«[...] Penetra surdamente no reino das palavras. Lá estão os poemas que esperam ser escritos. Estão paralisados, mas não há desespero, há calma e frescura na superfície intata. Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário. Convive com teus poemas, antes de escrevê-los. Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam. Espera que cada um se realize e consume com seu poder de palavra e seu poder de silêncio. Não forces o poema a desprender-se do limbo. Não colhas no chão o poema que se perdeu. Não adules o poema. Aceita-o como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada no espaço.
Chega mais perto e contempla as palavras. Cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra e te pergunta, sem interesse pela resposta, pobre ou terrível que lhe deres: Trouxeste a chave? [...]» Carlos Drummond de Andrade, A Rosa do Povo, São Paulo: Companhia das Letras, 2012, pág. 12.
Neste excerto do poema “Procura da Poesia”, o poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) convida o leitor a penetrar no “reino das palavras”, onde os poemas, “sós e mudos, em estado de dicionário”, aguardam para ver a luz do dia. A palavra do dia do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa também exorta à entrada nesse reino das palavras, sobretudo das que há muito estão paralisadas, sós e mudas nos dicionários. A iniciativa, que conta 17 anos de vida, destaca todos os dias uma palavra rara, curiosa, pouco usada, nova ou caída no esquecimento, como as da imagem abaixo, para que os consulentes do Dicionário Priberam possam chegar mais perto das palavras, descobrir as suas “mil faces secretas sob a face neutra” e responder mais facilmente à pergunta “Trouxeste a chave?” que cada palavra faz. A partilha da palavra do dia acontece na página online do Priberam e nas suas redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter, Bluesky e TikTok), sendo também divulgada na Rádio Morabeza.
Em dia de celebração das mentiras, celebramos também mais um aniversário do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Não estamos a ser potoquistas, hoje o Dicionário Priberam sopra 17 velas! Foi mais um ano de consultas e de esclarecimento de dúvidas, em que o Dicionário Priberam incorporou também mais de 6500 novas entradas, mais de 7300 novas acepções, quase 8000 sinónimos, mais de 8100 etimologias, quase 1000 indicações de colectivos e mais de 800 imagens na ilustração das suas definições. O retrato de grande parte deste ano de vida pode ser visto através do balanço feito pelo site O Ano em Palavras, que apresenta algumas das pesquisas que os consulentes do Dicionário Priberam fizeram ao longo de 2025, associadas a conteúdo dos repórteres fotográficos e dos jornalistas da agência de notícias Lusa, que dão contexto a cada uma das palavras pesquisadas.
«[...] - O Sr. já reparou bem num dicionário?... Num dicionário qualquer?... No de Morais, por exemplo... Ou no do povo... (Tanto faz!...) Já reparou?... Eu esperei pela sequência do discurso. A aproveitar aquela mandriice tão boa de ter alguém a raciocinar por mim. - Já reparou?... Pois a mim faz-me lembrar, sabe o quê?... Um jazigo de família. Ou melhor: um jazigo de nação. Uma espécie de mausoléu de papel, onde gerações de gatos-pingados empilharam séculos e séculos de palavras, algumas já definitivamente mortas, cobertas de bichos e de coroas saudosas... Outras vasquejaram nos últimos estremeções... E muitas, apenas em estado cataléptico, à espera de um toque de dedos para regressarem à monotonia da vida diária... A este maldito bolor, onde utilizamos ao todo quantas palavras vivas - diga-me lá quantas? Quinhentas? Mil?... Nem tantas, talvez! Garanto-lhe que, em certos dias, quando subo o Chiado... ou entro num café da Baixa... e ouço essa gente parda a repisar, de manhã à noite, os mesmos termos... as eternas expressões... os substantivos inevitáveis... os adjectivos fatais... e o verbo ser, o verbo haver, e o verbo ter, e o verbo fazer... sabe o que me apetece?... Saltar para cima de uma mesa ou de um marco postal e gritar furioso aos homens: não deixem morrer as palavras, assassinos! Não deixem morrer as palavras! [...]» José Gomes Ferreira, Gaveta de Nuvens, Lisboa: Diabril, 1975, p. 235.
