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sexta-feira, 10 de maio de 2019

Carlos Amaral, fundador e CEO da Priberam, recebe prémio “Personalidade”

Foto: AEMpress

Esta semana, Carlos Amaral, membro fundador e director da Priberam, foi galardoado com o prémio “Personalidade”, no âmbito da 14.ª edição dos prémios "Os Melhores do Portugal Tecnológico".

Os prémios, atribuídos pela equipa editorial da Exame Informática, visam distinguir investigadores, empreendedores, produtos e fabricantes que se destacam nas áreas da ciência e da tecnologia. 

O prémio “Personalidade” é definido por um júri convidado, composto por José Tribolet, professor catedrático do Instituto Superior Técnico (IST) e presidente do INESC, Pedro Veiga, professor catedrático da Universidade de Lisboa, Arlindo Oliveira, professor catedrático e presidente do IST, e Pedro Miguel Oliveira, jornalista e director da Exame Informática. 

Com este prémio, o júri reconheceu “o pioneirismo, a capacidade de engenho e a perseverança de Carlos Amaral”. No ano em que a Priberam vai comemorar o seu 30.º aniversário e em que o Dicionário Priberam comemorou o seu 10.º aniversário, esta distinção tem um sabor ainda mais especial.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Prémios

Celebramos a atribuição recente do prémio Fernando Namora ao escritor angolano José Eduardo Agualusa, do prémio Neustadt ao escritor moçambicano Mia Couto e do prémio José Saramago ao escritor angolano Ondjaki com algumas palavras dos autores:

(José Eduardo Agualusa, © Daniel Rocha)
«Sou um angolano de origem portuguesa – o que faz de mim quase um brasileiro, e há longos anos que me acho no papel de passageiro em trânsito pelos diferentes territórios onde prospera a nossa língua. Esta deriva, quase sempre feliz, tem contribuído para aumentar o meu interesse pela vida das palavras. [...]
Quanto mais me apaixono pela nossa língua, e mais me aproximo dela, melhor a vejo, inteira, na sua diversidade. A língua segue sendo uma só, embora rio de muitas águas, a cada dia mais largo e mais profundo.
Nunca como hoje houve tanta circulação de pessoas, de ideias, de palavras, no espaço da nossa língua. Nunca estivemos tão próximos como agora. São portugueses que emigram para Angola ou para o Brasil. Brasileiros que, tendo vivido longos anos em Portugal, regressam a casa. Brasileiros, por outro lado, a fixarem-se em Angola. Todo este trânsito vem democratizando ainda mais a língua comum. Não existe hoje um centro de poder. Portugal recebe tanto quanto dá. Jovens portugueses falam como angolanos. Angolanos apropriam-se de termos brasileiros. Muitas vezes não se trata sequer de importação, mas de regressos. 
O que eu amo, pois, é este idioma democrático, plurinacional, que a todos pertence e a todos igualmente se entrega e enriquece. Esta nossa Língua Geral.»

José Eduardo Agualusa, “Esta nossa Língua Geral” in Jornal de Letras, n.º 1082, 21-03 a 03-04 de 2012, pp. 8-9.


(Mia Couto, © Daniel Rocha)
«Estava já eu predisposto a escrever mais uma crónica quando recebo a ordem: não se pode inventar palavra. Não sou homem de argumento e, por isso, me deixei. Siga-se o código e calendário das palavras, a gramatical e dicionárica língua. Mas ainda, a ordem era perguntosa: "já não há respeito pela língua-materna?" [...]
Estraga-se a decência, o puro sangue do idioma. E porquê? Por causa dessas contribuições dispérsicas que chegam à língua sem atestado nem guia de marcha. Devia exigir-se, à entrada da língua um boletim de inspecção. E montavam-se postos de controlo, vigilanciosos.
Se forem criados tais postos eu mesmo me voluntario. Uma espécie de milícia da língua, com braçadeira, a mandar parar falantes e escreventes. A revistar-lhes o vocabulário, a inspeccionar-lhes o saco da gramática.
- Vem de onde essa palavra?
E mesmo antes da resposta, eu, arrogancioso:
- Não pode passar. Deixa ficar tudo aqui no posto.
Os queixosos, nas cartas dos leitores, reclamando. E eu, abusando dos abusos, rindo-me deles. Mas não me divertindo de alma inteira, não. Porque a vida é uma grande fábrica de imagineiros e há muita estrada para poucos postos vigilentos. [...]»

Mia Couto, “Escrevências desinventosas”, in Cronicando (Lisboa: Caminho, col. «Uma terra sem amos», n.º 52, 1991, pp. 167-169).


