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sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Números de 2018

Dados gerais
2018 foi o ano em que o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa voltou a bater recordes de acesso, com 37 milhões de utilizadores a perfazerem mais de 132 milhões de consultas.

O balanço geográfico é em tudo idêntico ao do ano anterior, com Brasil, Portugal e Angola no topo das pesquisas por país e Lisboa, São Paulo e Porto no topo das pesquisas por cidade. A principal diferença é que Londres surge agora como a primeira cidade não pertencente a um país da CPLP, seguida de Madrid e de Paris.


Palavras mais pesquisadas
Em Portugal, 2018 foi ano de pesquisar por quimera; no Brasil, foi ano de fazer buscas por ranço. Esta última foi também, no cômputo geral, a palavra mais pesquisada do ano.
Figura 1: Palavras mais pesquisadas em Portugal e no Brasil no Dicionário Priberam em 2018

Nos restantes países de língua oficial portuguesa, as palavras mais procuradas no Dicionário Priberam foram bicefalia (Angola), sociocognitivo (Cabo Verde), reteso (Guiné-Bissau), cadeado (Guiné Equatorial), oratura (Moçambique), diesel (São Tomé e Príncipe) e prever (Timor-Leste).

Analisando as buscas feitas no Dicionário Priberam por consulentes de outros países, é impossível não reparar num claro interesse por expressões típicas do registo informal das variedades de língua portuguesa, como treco-lareco (Andorra), acusa-cristos (Austrália), bicho-carpinteiro (Áustria), pespineta e bagunçada (Bélgica), cagarolas (Bielorrússia), esbaldar (Bolívia), lusco-fusco (Bósnia e Camboja), picuinhas (Cabo Verde e Canadá), bifar (Chile), choninha (China), camueca (Colômbia), perrengue (Costa Rica) molenga e vida airada (Dinamarca), chulice, engonhar e népias (Emirados Árabes Unidos), arreda (Equador), bacano (Eslováquia), crocodilagem e truaca (EUA), cusquice (França), estropício (Guatemala), capetinha, chi-coração e ginjeira (Holanda), bitaite, desbunda e mixuruca (Índia), borga (Irlanda), besnico (Israel), não dizer coisa com coisa (Japão), trengo (Luxemburgo e Andorra), cirandar (Marrocos), calhandreiro (Peru), patusco (Quénia), passou-bem (Reino Unido), fixe (Sérvia), chunga (Suécia e Suíça), carolo (Tailândia), choné (Tanzânia), picanço (Ucrânia), tanso (Uruguai) ou zupar (Usbequistão).
Nesta volta ao mundo feita através de pesquisas no Dicionário Priberam, também saltam à vista as buscas por comidas, bebidas e alimentos associados à cultura lusófona, como quizaca (África do Sul), chicha (Alemanha), farnel (Arábia Saudita), pampilho (Austrália), bica (Bósnia), jindungo (Bulgária), magusto (Cabo Verde), muamba e funje (Canadá), açorda e chispe (Colômbia), farófia (Croácia), lingueirão (Cuba), paçoca (Paraguai), chopinho (Peru), carcaça (República Dominicana) ou chanfana e sardinhada (Venezuela).

A procura por africanismos, de que são exemplo quizaca, jindungo, muamba e funje acima, reflecte-se ainda em buscas como cretcheu (Bélgica), chopela (Bolívia), bijagó (Irlanda), jajão (Holanda) ou quitanda (Tanzânia).

No domínio daquelas buscas que podem ferir algumas susceptibilidades, mas que já se tornaram habituais, não há como não reparar em ménage (Dinamarca), siririca (Espanha), galderice (Holanda), meita (Ilha de Jersey), chocha e minete (Luxemburgo), bujão (México), broche e canzana (Nigéria), paneleiro (República Checa), transa (Suécia), lambia-te (Suíça) ou encoxada (Turquia e Ucrânia).

Já as pesquisas por expressões latinas, analisadas pela primeira vez no ano passado, continuam a surpreender. Se já se tornou habitual a busca por expressões mais correntes, como cogito ergo sum (Chile) ou mutatis mutandis (Senegal), também já são comuns buscas por expressões do domínio jurídico, como non bis in idem e quid juris (Emirados Árabes Unidos), res furtiva (Malta), e por expressões do domínio religioso, como mater dolorosa (Coreia do Sul), qui sine peccato est (Tanzânia) ou deus dedit, deus abstulit (Turquia). No entanto, em 2018 destacam-se sobretudo buscas por expressões latinas mais filosóficas, como potius mori quam foedari (Afeganistão), sit pro ratione voluntas (Guatemala), beneficium accipere, libertatem est vendere (Itália), si vis me flere, dolendum est primum ipsi tibi (Panamá) ou honor honestum decorat, inhonestum notat (Sérvia). 


O ano de 2018 em palavras
A Priberam faz a análise e divulgação das palavras mais pesquisadas no Dicionário Priberam desde 2010. Em 2018, pelo segundo ano consecutivo, a Priberam associou-se à agência de notícias Lusa para, através do site O Ano em Palavras, dar a conhecer as 24 palavras mais pesquisadas no dicionário relativas a eventos que marcaram o ano a nível político, económico, cultural e social. 

 Figura 2: Palavras pesquisadas no Dicionário Priberam que reflectem acontecimentos de 2018

O site está estruturado com as palavras apresentadas cronologicamente, de Janeiro a Dezembro e, para cada palavra, é possível aceder ao seu significado, bem como ao artigo e à foto da Lusa sobre o evento que motivou as pesquisas no Dicionário Priberam.

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