O trecho acima, do escritor português José Gomes Ferreira (1900-1985), brinda-nos com o abespinhamento de um aguardentado explicador de português a propósito de “gente parda a repisar, de manhã à noite, os mesmos termos, as eternas expressões”, a par do “jazigo de nação” contido nos dicionários. Se fosse hoje, será que o dito explicador de português teria reparado bem no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa e no que ele faz diariamente para não deixar morrer as palavras? Teria ele reparado bem na palavra do dia do Dicionário da Priberam, iniciativa que hoje comemora mais um aniversário? Há dezasseis anos que uma geração de “gatos-pingados” linguistas revira “mausoléus de papel” com “séculos e séculos de palavras [...] à espera de um toque de dedos para regressarem à monotonia da vida diária” para destacar, nem que seja por um dia, um termo maioritariamente raro, curioso, pouco usado, caído no esquecimento ou mesmo moribundo, como alguns dos que foram partilhados neste último ano:  A partilha da palavra do dia acontece na página online do Priberam e nas suas redes sociais (Facebook, Twitter, Instagram, Bluesky e TikTok), sendo também divulgada em programas radiofónicos da Rádio Morabeza e da Rádio Voz de Alenquer.
Hoje, dia das mentiras, é dia de celebrar a mendácia mas, por aqui, é dia de celebrar mais um aniversário do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. No seu 16.º ano de vida, o Dicionário Priberam acolheu mais de 4800 novos verbetes, 5600 novas acepções, 6550 sinónimos, 6500 etimologias e incorporou mais de 800 imagens na ilustração das suas definições. O retrato de grande parte deste ano de vida pode ser visto através do balanço feito pelo site O Ano em Palavras, que apresenta algumas das pesquisas que os consulentes do Dicionário Priberam fizeram ao longo de 2024, associadas a conteúdo dos repórteres fotográficos e dos jornalistas da agência de notícias Lusa, que dão contexto a cada uma das palavras.
Luís de Camões, Rimas, Lisboa: Livraria Almedina, 1994 Este ano celebra-se o quingentésimo aniversário do nascimento do poeta português Luís de Camões (1524-1580), autor do soneto acima. Nele, o eu poético amaldiçoa o dia em que nasceu, pois "que este dia deitou ao Mundo a vida / Mais desgraçada que jamais se viu!". Cremos, no entanto, que o dia em que Camões nasceu foi uma data afortunada para a língua e para a literatura portuguesas. Passaram 500 anos do seu nascimento, mas o poeta do infortúnio, do amor, do desconcerto do mundo ou d’Os Lusíadas não foi esquecido. O engenho e a arte da poesia camoniana não definharam com o passar do tempo e, neste meio milénio, Camões tornou-se símbolo de Portugal, instituto cultural, sinónimo de língua portuguesa, figura popular (quem nunca mandou alguém chatear o Camões?) e até hashtag (como #aguentacamões, #choracamões, #chupacamões ou #ripcamões, para assinalar erros de português nas redes sociais). As comemorações camonianas irão decorrer até 2026. Hoje é dia de Camões, vamos chateá-lo!
«Colega, passe-me o quebra-palavras: encontrei uma que deve ter qualquer coisa lá dentro.» Alexandre O’Neill, “O Lanterna Vermelha”, Poesia Completa & Dispersos, Lisboa: Assírio & Alvim, 2022.
Evidenciando a sua capacidade de “quebra-palavras”, utensílio que permite chegar ao significado que as palavras têm dentro, como refere o poeta português Alexandre O’Neill (1924-1986), o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa celebra hoje o 15.º aniversário da sua palavra do dia. Há quinze anos que o Dicionário Priberam destaca todos os dias um termo maioritariamente raro, curioso, pouco usado ou caído no esquecimento, como alguns dos que foram partilhados neste último ano: A partilha da palavra do dia acontece na página online do Priberam e nas suas redes sociais (Facebook, Twitter, Instagram e Bluesky), sendo também divulgada nos programas radiofónicos “Primeiro Plano” (de segunda a sexta-feira, das 07h00 às 09h00), da Rádio Morabeza, e “Quinta Avenida” (quinta-feira, das 22h à meia-noite), da Rádio Voz de Alenquer.