(Ondjaki, © Rui Gaudêncio)
«[...] depois das tempestades todas de ser para escrever, de escutar para recontar, de ir buscar no passado umas coisas tão lindas que não eram de ser estivadas, mas acariciadas – eram memórias de outras épocas que me chegavam pela voz da avó Agnette, e as lições da escola, e os autores que andavam a sonhar um [sic] língua de estrear novos ritmos, mais a máquina de escrever da minha mãe, e os rumores das estigas faladas, arremessadas contra a parede da nossa infância cheia de curvas – ritmo e cadências que haveria de ter que lembrar para pisar em frente na vida...
hoje que te vejo, senhora dona língua portuguesa, esse teu nome é plural…; de ti fizemos também corpo criativo – “língua desportuguesa”… – e com o carinho que te temos, se fosses uma velhinha acariciava-te as mãos e beijava-te os olhos mas, ah!, se habitasses o corpo de uma mulher madura dessas a que o sabor se pressente de olhos quietos, então confesso que a noite seria de amor. estranho amor. profundo amor.
depois dos contornos todos da palavra “travessia”, durante todas as “madrugadas”, entre “varanda e arejamento”, pisando “solidões”, tecendo “falésias” fecho os olhos e sorrio ao pensar que eu nasceria perto do teu corpo – outra e outra vez...»

Ondjaki, “Nome plural” in Jornal de Letras, n.º 1082, 21-03 a 03-04 de 2012, p. 14.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Investigador da Priberam recebe Prémio Científico IBM

André Martins, investigador da Priberam e do Instituto Superior Técnico, recebeu ontem o Prémio Científico IBM 2011, pelo trabalho de doutoramento desenvolvido na área da aprendizagem automática, ao abrigo do programa internacional Carnegie Mellon | Portugal, de que a Priberam é um dos parceiros industriais.



Sobre este trabalho, intitulado “Turbo Parsers: Analisadores Sintácticos Estatísticos Baseados em Relaxações Lineares”, André Martins explica: “investiguei técnicas de aprendizagem estatística para modelizar a estrutura e a ambiguidade que existe na linguagem natural, com ênfase na sintaxe. Isto pode servir para melhorar módulos que existem no sistema de pesquisa. É muito importante, quando se quer extrair informação a partir de texto, conseguir perceber como é que as várias palavras interagem entre si no texto, pelo que é importante utilizar este tipo de algoritmos estatísticos para detectar essa estrutura. Conseguir fazer isto é ir mais ao encontro das necessidades de pesquisa que os utilizadores têm”.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Agenda: prémios da Casa de Portugal em Macau


Realiza-se amanhã, 5 de Outubro, a entrega dos prémios Casa de Portugal em Macau, que distinguem os melhores alunos do ensino macaense na disciplina de língua portuguesa.

A Priberam associa-se este ano ao evento, através do seu distribuidor em Macau, TechED, oferecendo uma licença do pacote de ferramentas de revisão e auxílio à escrita FLiP 8, a cada um dos premiados.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Agenda: 12 anos da atribuição do Prémio Nobel a José Saramago e 62 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos



A 10 de Dezembro de 1948, a Assembleia Geral das Nações Unidas ratificou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, documento que pela primeira vez passou a proteger universalmente direitos humanos fundamentais, como aquele que se lê no seu artigo 5º: “Ninguém será submetido a tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes.

A 10 de Dezembro de 1998, exactamente meio século após a assinatura da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Academia Sueca atribuiu a José Saramago (1922-2010) o Prémio Nobel da Literatura. No discurso proferido no palácio real de Estocolmo, o escritor lembrou a efeméride com o senso crítico que lhe era característico: “Nestes cinquenta anos não parece que os Governos tenham feito pelos direitos humanos tudo aquilo a que, moralmente, quando não por força da lei, estavam obrigados. As injustiças multiplicam-se no mundo, as desigualdades agravam-se, a ignorância cresce, a miséria alastra. A mesma esquizofrénica humanidade que é capaz de enviar instrumentos a um planeta para estudar a composição das suas rochas, assiste indiferente à morte de milhões de pessoas pela fome. Chega-se mais facilmente a Marte neste tempo do que ao nosso próprio semelhante.

Mantendo vivo o espírito das citações acima destacadas, a Fundação José Saramago realiza na próxima sexta-feira, dia 10 de Dezembro, no Palácio Galveias, em Lisboa, uma sessão comemorativa dos 12 anos da atribuição do Prémio Nobel de Literatura ao escritor português e dos 62 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Mais informação, aqui.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

E a menção honrosa vai para...



Na cerimónia da entrega dos prémios que distinguem as entidades que durante 2010 se destacaram nas áreas das novas tecnologias e da ciência, a revista Exame Informática atribuiu ao FLiP 8 uma menção honrosa na categoria software.

O FLiP 8 é a última versão do pacote de ferramentas linguísticas da Priberam. Das principais características e funcionalidades, descritas na página do produto, destacam-se a inclusão do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, que passa a poder ser consultado sem ligação à Internet, a compatibilidade com o OpenOffice.org e a inclusão de léxicos suplementares para as variedades do português de Angola, Cabo Verde, Galiza, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

O FLiP 8 pode ser adquirido nas lojas Worten e Vobis e também nas lojas on-line Sector Zero e Wook (nestas duas últimas, para além da compra do CD, o FLiP 8 também pode ser comprado apenas por download).





Priberamt
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