais heterónimos, Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Alberto Caeiro e Bernardo Soares, aqui.
|
|
|