Hoje celebra-se mais um aniversário do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Neste 15.º ano de vida, o Dicionário Priberam incorporou mais de 8400 novos verbetes, 9500 novas acepções, 16700 sinónimos e 23600 etimologias. Podia ser lampana, pois hoje celebra-se igualmente o dia das mentiras, mas não é: o Priberam também tirou centenas fotografias, incorporando mais de 600 novas imagens nas suas definições ilustradas. A propósito de imagens, o retrato de parte deste ano de vida pode ser visto através do balanço feito pelo site O Ano em Palavras, que apresenta algumas das pesquisas ao longo de 2023 no Dicionário Priberam, associadas a conteúdo dos repórteres fotográficos e dos jornalistas da agência de notícias Lusa, que dão contexto a cada uma das palavras.
Quino, Toda a Mafalda - Edição Comemorativa dos 50 anos, Lisboa: Babel, 2014. Mafalda, a personagem emblemática de banda desenhada que odeia sopa, pode ficar descansada: sopa nunca será palavra do dia do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, apesar de os seus hipónimos gulherite e sopetarra já o terem sido... Isto porque, com a partilha da palavra do dia, iniciativa que celebra hoje o seu catorzeno aniversário, o Dicionário Priberam pretende dar destaque, nem que seja por um dia, a termos maioritariamente raros, curiosos, pouco usados ou caídos no esquecimento, como alguns dos que foram partilhados neste último ano: A partilha da palavra do dia acontece na página online do Priberam e nas suas redes sociais (Facebook, Twitter e Instagram), sendo também divulgada nos programas de rádio “Primeiro Plano” (de segunda a sexta-feira, das 07h00 às 09h00), da Rádio Morabeza e “Quinta Avenida” (quinta-feira, das 22h à meia-noite), da Rádio Voz de Alenquer.
Quino, Toda a Mafalda - Edição Comemorativa dos 50 anos, Lisboa: Babel, 2014, pág. 127 No catorzeno aniversário do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, que se celebrou no passado dia 1, confirmamos que ele continua a crescer, o que poderá dificultar ainda mais a leitura de alguns consulentes, como o pai da Mafalda. No ano que passou, o Dicionário Priberam incorporou mais de 14600 novos verbetes, mais de 5700 novas acepções, mais de 5800 sinónimos e mais de 600 antónimos. O resumo deste ano de vida pode ser visto através do balanço do ano passado ou do site O Ano em Palavras. Como o dicionário não foi feito para ser lido de fio a pavio, antes consultado ou degustado, à medida da necessidade ou da curiosidade do seu leitor (ou até do acaso...), contamos com os nossos utilizadores para mais um ano de leituras, consultas e eventuais sugestões.
“[...] Se minto?... Minto, pois! Mas nas orais palavras que vos digo. Não nas que entoo a sós comigo [...].” José Régio, “ Improviso corrigido”
Ao contrário do poeta português José Régio (1901-1969), o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa não mente nunca, nem sequer na partilha da palavra do dia, iniciativa da Priberam que decorre há já 13 anos, os mesmos que o dicionário celebrou na semana passada. Podem ser termos maioritariamente curiosos, pouco usados, caídos no esquecimento ou particularmente actuais, mas são sempre termos verdadeiros, ainda que desconhecidos ou novos, como alguns dos que foram partilhados neste último ano: A partilha da palavra do dia acontece na página online do Priberam e nas suas redes sociais (Facebook, Twitter e Instagram), sendo também divulgada nos programas de rádio “Primeiro Plano” (de segunda a sexta-feira, das 07h00 às 09h00), da Rádio Morabeza e “Quinta Avenida” (quinta-feira, das 22h à meia-noite), da Rádio Voz de Alenquer.
A par do dia das mentiras, hoje celebramos o aniversário do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, que entra assim oficialmente na idade da adolescência. São 13 anos, uma bela dúzia de frade, que se traduzem em milhentas consultas, inúmeras inclusões e incontáveis sugestões de utilizadores. O resultado está à vista: o teenager Priberam é um dos 20 sites portugueses mais visitados, de acordo como o ranking auditado netAudience. No ano que passou, o Dicionário Priberam incorporou quase 2600 novos verbetes, mais de 4700 novas acepções, mais de 5000 sinónimos e mais de 700 antónimos. O resumo deste ano de vida pode ser visto através do balanço do ano passado ou do site O Ano em Palavras. Neste primeiro trimestre de 2022, o Dicionário Priberam contabiliza já mais de 59 milhões de consultas feitas por mais de 12 milhões de utilizadores. Muitas dessas buscas reflectem inevitavelmente o principal tópico do momento, a invasão russa da Ucrânia, como comprovam as buscas por desnazificar, oligarca, lei marcial ou cessar-fogo, por exemplo. A principal novidade (de Janeiro de 2022) é que o Priberam passou a incluir cerca de 11 000 entradas de nomes de aves, redigidas a partir da nomenclatura proposta (e gentilmente cedida) por Paulo Paixão em Os Nomes Portugueses das Aves de todo o Mundo: Projeto de nomenclatura (2.ª edição, a separata, n.º 1, suplemento d’«a folha» n.º 66 — Verão de 2021 [consultado em 20-01-2022]). Se a esta novidade juntarmos a quantidade de fotos que já reúne para algumas aves, como a de cegonha-de-bico-amarelo ou tântalo-africano abaixo, é caso para questionar se o jovem Priberam não estará a criar um hobby, o de observador de pássaros...
«E não haver gestos novos nem palavras novas!» Florbela Espanca, Diário do Último Ano, 2.ª ed., Lisboa: Bertrand, 1982, p. 61
É talvez por compreender o desalento da poetisa portuguesa Florbela Espanca (1894-1930) que o Dicionário Priberam, apesar da covid-19, do confinamento ou do teletrabalho, cumpriu mais um ano de partilha diária de palavras que podem ser novas (muitas sê-lo-ão garantidamente, outras, nem tanto) para muitos de nós. O Dicionário Priberam não se deixou abalar pelos efeitos da pandemia e prosseguiu na partilha diária de termos maioritariamente raros, curiosos, pouco usados, caídos no esquecimento ou com ligação a eventos da actualidade. Há 12 anos que o Dicionário Priberam divulga diariamente uma palavra “nova”, nem que o seja só por um dia, na sua página online e nas suas redes sociais (Facebook, Twitter e Instagram). Desde 2019 que a “palavra do dia” do Priberam é divulgada também no programa de rádio “Primeiro Plano” (de segunda a sexta-feira, das 07h00 às 09h00), da cabo-verdiana Rádio Morabeza e, desde 2020, no programa “Quinta Avenida” (quinta-feira, das 22h à meia-noite), da Rádio Voz de Alenquer.
Não há que ter pejo em dizê-lo: o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa está um ano mais velho e um pouco mais anafadinho. No passado dia 1 de Abril, o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa comemorou 12 anos de vida (não é peta, o aniversário do dicionário online da Priberam é mesmo no dia das mentiras), sem grandes celebrações por respeito às medidas de confinamento no âmbito do combate à pandemia da covid-19. Para os mais curiosos, é possível ter uma ideia sobre o que aconteceu em mais um ano de vida do Dicionário Priberam através do balanço do ano passado ou do site O Ano em Palavras. Quanto ao facto de o Dicionário Priberam estar mais anafado, a culpa não é do confinamento, mas dos mais de 2200 novos verbetes que passou a registar em 2020. Só no primeiro trimestre deste ano, foram já adicionados 592 verbetes. Muitas das inclusões recentes reflectem novos termos associados à covid-19 ou à área da medicina em geral (como aeromédico, antiescaras, aquarentenar, autoteste, borderline, imunotolerante, oncogenicidade, porta-máscara, salva-orelhas, uranálise ou virtópsia), gentílicos (como avisense, baleárico, cratense, diliense, monfortense, nisense, ouriquense, pinhelense, rio-tintense, sabugalense ou velense) ou termos de outras áreas (como antifraude, braquiação, coluvial, deotropismo, encorricado, gamer, heterocaracterização, indo-pacífico, jurubita, luso-senegalês, misofilia, narcossubmarino, párodo, ressemantização, sinequismo, trapudo, uado, verrumante ou xamânico), para mencionar apenas algumas das quase seiscentas novas entradas deste ano. No que diz respeito a buscas, no primeiro trimestre de 2021, o Dicionário Priberam foi consultado por mais de 14 milhões de utilizadores, os quais fizeram mais de 78 milhões de pesquisas, valores que correspondem a um crescimento de cerca de 30% relativamente ao mesmo período do ano passado. A palavra mais pesquisada durante este período foi postigo, por razões relacionadas com as regras para o comércio durante o confinamento. Presente desde Maio de 2020 no ranking auditado netAudience, sistema de classificação que mede a audiência da Internet mensalmente, o Dicionário Priberam ocupava em Fevereiro a 13.ª posição na lista dos 20 sites portugueses mais visitados:
Passaram onze anos desde que, em Abril de 2009, o Dicionário Priberam começou a divulgar a palavra do dia na sua página online e nas redes sociais ( Facebook, Twitter e Instagram). São onze anos de partilha diária, o que se traduz em mais de 4000 termos partilhados, termos maioritariamente raros, curiosos, pouco usados ou caídos no esquecimento das páginas dos dicionários e que a equipa de linguistas da Priberam resolveu destacar por um dia.
A moda da palavra do dia do Dicionário Priberam pegou e agora é vê-la divulgada até nas ondas hertzianas. Em 2019, a Rádio Morabeza, de Cabo Verde, foi a primeira a estabelecer uma parceria com a Priberam para a divulgação da palavra do dia, no programa informativo “Primeiro Plano” (de segunda a sexta-feira, das 07h00 às 09h00). Recentemente, foi a vez do programa “ Quinta Avenida” (quinta-feira, das 22h à meia-noite), da Rádio Voz de Alenquer, passar a divulgar a palavra do dia na sua página de Facebook.
Nestes dias de isolamento social e de confinamento forçado, há palavras que nos confortam e que precisamos de ler, dizer e ouvir mais. Fazemos uma pausa nas palavras obscuras, esquisitas ou pouco conhecidas, inspiramos fundo, até porque dum spiro spero, e, em tempos difíceis, escolhemos jovialidade como palavra do dia de hoje e como mote para as próximas partilhas diárias.
Nas celebrações do 11.º aniversário do Dicionário Priberam, vemo-nos confinados em casa devido à pandemia da COVID-19, mas nem por isso deixamos de assinalar a data. O Priberam está um ano mais velho, mas continua a ser instrumento precioso para compreender a actualidade.
Numa altura de quarentena, o que procuram os consulentes do Dicionário Priberam? Em Portugal, em meados do mês passado, a revista Exame Informática fez a mesma pergunta e fez um gráfico com as principais pesquisas relacionadas com o coronavírus:
Os números de acesso no primeiro trimestre de 2020 confirmam que os consulentes de Portugal se viraram para o dicionário para perceber a crise provocada pela COVID-19, mas não foram os únicos. De acordo com o Google Analytics, relativamente ao trimestre homólogo de 2019, houve um aumento de mais 17 milhões de consultas ao Dicionário Priberam em Portugal, mais de 5 milhões de consultas no Brasil e mais de 26 milhões de consultas em todo o mundo!
A nuvem do Dicionário Priberam, actualizada em tempo real, é um bom indicador das buscas dos consulentes, pois reflecte as palavras mais pesquisadas por dia. Neste momento tem este aspecto:
Se já o era anteriormente, agora mais do que nunca é caso para dizer, como fez um utilizador do Twitter, que:
O Dicionário Priberam acompanha o confinamento. Confinem com o Dicionário Priberam, nem que seja pelos mesmos motivos deste outro utilizador do Twitter:
Esta semana, Carlos Amaral, membro fundador e director da Priberam, foi galardoado com o prémio “Personalidade”, no âmbito da 14.ª edição dos prémios " Os Melhores do Portugal Tecnológico".
Os prémios, atribuídos pela equipa editorial da Exame Informática, visam distinguir investigadores, empreendedores, produtos e fabricantes que se destacam nas áreas da ciência e da tecnologia.
O prémio “Personalidade” é definido por um júri convidado, composto por José Tribolet, professor catedrático do Instituto Superior Técnico (IST) e presidente do INESC, Pedro Veiga, professor catedrático da Universidade de Lisboa, Arlindo Oliveira, professor catedrático e presidente do IST, e Pedro Miguel Oliveira, jornalista e director da Exame Informática.
Com este prémio, o júri reconheceu “o pioneirismo, a capacidade de engenho e a perseverança de Carlos Amaral”. No ano em que a Priberam vai comemorar o seu 30.º aniversário e em que o Dicionário Priberam comemorou o seu 10.º aniversário, esta distinção tem um sabor ainda mais especial.
Na semana passada o Dicionário Priberam celebrou o décimo ano da sua existência e hoje celebra o décimo aniversário da “Palavra do dia”.
Trata-se de uma iniciativa da Priberam que, desde Abril de 2009, destaca, nem que seja por um dia, palavras maioritariamente raras, curiosas ou pouco consultadas, escolhidas pela equipa de linguistas e divulgadas diariamente na página do dicionário, no Facebook, no Twitter e no Instagram.
Tudo começou com anverso, a primeira palavra do dia do Priberam, divulgada a 8 de Abril de 2009. Desde então, já foram divulgadas 3652 palavras diferentes, o que corresponde a menos de 3% das palavras do dicionário. É caso para dizer que, em dez anos, já demos cerca de 150 voltas ao abecedário. Mesmo que não adicionássemos mais palavras ao dicionário, ainda temos palavras para mais 355 anos de palavras do dia, mais exactamente até 1 de Setembro de 2374.
A propósito dos 10 anos do Priberam, que hoje se celebram, ocorrem-nos dez coisas sobre este dicionário online de língua portuguesa que, ao longo de uma década, se tornou uma referência para falantes de português em todo o mundo. Como hoje é o dia das mentiras, descubra uma patranha na lista abaixo.
1. O Priberam é serviço público grátis.
2. O Priberam pronuncia-se |pribèrã| e rima com catamarã.
3. O Priberam é um santo.
5. O Priberam gosta que lhe dêem música (como esta ou, mais recentemente, esta *).
6. O Priberam desperta o lexicógrafo adormecido que há em cada falante de português.
7. O Priberam tem entrada própria no dicionário.
8. O Priberam é um medicamento que combate náuseas e vómitos.
9. O Priberam está ligado a um crime.
10. O Priberam é sinónimo de dicionário.
A “palavra do dia” do Dicionário Priberam celebrou no passado domingo mais um aniversário.
Há nove anos que a Priberam coloca em destaque palavras raras, curiosas ou pouco consultadas, escolhidas pela equipa de linguistas e divulgadas diariamente na página do dicionário, no Facebook, no Twitter e no Instagram da Priberam.
Palavras para quê? Para o Dicionário Priberam, as palavras são tudo.
A Língua Gestual Portuguesa (LGP) faz hoje 20 anos!
A LGP nasceu na primeira escola de surdos, na Casa Pia de Lisboa, no final do século XIX, mas só em 1997 a LGP passou a ser uma das línguas oficiais de Portugal, juntamente com a Língua Portuguesa e o Mirandês.
De acordo com a alínea h) do n.º 2 do artigo 74.º da Constituição da República Portuguesa, "[n]a realização da política de ensino incumbe ao Estado [...] proteger e valorizar a língua gestual portuguesa, enquanto expressão cultural e instrumento de acesso à educação e da igualdade de oportunidades".
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